Misha Collins revela que retorno de Supernatural já foi discutido e fala em filme para reunir o elenco

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Supernatural terminou em 2020 depois de 15 temporadas, mas a franquia ainda pode ter espaço para uma nova história. Misha Collins, que interpretou Castiel durante boa parte da série, revelou que um possível revival ou filme já foi discutido entre os envolvidos. O ator, no entanto, não confirmou nenhum projeto em desenvolvimento.

A declaração foi dada em entrevista ao ComicBook, durante uma conversa sobre a possibilidade de voltar a interpretar Castiel. Quando perguntado sobre uma eventual 16ª temporada, Collins foi cauteloso. Para ele, uma continuação tradicional da série não chegou a ser discutida, mas outras formas de retornar ao universo dos irmãos Winchester já apareceram nas conversas.

“Quem sabe?”, respondeu o ator. Collins acrescentou que a ideia de produzir algum tipo de revival ou filme “já surgiu” entre eles e afirmou que gostaria de fazer parte de algo assim. A fala não representa um anúncio oficial da Warner Bros. Television ou de qualquer plataforma, mas confirma que o assunto não foi completamente descartado pelos atores.

O que Collins revelou sobre um possível filme?

A principal informação da entrevista é justamente a diferença entre uma 16ª temporada e um eventual projeto especial. Collins não indicou que exista uma nova temporada sendo planejada e afirmou que ele e os demais envolvidos nunca chegaram a conversar seriamente sobre uma continuação nesse formato.

O cenário muda quando o assunto é um filme ou revival. Segundo o ator, essas possibilidades já foram levantadas em conversas, embora ele não tenha apresentado detalhes sobre roteiro, produção, elenco confirmado ou previsão de lançamento.

Isso significa que, neste momento, não existe confirmação de um filme de Supernatural em produção. A declaração de Collins serve mais como um sinal de interesse do que como anúncio de um projeto.

Por que um revival faria mais sentido que uma 16ª temporada?

A série terminou depois de uma história que passou por praticamente todos os grandes elementos de sua mitologia. Sam e Dean enfrentaram demônios, anjos, monstros, entidades cósmicas e até versões alternativas de si mesmos ao longo das 15 temporadas.

Além disso, o episódio final encerrou a trajetória dos irmãos Winchester de maneira definitiva. Criar uma 16ª temporada exigiria explicar por que a história deveria continuar depois daquele ponto e encontrar uma nova estrutura para os personagens.

Um filme teria mais liberdade para trabalhar com uma única missão ou acontecimento. Também permitiria reunir parte do elenco sem necessariamente retomar a produção semanal de uma série longa.

Castiel poderia voltar?

É justamente aqui que a situação fica mais complicada.

Castiel se tornou um dos personagens centrais de Supernatural depois de sua introdução na quarta temporada. O anjo começou como uma figura ligada à missão de Dean, mas acabou construindo uma relação de amizade e lealdade com os dois irmãos.

A história do personagem também chegou a uma conclusão durante a série original. Por isso, um eventual retorno precisaria definir se a nova trama aconteceria antes do encerramento da série, em uma linha do tempo alternativa ou depois dos acontecimentos do episódio final.

Collins não revelou qual seria a solução. Sua declaração indica apenas que ele estaria disposto a voltar.

E Sam e Dean? Jared Padalecki e Jensen Ackles voltariam?

A entrevista de Collins não confirma o retorno de Jared Padalecki, intérprete de Sam Winchester, nem de Jensen Ackles, que viveu Dean.

Os dois são fundamentais para qualquer continuação que queira manter a história principal de Supernatural. A série começou justamente acompanhando os irmãos e terminou com a relação entre os dois no centro do encerramento.

Sem uma confirmação oficial dos atores, portanto, ainda não há como dizer qual formação teria um possível revival.

Como a série chegou a 15 temporadas?

Criada por Eric Kripke, Supernatural estreou em 13 de setembro de 2005 pelo The WB e depois passou para a The CW. A premissa inicial acompanhava Sam e Dean Winchester viajando pelos Estados Unidos para investigar acontecimentos sobrenaturais.

O plano original de Kripke era bem menor. O criador imaginava inicialmente uma série de três temporadas e depois ampliou a história para cinco, mas a popularidade fez a produção continuar por mais uma década.

A série terminou em 19 de novembro de 2020, com 327 episódios exibidos ao longo de 15 temporadas.

A ideia original de Supernatural era bem diferente?

Sim. Antes de Sam e Dean existirem, Eric Kripke imaginava uma produção sobre jornalistas que investigariam fenômenos sobrenaturais.

O conceito foi modificado durante o desenvolvimento até chegar aos irmãos Winchester. A mudança acabou definindo a identidade da série: em vez de uma equipe de repórteres investigando casos, o público passou a acompanhar dois irmãos que herdaram do pai uma vida dedicada à caça de criaturas sobrenaturais.

A estrutura permitia que cada episódio apresentasse um caso diferente, enquanto a história maior avançava por trás dessas investigações.

O Fim da Rua chega aos cinemas com Anne Hathaway e Ewan McGregor em uma vizinhança tomada por dinossauros

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O Fim da Rua chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, 13 de agosto, com Anne Hathaway e Ewan McGregor no papel de um casal que vê a própria vizinhança ser transportada para a Era Jurássica. Dirigido por David Robert Mitchell, de Corrente do Mal e Under the Silver Lake, o filme combina ficção científica, sobrevivência e conflitos familiares a partir de uma situação bem específica: uma rua inteira desaparece em 1982 e reaparece milhões de anos no passado.

Na história, Denise Platt, interpretada por Hathaway, tenta conciliar o casamento com Greg, vivido por McGregor, a criação dos dois filhos e o desejo de se tornar escritora. Greg perdeu o emprego e passou a trabalhar como entregador de pizza sem contar à esposa, enquanto Denise escreve escondida um manuscrito sobre uma mulher que pensa em abandonar a própria família. Antes mesmo dos dinossauros aparecerem, portanto, os dois já estavam escondendo decisões importantes um do outro.

O que faz uma rua inteira parar na Era Jurássica?

Os primeiros sinais aparecem na vizinhança antes do desaparecimento da Rua Oak. Uma moradora encontra uma planta que deveria estar extinta há milhões de anos, enquanto outro quintal recebe uma quantidade estranha de fezes de origem desconhecida. Ao mesmo tempo, transmissões de rádio relatam uma atividade incomum no Sol.

Durante uma tempestade, Greg está voltando de uma entrega quando uma luz branca cobre toda a região. A pressão atmosférica muda, a energia acaba e, na manhã seguinte, a família percebe que também ficou sem água encanada. Quando Denise e Greg saem para procurar Starbuck, o cachorro desaparecido, encontram uma paisagem completamente diferente daquela que conheciam, com vegetação pré-histórica e dinossauros circulando pelas ruas.

Audrey, filha adolescente do casal, usa seus conhecimentos sobre cosmologia para tentar explicar o que aconteceu. A hipótese dela é que a luz tenha sido causada por buracos de minhoca, capazes de deslocar a Rua Oak milhões de anos para o passado. Como a família não sabe quando outra abertura surgirá, a primeira estratégia é permanecer escondida e esperar por uma nova chance de voltar para casa.

Como a família tenta sobreviver enquanto resolve os próprios problemas?

A situação fica mais complicada quando Denise e Greg precisam lidar com os segredos que vinham escondendo. Greg confessa que perdeu o emprego e passou a entregar pizzas porque não queria admitir a situação para a esposa. Denise, por sua vez, precisa explicar o manuscrito que escreveu sobre uma mulher querendo deixar a família, algo que revela o quanto o casamento já estava desgastado.

O problema deixa de ser apenas o relacionamento dos dois quando Brian sai de casa para procurar Starbuck e Audrey vai atrás dele. Durante a busca, os irmãos encontram Jeannette Christiansen, uma garota da vizinhança que perdeu os pais depois de um ataque de dinossauros. Os três passam a procurar uma maneira de voltar para casa enquanto Denise e Greg tentam localizar os filhos.

Quando o casal finalmente encontra um buraco de minhoca capaz de levá-los de volta a 1982, eles decidem não atravessar porque ainda não sabem onde Audrey e Brian estão. A escolha faz com que a abertura desapareça, obrigando os dois a continuar procurando pelos filhos em meio aos animais pré-históricos.

O que acontece com Greg?

Depois que a família se reúne, os perigos aumentam. Um Allosaurus ataca o grupo e Denise tenta afastá-lo usando um rifle. Greg parte para cima do animal com uma marreta e consegue atingi-lo, mas acaba sendo mordido na perna pelo dinossauro, que o derruba e o mata.

A morte muda a composição do grupo e deixa Denise responsável por Audrey, Brian e Jeannette. Starbuck continua acompanhando os sobreviventes e tem participação decisiva em outro momento da fuga, quando um pterossauro tenta agarrar Brian. O cachorro ataca a criatura e permite que o garoto escape.

Como eles conseguem voltar para 1982?

A saída aparece novamente perto da casa da bibliotecária, que também está tentando sobreviver dentro do imóvel. O grupo descobre que o buraco de minhoca não permanece aberto: ele surge e desaparece em intervalos, obrigando os personagens a calcular o momento certo para atravessar.

Jeannette consegue passar primeiro, mas Brian erra o salto e cai, machucando a perna. Depois de escapar dos dinossauros dentro da casa, Denise, Audrey, Brian e Starbuck chegam ao telhado e conseguem atravessar a abertura.

O retorno, porém, vem com uma informação importante: eles não voltam exatamente ao momento em que desapareceram. O grupo chega a 1982 cerca de vinte minutos antes do desaparecimento da Rua Oak. Denise percebe que ainda existe uma oportunidade de impedir que outros moradores sejam levados para o passado.

Denise consegue avisar os moradores antes do desaparecimento?

Ela tenta. Depois de chegar ao próprio tempo, Denise usa um telefone público para entrar em contato com moradores da Rua Oak e avisá-los sobre a luz branca que está prestes a aparecer. O objetivo é fazer com que todos deixem a região antes do fenômeno.

Greg ainda está fora fazendo uma entrega de pizza, então Denise organiza uma forma de encontrá-lo. Ele chega ao ponto combinado sem entender por que Denise, Audrey e Brian estão tão emocionados ao vê-lo. Pouco depois, a luz branca volta a cobrir a Rua Oak e o bairro desaparece novamente, mas desta vez a família de Denise está fora da área.

A sequência cria uma diferença importante entre as duas versões do acontecimento: na primeira, os moradores são pegos de surpresa; na segunda, Denise conhece o que está prestes a acontecer e consegue agir antes que seja tarde.

O que acontece com a Rua Oak depois?

A região é isolada pelos militares e passa a ser estudada por cientistas. Dois anos depois, o local continua abrigando um ambiente pré-histórico com espécies que desapareceram da Terra milhões de anos antes.

Denise transforma o que viveu em um livro chamado “O Fim da Rua Oak”. A história termina com ela, Audrey e Brian reunidos com a família de Jeannette durante um churrasco. Dentro da casa, fotografias registram os acontecimentos, incluindo uma imagem de Greg diante de dois Camarasaurus.

A fotografia feita por Denise ganha importância justamente porque registra um dos momentos mais absurdos daquela experiência: um homem dos anos 1980 posando diante de dinossauros que, em teoria, nunca deveriam ter existido naquele período.

Quem está no elenco?

Anne Hathaway interpreta Denise Platt, enquanto Ewan McGregor vive Greg Platt. Maisy Stella interpreta Audrey e Christian Convery faz Brian. Jordan Alexa Davis aparece como Jeannette Christiansen, PJ Byrne interpreta Mel Jacobs, Anne Gee Byrd vive a Sra. Huddleston, Emily Kuroda interpreta a Sra. Valcourt e Hudson Meek aparece como Kaden Tucker. David Robert Mitchell escreveu e dirigiu o longa, com produção de J.J. Abrams.

Sessão da Tarde de hoje (13/08) | Katie Holmes estrela O Segredo: Ouse Sonhar; Saiba tudo sobre o filme

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A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 13 de agosto, exibe O Segredo: Ouse Sonhar, filme de 2020 estrelado por Katie Holmes e Josh Lucas. A produção acompanha Miranda Wells, uma viúva que cria três filhos e trabalha para manter a família depois da morte do marido.

A vida dela muda quando conhece Bray Johnson, professor de engenharia interpretado por Josh Lucas. Ele aparece por acaso depois que Miranda bate o carro na caminhonete dele, mas o encontro esconde um detalhe importante: Bray já estava tentando encontrar a personagem para entregar uma documentação relacionada ao marido dela.

Qual é a história do filme?

Miranda vive com os filhos Missy, Greg e Bess e trabalha no restaurante de Tucker Middendorf, seu namorado. As despesas da casa estão apertadas e qualquer problema novo pode comprometer o orçamento da família.

Depois do acidente de trânsito com Bray, ele se oferece para consertar o carro e acaba conhecendo Miranda e os filhos. Durante a visita, ele fala sobre sua maneira de enxergar a vida e sobre a importância de não desistir diante dos problemas.

Mas Bray não foi até aquela casa apenas por acaso.

Ele precisava entregar a Miranda um envelope ligado a uma invenção desenvolvida por ele e pelo marido dela, Matt, antes da morte dele.

O que existe no envelope?

Matt e Bray trabalhavam juntos em uma invenção que resultou em uma patente. Matt morreu em um acidente de avião antes de conseguir concluir o projeto, enquanto Bray sobreviveu.

Bray tenta entregar a Miranda uma cópia da patente, mas não encontra uma oportunidade para explicar toda a situação. Antes de ir embora, deixa o envelope na caixa de correio.

Naquela mesma noite, um furacão atinge a região. A tempestade danifica a casa e leva a caixa de correio, fazendo com que Miranda nem saiba que Bray havia deixado algo para ela.

Ele volta no dia seguinte para ajudar nos reparos. Como a casa fica temporariamente sem condições de receber a família, Miranda e os filhos vão morar com Bobby, mãe de Matt.

Por que Miranda acha que Bray está escondendo alguma coisa?

A situação muda quando Bobby encontra uma reportagem sobre a invenção de Matt e percebe que Bray aparece relacionado ao projeto.

Para ela, existe a possibilidade de Bray ter ficado com algo que deveria pertencer à família. Miranda também começa a desconfiar e decide confrontá-lo.

Bray explica que trabalhava com Matt e que sua intenção era justamente entregar a documentação da patente para Miranda. Ela, porém, não acredita na versão e pede que ele vá embora.

A confirmação vem depois. Bray envia outra cópia da patente e, posteriormente, a antiga caixa de correio é encontrada com o envelope original. Os documentos comprovam que ele estava falando a verdade.

A patente muda a vida de Miranda?

Sim. A invenção pode representar uma quantia suficiente para resolver boa parte dos problemas financeiros da família.

A descoberta também faz Miranda perceber que sua vida estava seguindo um caminho que ela mesma já não queria continuar. Tucker havia pedido sua mão em casamento durante a reabertura do restaurante, e ela tinha aceitado.

Depois de descobrir toda a verdade sobre a patente, Miranda termina o noivado e deixa o emprego no restaurante.

A decisão não acontece apenas por causa do dinheiro. Ela percebe que estava mantendo aquela relação sem ter certeza de que ainda queria estar com Tucker.

E o romance com Bray?

Depois de descobrir que Bray dizia a verdade, Miranda procura o professor para esclarecer o que aconteceu.

A relação dos dois muda a partir desse momento. Sem a suspeita envolvendo a patente, eles conseguem conversar sobre Matt, sobre o passado e sobre o que aconteceu entre eles desde o primeiro encontro.

O romance passa a fazer parte da nova fase da vida de Miranda, que também começa a reorganizar a rotina dos filhos.

Mais adiante, a família passa a morar com Bray, que chega a comprar um pônei para Bess.

Qual é a relação do filme com O Segredo?

O longa foi inspirado no livro de autoajuda O Segredo, publicado por Rhonda Byrne em 2006.

A conexão aparece principalmente no personagem de Bray, que acredita no pensamento positivo e tenta fazer Miranda enxergar possibilidades além dos problemas imediatos.

O filme, porém, não adapta diretamente o conteúdo do livro. Ele usa essas ideias dentro de uma história de romance e drama familiar, com a patente de Matt funcionando como um dos principais elementos da trama.

Quem está no elenco?

Katie Holmes interpreta Miranda Wells, enquanto Josh Lucas vive Bray Johnson. Jerry O’Connell interpreta Tucker Middendorf, e Celia Weston aparece como Bobby.

Os filhos de Miranda são interpretados por Sarah Hoffmeister (Missy), Aidan Brennan (Greg) e Chloe Grace Lee (Bess).

O elenco também conta com Katrina Begin, Sydney Tennant, Cory Scott Allen e Jeremy Warner.

A direção é de Andy Tennant, que escreveu o roteiro ao lado de Bekah Brunstetter e Rick Parks.

Crítica – O Fim da Rua transforma dinossauros e ficção científica em uma divertida viagem ao cinema dos anos 80

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Dirigido por David Robert Mitchell, de Corrente do Mal e Under the Silver Lake, O Fim da Rua pega uma família comum, coloca todo mundo no meio de um acontecimento completamente absurdo e deixa o resto acontecer. O resultado é uma aventura que mistura dinossauros, ficção científica, conflitos familiares e uma boa dose de nostalgia.

A história acompanha Denise (Anne Hathaway) e Greg (Ewan McGregor), um casal que atravessa uma fase complicada no relacionamento enquanto tenta cuidar dos dois filhos adolescentes. A rotina já não anda muito bem, mas tudo fica ainda mais complicado quando um estranho fenômeno cósmico atinge Oak Street.

De uma hora para outra, aquela rua residencial passa a dividir espaço com um passado muito mais distante. Dinossauros aparecem entre as casas, plantas pré-históricas tomam conta do lugar e a família precisa descobrir como continuar vivendo enquanto algo impossível acontece bem diante de seus olhos.

O roteiro tenta dar uma explicação para o fenômeno usando conceitos de espaço-tempo, buracos de minhoca e referências a Carl Sagan. Mas o mais interessante é que o filme não fica preso à necessidade de explicar cada detalhe. Ele apresenta a situação, estabelece suas regras e deixa a história seguir.

Um filme que entende os anos 80

O grande mérito de O Fim da Rua está na maneira como ele reproduz o espírito das aventuras daquela época.

Não é só uma questão de figurino, carros ou objetos antigos espalhados pelos cenários. O filme parece entender como aquelas histórias funcionavam. Uma família comum se envolve em uma situação absurda, crianças acabam no meio do problema e o perigo aparece de todos os lados.

Existe uma liberdade no roteiro que lembra muito as produções que passavam na televisão durante os anos 80 e 90. É aquela lógica em que ninguém perde muito tempo perguntando se determinada situação faz sentido. Se existem dinossauros na rua, então o jeito é descobrir como lidar com eles.

Nesse aspecto, O Fim da Rua lembra The Twilight Zone. A realidade continua aparentemente normal até que alguma coisa completamente inexplicável aparece e muda tudo. A partir daí, o acontecimento estranho serve para colocar os personagens diante de problemas que já estavam escondidos.

Dinossauros no meio da vizinhança

O filme também se diverte bastante com os clichês das aventuras familiares.

Há o garoto valentão que continua perseguindo um dos protagonistas mesmo quando a vizinhança está tomada pelo caos. Tem também o cachorro hiperativo que parece ter saído diretamente de uma comédia familiar como Beethoven.

Essas situações poderiam parecer bobas em outro filme, mas aqui fazem parte da proposta. O Fim da Rua sabe que está brincando com esse tipo de história e não tenta transformar tudo em algo mais sério do que precisa ser.

As referências a Os Goonies, Querida, Encolhi as Crianças, Jumanji e Jurassic Park também aparecem de maneira bastante natural. O filme não precisa copiar essas produções para lembrar delas. Basta colocar seus personagens em situações que remetem àquele tipo de aventura.

É justamente essa mistura que dá personalidade ao longa.

Denise é muito mais do que a mãe da família

No meio de toda essa confusão, Denise acaba sendo a personagem mais interessante.

Ela é mãe, esposa e responsável por uma parte importante da rotina familiar, mas existe uma insatisfação que vai aparecendo aos poucos. Denise sente que deixou algumas coisas para trás e começa a perceber que sua própria vida acabou ficando em segundo plano.

Isso aparece principalmente através de um livro que ela escreve escondida. É uma escolha simples do roteiro, mas suficiente para revelar uma parte da personagem que não aparece nas conversas com o marido ou com os filhos.

A comparação com Francesca, personagem de Meryl Streep em As Pontes de Madison, faz sentido nesse ponto. As histórias são bem diferentes, mas existe uma questão parecida: a mulher que percebe que existe uma vida além dos papéis que assumiu dentro da família.

O filme não aprofunda tanto esse assunto quanto poderia, mas pelo menos permite que Denise tenha uma história própria.

Anne Hathaway segura o filme

Anne Hathaway é quem melhor aproveita esse material.

Denise precisa reagir aos dinossauros, ao caos e às situações absurdas, mas também está lidando com problemas pessoais que não desaparecem só porque o mundo ficou de cabeça para baixo.

A atriz consegue passar essa mistura sem transformar a personagem em alguém excessivamente dramático. Denise continua sendo uma pessoa comum colocada em uma situação que definitivamente não é comum.

E talvez seja justamente por isso que ela funciona tão bem. Mesmo com toda a loucura acontecendo ao redor, dá para entender suas frustrações.

O filme poderia ter ficado mais tempo com seus personagens

O principal problema de O Fim da Rua está no desenvolvimento.

O filme apresenta várias questões interessantes envolvendo Denise, Greg e os filhos, mas nem sempre permanece tempo suficiente com elas. Quando alguma situação começa a ficar mais interessante, a aventura acaba puxando a história para outro lado.

Isso é mais perceptível nos conflitos familiares. Existe material para entender melhor o que cada personagem está sentindo, mas algumas dessas questões passam rápido demais.

Não chega a estragar o filme. Só deixa aquela sensação de que algumas cenas poderiam ter respirado um pouco mais.

No fim, os dinossauros são só parte da história

Apesar de toda a loucura envolvendo dinossauros, fenômenos cósmicos e espaço-tempo, O Fim da Rua funciona melhor quando lembra que sua história também é sobre pessoas.

Denise está tentando entender o que quer da própria vida. Greg precisa lidar com um relacionamento que não está no melhor momento. Os filhos estão crescendo e enfrentando seus próprios problemas.

O mundo pode estar completamente fora do lugar, mas os conflitos continuam sendo os mesmos.

É isso que faz o filme funcionar. O Fim da Rua não precisa ser uma aventura perfeita para ser divertido. Ele abraça suas referências, brinca com o cinema de aventura dos anos 80 e 90 e coloca uma família comum diante de uma situação que ninguém teria como imaginar.

No meio de dinossauros e fenômenos inexplicáveis, existe uma história bastante simples sobre pessoas tentando descobrir o que fazer quando a vida que conheciam deixa de fazer sentido.

Sobrevivência, novo filme de Ben Affleck na Netflix, ganha trailer e coloca um candidato à prefeitura no meio de um sequestro que pode destruir sua vida

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Ben Affleck vai precisar lidar com um problema bem maior do que uma campanha eleitoral em Sobrevivência, novo suspense da Netflix. O ator dirige e protagoniza o filme, que acompanha um candidato à prefeitura de Los Angeles quando seu filho é sequestrado e a família precisa conseguir um dinheiro que simplesmente não tem.

A Netflix marcou a estreia para 9 de outubro de 2026 e já apresentou o trailer da produção. A prévia dá uma ideia do tamanho do problema: o sequestro acontece em um momento péssimo para Mark Kimball, já que boa parte do dinheiro da família foi colocada na campanha. Agora, ele precisa encontrar uma saída rapidamente. E fazer isso significa colocar em risco coisas que o personagem passou anos tentando esconder.

O que acontece depois do sequestro?

Mark Kimball está concorrendo à prefeitura de Los Angeles e vive uma rotina em que qualquer detalhe pode virar assunto público. Quando seu filho é levado, porém, a preocupação com a eleição fica em segundo plano.

Os sequestradores querem dinheiro e não parecem dispostos a esperar.

O problema é que Mark e sua esposa já gastaram boa parte dos recursos disponíveis na campanha. Não existe simplesmente uma conta cheia de dinheiro esperando para pagar o resgate.

A partir daí, o casal precisa encontrar outra maneira de conseguir a quantia exigida.

E é nesse momento que a situação começa a ficar realmente complicada.

Para salvar o filho, os dois terão de recorrer a pessoas, decisões e segredos que preferiam manter longe da imprensa e dos adversários políticos. Quanto mais procuram uma saída, maior fica o risco de que alguma coisa do passado venha à tona.

Por que a campanha vira um problema?

A candidatura de Mark não está ali apenas para servir de cenário.

O dinheiro gasto na eleição passa a ser uma parte importante do conflito. O personagem colocou recursos demais na campanha e agora precisa lidar com as consequências justamente quando mais precisa de dinheiro.

Isso também cria um problema de imagem.

Mark está tentando convencer os eleitores de que é a pessoa certa para comandar Los Angeles. Ao mesmo tempo, sua própria família está escondendo informações que podem acabar com essa imagem.

Se ele revelar determinados segredos, pode conseguir ajuda, mas também pode perder a eleição e colocar outras pessoas em perigo.

Se ficar calado, o filho pode continuar nas mãos dos sequestradores.

Não é exatamente uma situação em que exista uma escolha boa.

Ben também está na frente das câmeras

Além de dirigir Sobrevivência, Ben Affleck interpreta Mark Kimball.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2024 e, inicialmente, também tinha Matt Damon ligado ao elenco. Damon deixou a produção posteriormente por causa de sua participação em A Odisseia, filme dirigido por Christopher Nolan.

Com a mudança, Affleck assumiu o papel principal.

A produção também passou por alterações no elenco. Jennifer Garner chegou a ser cotada para o projeto, mas Kerry Washington acabou ficando com o papel da esposa de Mark.

O filme reúne ainda nomes conhecidos como Gillian Anderson, Steven Yeun, Ray Fisher e Adriana Paz.

Quem está no elenco?

O elenco principal conta com Ben Affleck, Kerry Washington, Gillian Anderson, Steven Yeun, Luis Gerardo Méndez, Adriana Paz, Ray Fisher, Matt Gerald e Mark Kassen.

Affleck interpreta Mark Kimball, enquanto os outros personagens aparecem ligados à família, à investigação e às pessoas que fazem parte da vida do candidato.

A história ainda guarda alguns detalhes sobre os personagens, o que faz sentido para um filme em que segredos são parte importante do conflito.

A produção foi escrita por Ben Affleck, Connor O. McIntyre e Billy Ray. Affleck também assume a direção.

O que o trailer revela?

O trailer coloca Mark diante de uma situação que foge completamente do controle.

Depois do sequestro, ele precisa lidar com a pressão dos criminosos enquanto tenta encontrar uma maneira de levantar o dinheiro. Ao mesmo tempo, fica cada vez mais difícil separar a vida pessoal da imagem pública construída durante a campanha.

O filme parece brincar justamente com essa diferença.

Para os eleitores, Mark precisa ser um candidato confiável. Dentro de casa, ele é um pai desesperado tentando encontrar o filho.

E quanto mais tempo passa, mais difícil fica esconder o que está acontecendo.

A produção também não deixa de lado a ação. O trailer apresenta momentos de tensão, confrontos e situações em que Mark precisa agir por conta própria, deixando claro que a história não ficará apenas em conversas e negociações.

A história é baseada em algum livro?

Não.

Sobrevivência é uma história original desenvolvida para o cinema. O roteiro foi escrito por Ben Affleck, Connor O. McIntyre e Billy Ray.

Isso também significa que o público não precisa conhecer nenhum material anterior para acompanhar o filme. A história começa e termina dentro da própria produção, sem depender de uma franquia.

Neagley ganha trailer completo com investigação perigosa e ligação direta com Reacher

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Frances Neagley finalmente ganhou espaço para contar uma história só dela. A personagem de Maria Sten, que já apareceu em Reacher como uma das poucas pessoas realmente próximas de Jack Reacher, agora assume o protagonismo em Neagley, novo spin-off do Prime Video.

A série estreia em 16 de setembro de 2026 e terá os oito episódios da primeira temporada disponibilizados de uma vez. O novo trailer apresenta melhor a investigação que vai colocar Neagley diante de uma morte cercada de dúvidas e de pessoas que claramente não querem que ela continue fazendo perguntas.

E se você já conhece a personagem, sabe que pedir para Neagley parar não costuma funcionar muito bem.

Por que Neagley começa a investigar?

A história começa depois da morte de um antigo amigo. A versão oficial aponta para um acidente, mas Neagley percebe que alguma coisa não bate.

Em vez de simplesmente aceitar o que aconteceu, ela começa a procurar respostas. O problema é que cada pista encontrada parece abrir outra pergunta.

A investigação leva Neagley a descobrir informações que alguém tentou esconder. E, quanto mais ela avança, mais claro fica que a morte do amigo não aconteceu por acaso.

O caso também acaba colocando a própria Neagley na mira de quem está tentando manter aquele passado enterrado.

Ela vai conseguir resolver tudo sozinha?

Essa é uma das partes mais interessantes da proposta.

Em Reacher, Neagley quase sempre aparece como aquela pessoa que Reacher pode chamar quando precisa de alguém em quem confia de verdade. Ela conhece o jeito dele de pensar, sabe trabalhar sob pressão e não costuma perder tempo com conversa desnecessária.

Agora, a situação muda.

Neagley está investigando por conta própria e trabalha como detetive particular em Chicago. Não existe Reacher aparecendo a cada problema para assumir a frente da situação.

Ela vai precisar tomar as decisões, seguir as pistas e lidar com as consequências quando as coisas saírem do controle.

E pelo trailer, isso acontece bastante.

O que o passado militar tem a ver com a investigação?

Antes de trabalhar como investigadora particular, Neagley passou pelo Exército dos Estados Unidos e integrou a 110ª Unidade de Investigações Especiais.

Foi justamente nesse período que ela conheceu Reacher. Os dois construíram uma amizade baseada em confiança e chegaram a trabalhar juntos em situações bastante complicadas.

Esse passado continua sendo importante para a nova série. Neagley leva para a investigação tudo aquilo que aprendeu durante os anos no Exército, desde técnicas de investigação até combate corpo a corpo.

Só que existe uma diferença: ela não está participando de uma missão militar.

Está tentando descobrir por que alguém matou uma pessoa que fazia parte da sua vida.

Isso deixa o caso mais pessoal e ajuda a explicar por que Neagley não pretende simplesmente abandonar a investigação quando encontra os primeiros obstáculos.

Reacher aparece na série?

Sim. Alan Ritchson retorna como Jack Reacher, mas a participação dele não transforma a série em uma nova temporada de Reacher.

O protagonismo continua com Maria Sten.

Essa escolha também evita que a nova produção fique presa à sombra do personagem principal da franquia. Neagley já tinha uma história própria antes de ganhar o spin-off, e agora a série pode mostrar justamente o que ela faz quando Reacher não está por perto.

Para quem acompanha Reacher, a presença dele funciona como uma conexão direta entre as duas produções. Para quem quer conhecer Neagley, a série precisa funcionar por conta própria.

Quem está no elenco?

Além de Maria Sten, o elenco reúne Greyston Holt, como o detetive Hudson Riley; Adeline Rudolph, como Renee Birdwhistle; Jasper Jones, como Keno; Matthew Del Negro, como Pierce Woodrow; e Damon Herriman, como Lawrence Cole.

Sten já conhece bem a personagem depois de sua participação em Reacher, mas assumir uma série inteira muda bastante a responsabilidade da atriz. Desta vez, praticamente toda a história passa por Neagley.

A produção foi criada por Nick Santora e Nicholas Wootton, que também atuam como co-showrunners. Santora já trabalha na franquia Reacher e conhece a estrutura desse universo.

O trailer mostra uma Neagley diferente?

Não exatamente diferente, mas com muito mais espaço para aparecer como pessoa.

Em Reacher, boa parte do que sabemos sobre Neagley vem das conversas e missões que ela divide com o protagonista. No spin-off, a câmera fica nela.

Isso permite explorar detalhes que antes apareciam apenas de passagem. Um deles é o desconforto da personagem com contato físico, relacionado a acontecimentos de seu passado.

Esse detalhe pode parecer pequeno, mas ajuda a entender que Neagley não foi criada apenas para ser uma parceira eficiente de Reacher. Ela possui limitações, lembranças difíceis e uma maneira própria de lidar com o mundo.

É justamente isso que a série terá que desenvolver.

A série vai ter muita ação?

Pelo trailer, sim.

A prévia apresenta Neagley envolvida em perseguições, confrontos e situações em que a investigação rapidamente vira uma questão de sobrevivência.

Mas a ação não parece existir apenas para preencher espaço entre uma pista e outra. A personagem tem uma formação militar que influencia diretamente a maneira como ela enfrenta os problemas.

Ela não precisa esperar uma solução cair no colo.

Quando uma conversa fica perigosa, Neagley sabe reagir. Quando alguém tenta segui-la, ela percebe. E quando uma pessoa decide partir para a violência, ela também sabe responder.

Essa característica já fazia parte da personagem em Reacher e agora ganha uma história inteira para ser explorada.

Neagley consegue caminhar sem Reacher?

Essa é a pergunta que a série realmente precisa responder.

Neagley já provou em Reacher que consegue acompanhar o protagonista em situações perigosas. Agora, o desafio é outro: fazer o público querer ficar quando ele não estiver no centro da história.

A morte de um amigo dá à personagem um motivo pessoal para continuar investigando, enquanto seu passado militar explica por que ela tem capacidade para enfrentar o que aparecer pelo caminho.

Oppenheimer na Tela Quente (10/08): Veja que horas passa e entenda a história do filme de Christopher Nolan

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A Globo coloca Oppenheimer na programação da Tela Quente nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026. O filme dirigido por Christopher Nolan acompanha a trajetória de J. Robert Oppenheimer, físico que assumiu a liderança científica do projeto responsável pelo desenvolvimento da primeira bomba atômica dos Estados Unidos.

Lançado nos cinemas em 2023, o longa chamou atenção pelo elenco, pela direção de Nolan e pelo tamanho da produção. O resultado foi um dos maiores sucessos daquele ano, com quase US$ 1 bilhão arrecadados no mundo.

Quem foi J. Robert Oppenheimer?

Oppenheimer foi um físico teórico americano que construiu sua carreira estudando física em universidades dos Estados Unidos e da Europa. Antes de se tornar conhecido pelo Projeto Manhattan, ele já tinha participado do crescimento da pesquisa em física quântica no país.

A mudança aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1942, o governo americano colocou Oppenheimer à frente do laboratório de Los Alamos, no Novo México, onde cientistas trabalhariam no desenvolvimento de uma arma nuclear.

A escolha era arriscada. Oppenheimer tinha pouca experiência administrativa em comparação com outros nomes envolvidos no projeto, mas conseguiu reunir pesquisadores de diferentes áreas e coordenar o trabalho científico.

Entre os cientistas ligados ao projeto estavam Enrico Fermi, Edward Teller, Hans Bethe e Isidor Isaac Rabi.

O que foi o Projeto Manhattan?

O Projeto Manhattan foi um programa militar secreto dos Estados Unidos criado durante a Segunda Guerra Mundial para desenvolver uma arma nuclear.

O trabalho não aconteceu em um único laboratório. Pesquisas, testes e produção foram distribuídos por diferentes instalações americanas. Los Alamos concentrava a parte relacionada ao projeto da bomba.

O primeiro teste aconteceu em 16 de julho de 1945, no deserto do Novo México. A explosão, conhecida como Trinity, confirmou que o projeto havia conseguido produzir uma arma nuclear funcional.

Poucas semanas depois, os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Os ataques provocaram uma quantidade enorme de mortes e ajudaram a levar o país à rendição.

O filme dedica bastante tempo ao período que vem depois desses acontecimentos. Nolan está interessado no impacto que a criação da bomba teve sobre o próprio Oppenheimer e sobre as decisões políticas dos anos seguintes.

O que aconteceu com Oppenheimer depois da guerra?

Oppenheimer não deixou a política nuclear americana de lado quando a guerra acabou. Pelo contrário, passou a participar das discussões sobre o uso e o desenvolvimento de novas armas.

O cenário internacional também havia mudado. Com o início da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética começaram uma corrida pela superioridade militar.

Oppenheimer passou a defender maior controle sobre as armas nucleares e se mostrou contrário ao desenvolvimento da bomba de hidrogênio. A posição o colocou em conflito com outros cientistas e integrantes do governo.

Seu passado também começou a ser usado contra ele. Antigas relações com pessoas ligadas ao Partido Comunista dos Estados Unidos foram examinadas pelas autoridades.

Em 1954, Oppenheimer foi submetido a uma audiência de segurança. Ao final do processo, perdeu sua autorização para acessar informações confidenciais e deixou de ter influência direta sobre decisões relacionadas ao programa nuclear americano.

Quem é Lewis Strauss no filme?

Robert Downey Jr. interpreta Lewis Strauss, empresário que ocupou posições importantes na política nuclear dos Estados Unidos.

Strauss teve uma relação complicada com Oppenheimer e se tornou uma figura importante no processo que levou ao afastamento do físico.

O filme também acompanha uma audiência envolvendo Strauss no Senado. Essa parte da história acontece em outro período e se conecta gradualmente aos acontecimentos envolvendo Oppenheimer.

É uma das razões pelas quais o longa não segue uma linha do tempo simples. Nolan alterna diferentes momentos e perspectivas, exigindo um pouco mais de atenção do espectador.

Por que o filme alterna entre cores e preto e branco?

As mudanças visuais não estão ali apenas por uma questão estética.

Oppenheimer utiliza diferentes estilos de fotografia para separar momentos e pontos de vista da narrativa. As cenas relacionadas ao próprio Oppenheimer e as passagens ligadas à perspectiva de Strauss possuem tratamentos visuais distintos.

Isso também acompanha a estrutura do roteiro, que salta entre diferentes períodos da vida dos personagens.

Quem assistir pela primeira vez pode estranhar as mudanças no começo, mas elas ficam mais fáceis de acompanhar conforme as histórias começam a se cruzar.

Cillian Murphy ganhou o Oscar?

Sim. Cillian Murphy venceu o Oscar de Melhor Ator por interpretar Oppenheimer.

O papel acompanha o personagem desde os primeiros anos de sua carreira até o período em que ele já era uma figura conhecida mundialmente e enfrentava problemas com o governo americano.

A atuação é bastante baseada em expressões e pequenas mudanças de comportamento. Em vários momentos, Murphy permanece em silêncio enquanto a cena deixa a reação do personagem falar por ele.

Robert Downey Jr. também venceu o Oscar por sua atuação como Lewis Strauss.

Quantos Oscars Oppenheimer ganhou?

O filme recebeu 13 indicações ao Oscar de 2024 e venceu sete categorias.

Entre os prêmios conquistados estão Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Montagem, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora Original.

A vitória também representou o primeiro Oscar de direção da carreira de Christopher Nolan.

Nas bilheterias, o longa teve resultado igualmente expressivo. Com orçamento estimado em US$ 100 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 976,8 milhões no mercado mundial.

O filme exige conhecimento de física?

Não. Apesar de falar sobre física quântica, fissão nuclear e desenvolvimento de armas atômicas, o longa não foi feito para quem já domina esses assuntos.

Os conceitos aparecem dentro das conversas entre os cientistas e ajudam a contextualizar o trabalho realizado em Los Alamos. A parte mais complicada para alguns espectadores pode ser acompanhar a quantidade de personagens e as mudanças de período.

Por isso, prestar atenção aos nomes ajuda bastante. O filme apresenta muitos cientistas, militares, políticos e integrantes do círculo pessoal de Oppenheimer.

Também é importante saber que a bomba não ocupa os três atos da produção. A construção da arma é apenas uma parte da trajetória apresentada por Nolan.

Oppenheimer é baseado em fatos reais?

Sim. O roteiro foi baseado no livro American Prometheus: The Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer, escrito por Kai Bird e Martin J. Sherwin.

A biografia serviu de base para a reconstrução da carreira científica, da vida pessoal e dos conflitos políticos enfrentados pelo físico.

O filme toma algumas decisões de estrutura para transformar esse material em uma narrativa cinematográfica. Por isso, a história não é apresentada como uma biografia tradicional, seguindo cada ano da vida do personagem em ordem.

A produção alterna entre diferentes fases e acontecimentos para construir a trajetória de Oppenheimer aos poucos.

Jackass: O Último é o Melhor chega ao Brasil nesta semana: Veja onde assistir e o que esperar do último filme

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Quem acompanhou Jackass desde a época da MTV já sabe que a franquia nunca precisou de uma história complicada para funcionar. Bastava Johnny Knoxville, Steve-O e companhia terem uma ideia ruim e uma câmera por perto. Agora, esse ciclo chega ao fim no cinema com Jackass: O Último é o Melhor, que estreia no Brasil nesta quarta-feira, 12 de agosto.

O lançamento por aqui será direto nas plataformas digitais de compra e aluguel, sem passagem inicial pelos cinemas brasileiros. O valor depende do serviço escolhido. O filme tem aproximadamente 92 minutos e reúne integrantes da formação original e nomes que chegaram ao grupo nos últimos anos.

Onde assistir Jackass 5 no Brasil?

A partir de 12 de agosto de 2026, Jackass: O Último é o Melhor poderá ser alugado ou comprado digitalmente. Isso significa que o filme não chega inicialmente como parte do catálogo de uma plataforma de assinatura.

Para quem prefere alugar, vale conferir o preço cobrado por cada loja digital antes de escolher onde assistir. Na compra, o título fica associado à biblioteca da plataforma, conforme as regras de cada serviço.

Outro detalhe importante: não é preciso esperar uma estreia em streaming por assinatura para assistir ao filme. O lançamento digital é a primeira janela prevista para o Brasil.

O novo filme é uma sequência ou uma coletânea?

É um pouco dos dois, mas não segue o formato tradicional de uma continuação.

Jackass: O Último é o Melhor combina cenas inéditas, acrobacias antigas, pegadinhas, esquetes e entrevistas realizadas com o elenco. A produção revisita materiais de praticamente toda a trajetória cinematográfica da franquia.

A montagem recupera cenas de Jackass: O Filme (2002), Jackass Número Dois (2006), Jackass 3D (2010), Vovô Sem Vergonha (2013) e Jackass Para Sempre (2022). Também há imagens anteriores à própria estreia da série na MTV.

Isso faz diferença para quem está chegando agora. O filme não exige que o espectador tenha assistido a todos os capítulos anteriores, já que as cenas não dependem de uma história contínua. Quem conhece a franquia, porém, vai reconhecer várias referências ao longo da produção.

Tem material novo ou é só nostalgia?

As cenas antigas ocupam uma parte importante do longa, mas existem gravações inéditas feitas em 2026.

Uma delas coloca Steve-O em um exame de próstata realizado por um robô chamado Larry. Poopies participa de outra brincadeira na qual tenta atravessar uma trave de equilíbrio enquanto recebe choques na região íntima.

Wee Man, Dave England, Danger Ehren e Dark Shark também entram em uma espécie de sala de fuga. A sequência transforma o conceito de escape room em uma série de desafios físicos.

As gravações novas foram feitas em Los Angeles e Santa Clarita, na Califórnia, no fim de fevereiro. A equipe voltou a filmar em abril, em Simi Valley, para registrar a sequência final.

Spike Jonze, produtor do longa, dirigiu a abertura e o encerramento.

Quem está no elenco de Jackass 5?

O núcleo original continua presente. Johnny Knoxville, Steve-O, Chris Pontius, Jason “Wee Man” Acuña, Preston Lacy, Dave England e Danger Ehren retornam para o último filme.

A equipe também conta com Poopies, Zach Holmes, Jasper Dolphin e Rachel Wolfson, integrantes que ganharam espaço a partir de Jackass Para Sempre. Dark Shark, pai de Jasper, também participa da produção.

Bam Margera aparece em imagens de arquivo. O material inclui cenas que não haviam sido utilizadas anteriormente, recuperando um período específico da história da franquia.

É preciso assistir aos filmes anteriores?

Não. Esse talvez seja um dos pontos mais simples para quem está pensando em assistir ao novo longa.

Como o filme é formado por cenas independentes, entrevistas e material de diferentes produções, não existe uma trama que dependa de acontecimentos anteriores. Você pode começar por Jackass: O Último é o Melhor sem conhecer a série inteira.

A diferença está nas referências. Quem já assistiu aos filmes antigos terá mais facilidade para reconhecer as acrobacias recuperadas e entender por que determinadas cenas foram escolhidas para fazer parte da retrospectiva.

Quem nunca teve contato com Jackass também precisa saber o tipo de humor que encontrará. A produção mantém a combinação de pegadinhas, acidentes, dor física, nudez, linguagem pesada e situações constrangedoras que acompanha a franquia desde a televisão.

Por que esse é considerado o último filme?

O longa foi anunciado como o quinto e último filme principal de Jackass. A estrutura escolhida para a produção combina com essa proposta: recuperar momentos de diferentes fases e reunir novamente boa parte do elenco.

A conclusão também faz referência ao passado. Na sequência final, os integrantes aparecem em um enorme carrinho de supermercado que passa por explosões e atravessa uma placa com a palavra “Fim” antes de descer uma ladeira e explodir.

A produção ainda guarda uma cena pós-créditos. Dave England aparece retomando uma brincadeira envolvendo um batente de porta, conhecida por quem acompanhou a série original.

Como Jackass virou uma franquia de cinema?

Antes de chegar às salas de cinema, Jackass era uma série da MTV. O programa estreou em 2000 e reuniu Johnny Knoxville, Jeff Tremaine, Spike Jonze e um grupo de performers dispostos a transformar pegadinhas e testes físicos em episódios de televisão.

O primeiro filme saiu em 2002. Depois vieram Jackass Número Dois e Jackass 3D. A franquia ainda ganhou Vovô Sem Vergonha, derivado centrado no personagem de Knoxville.

Em 2022, Jackass Para Sempre reuniu novamente parte do elenco original e introduziu nomes mais novos ao grupo. O longa serviu como um retorno aos cinemas depois de um intervalo de mais de uma década desde Jackass 3D.

O novo filme aproveita esse histórico de uma maneira diferente. Em vez de tentar prolongar a franquia com uma nova história, reúne registros antigos e material recente em uma espécie de fechamento de ciclo.

Vale assistir mesmo sem conhecer a franquia?

Se a ideia é encontrar uma comédia convencional, com começo, meio e fim, Jackass: O Último é o Melhor provavelmente não é a melhor escolha. O filme depende do humor físico e de situações que funcionam justamente pela reação dos participantes ao que está acontecendo.

Para quem já acompanha o grupo, a quantidade de cenas recuperadas dá ao longa um caráter de retrospectiva. Para quem chegou à franquia nos últimos anos, as imagens antigas ajudam a entender como o formato mudou desde a estreia na MTV.

One Piece O Filme finalmente chega aos cinemas brasileiros 25 anos depois do anime

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A Paris Filmes divulgou o trailer de One Piece O Filme, primeiro longa-metragem da franquia criada por Eiichiro Oda. A produção de 2000 chegará aos cinemas brasileiros em 17 de setembro, mais de 25 anos depois da estreia do anime no Japão. O lançamento terá uma nova versão dublada em português e ainda contará com a exibição do curta Carnaval de Dança do Jango antes do filme.

O longa faz parte de uma programação especial que levará três produções antigas de One Piece às salas brasileiras. Depois do primeiro filme, chegam One Piece Aventura na Ilha Espiral, em 22 de outubro, e One Piece O Reino de Chopper na Ilha dos Animais Estranhos, marcado para 3 de dezembro.

O que acontece no filme?

A história acompanha Monkey D. Luffy e os Piratas do Chapéu de Palha em uma busca pelo tesouro deixado pelo lendário pirata Woonan. A aventura começa quando a tripulação descobre informações sobre a localização da fortuna e decide seguir atrás dela.

O problema é que Luffy não é o único interessado. O pirata Eldorago também está atrás do tesouro e fará de tudo para chegar primeiro. Ele ainda possui o poder de uma Akuma no Mi, as frutas capazes de conceder habilidades especiais aos personagens da série.

A história foi produzida em uma época em que One Piece ainda estava nos primeiros passos. Luffy, Zoro, Nami, Usopp e Sanji formavam uma tripulação pequena e ainda estavam começando a explorar o mundo criado por Oda. Muitos personagens e conceitos que hoje fazem parte da identidade da franquia ainda nem haviam sido apresentados.

Esse detalhe ajuda a entender a diferença entre o filme de 2000 e os longas mais recentes da série. A aventura tem uma escala menor e trabalha principalmente com a formação inicial dos Chapéus de Palha.

Por que o filme de 2000 está chegando aos cinemas agora?

One Piece O Filme foi lançado originalmente no Japão em 2000, pouco depois da chegada do anime à televisão. O mangá havia começado sua publicação em 1997, na Weekly Shonen Jump, e ainda estava construindo boa parte dos elementos que se tornariam importantes para a história.

Na época do lançamento, Luffy ainda estava começando sua trajetória como pirata. A tripulação não tinha a quantidade de integrantes conhecida atualmente e a Grand Line ainda era uma novidade para os personagens e para o público.

Rever esse período hoje acaba sendo curioso justamente por causa da diferença de escala. One Piece passou mais de duas décadas expandindo seu mundo, apresentando novos territórios, piratas, organizações e conflitos. O primeiro filme pertence a uma fase em que a história era muito mais simples de acompanhar.

Para quem começou a acompanhar a franquia recentemente, o longa também funciona como uma maneira de conhecer os Chapéus de Palha em uma versão mais próxima do início da história.

O curta de Jango será exibido antes do filme?

Sim. As sessões terão Carnaval de Dança do Jango antes de One Piece O Filme. O curta é centrado em Jango, personagem conhecido por aparecer nos primeiros acontecimentos do anime.

A inclusão do material é um detalhe interessante da programação, principalmente para quem gosta de revisitar conteúdos antigos da franquia. Em vez de levar apenas o longa de 2000 aos cinemas, a distribuição brasileira também recupera um curta ligado ao mesmo período da série.

A sessão, portanto, reúne duas produções associadas aos primeiros anos de One Piece, quando a história ainda estava formando seus principais personagens e apresentando as regras daquele mundo.

Quais são os próximos filmes?

A Paris Filmes programou três lançamentos. O primeiro será One Piece O Filme, em 17 de setembro. Na sequência, One Piece Aventura na Ilha Espiral chega aos cinemas em 22 de outubro.

O terceiro título será One Piece O Reino de Chopper na Ilha dos Animais Estranhos, com estreia marcada para 3 de dezembro. O personagem Chopper já ocupa um espaço importante nessa segunda produção, dando ao público uma aventura que também pertence aos primeiros anos da trajetória cinematográfica da franquia.

Os filmes não precisam ser tratados como capítulos obrigatórios da história principal do mangá. Como acontece com várias adaptações cinematográficas de animes, eles apresentam aventuras próprias utilizando personagens conhecidos da série.

Como começou One Piece?

Eiichiro Oda publicou o primeiro capítulo de One Piece em 22 de julho de 1997. A história começa com Luffy deixando o East Blue para procurar o lendário One Piece e tentar conquistar o título de Rei dos Piratas.

Antes de alcançar esse objetivo, ele reúne sua primeira tripulação. Roronoa Zoro entra para o grupo como espadachim, Nami assume a função de navegadora, Usopp se torna o atirador e Sanji entra como cozinheiro. A partir daí, a história passa a acompanhar a evolução do grupo conforme eles avançam pelos mares.

O anime produzido pela Toei Animation estreou no Japão em 1999. Pouco tempo depois, o primeiro filme chegou às telas japonesas. Por isso, One Piece O Filme pertence a um período em que o anime ainda estava apresentando ao público os personagens que se tornariam conhecidos mundialmente.

No Brasil, One Piece também construiu uma trajetória longa. O mangá é publicado pela Panini, enquanto o anime passou por diferentes emissoras e plataformas ao longo dos anos. Atualmente, episódios da série estão disponíveis em serviços como Crunchyroll e Netflix, incluindo versões dubladas em português brasileiro.

O tamanho da franquia mudou bastante

Quando o primeiro filme foi lançado, ninguém tinha como prever todas as proporções que One Piece alcançaria nas décadas seguintes. O mangá continuou sendo publicado, o anime acumulou centenas de episódios e a franquia passou a contar com diversos filmes, especiais, jogos e produtos.

A história também ficou muito mais ampla. O mundo de Luffy deixou de ser apresentado apenas como uma aventura de piratas em busca de tesouros e passou a envolver diferentes povos, governos, organizações e disputas que se conectam ao passado dos personagens.

Essa evolução torna o primeiro longa particularmente interessante. Quem acompanha One Piece atualmente vai encontrar uma versão bem mais simples de Luffy e seus companheiros, antes de muitos dos acontecimentos que transformaram a série.

O público que chegou à franquia por meio da adaptação live-action da Netflix também encontrará aqui uma oportunidade de conhecer uma aventura produzida quando One Piece ainda estava começando a construir sua identidade.

Quando One Piece O Filme estreia no Brasil?

One Piece O Filme estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro, com dublagem em português e o curta Carnaval de Dança do Jango antes da sessão.

A programação continua com One Piece Aventura na Ilha Espiral, em 22 de outubro, e One Piece O Reino de Chopper na Ilha dos Animais Estranhos, em 3 de dezembro.

Predadores Assassinos 2 escala estrelas de Pânico e One Piece para novo ataque de jacarés em Nova York

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Os jacarés de Predadores Assassinos estão prestes a trocar os alagamentos da Flórida pelas ruas de Nova York. A Paramount Pictures avançou com o desenvolvimento da sequência e já definiu os dois protagonistas do novo filme: Mason Gooding, conhecido por Pânico, e Emily Rudd, de One Piece: A Série.

As informações são do The Hollywood Reporter, que aponta os dois atores como os escolhidos para liderar o elenco. A continuação também marca o retorno de Alexandre Aja à direção. O cineasta comandou o primeiro filme, lançado em 2019, e voltará a trabalhar com a mesma combinação de terror e desastre natural.

A produção deve começar ainda em agosto, com as filmagens previstas para acontecer na Hungria. O roteiro será escrito por Jason Harry Pagan e Andrew Deutschman, com contribuições de Aja e Gregory Levasseur. Sam Raimi, que produziu o longa original, também retorna como produtor.

O que vai acontecer em Predadores Assassinos 2?

A sequência vai mudar completamente o cenário conhecido no primeiro filme. Desta vez, a história será ambientada em Nova York, onde uma tempestade provoca uma situação fora de controle: jacarés começam a circular pelas ruas e pelos sistemas de esgoto da cidade.

A ideia mantém um dos elementos mais simples e eficazes de Predadores Assassinos: colocar pessoas comuns em uma situação de sobrevivência contra animais extremamente perigosos enquanto um desastre natural dificulta qualquer tentativa de fuga.

No primeiro filme, o problema começa quando um furacão de categoria 5 atinge a Flórida e provoca uma inundação. Haley Keller, personagem de Kaya Scodelario, vai até a antiga casa da família para procurar o pai, Dave, vivido por Barry Pepper. Os dois acabam presos no espaço sob a residência e descobrem que jacarés entraram no local através do sistema de drenagem.

A partir daí, a água sobe, os animais se aproximam e cada tentativa de fuga cria um novo problema. A ameaça não está apenas dentro da casa: as ruas também ficam tomadas pela água, deixando Haley, Dave e o cachorro Sugar praticamente isolados.

A continuação parte de uma situação parecida, mas aumenta bastante a escala. Em vez de uma casa isolada em uma região atingida por um furacão, o novo filme levará os animais para uma das maiores cidades dos Estados Unidos.

Quem são os protagonistas?

Mason Gooding será um dos protagonistas da sequência. O ator ficou conhecido internacionalmente por interpretar Chad Meeks-Martin nos filmes mais recentes da franquia Pânico, iniciada novamente nos cinemas em 2022.

Emily Rudd será a outra protagonista. A atriz ganhou projeção com a série One Piece, da Netflix, na qual interpreta Nami, uma das integrantes da tripulação de Monkey D. Luffy.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre os personagens que os dois atores interpretarão. A Paramount também não revelou quais outros nomes devem integrar o elenco.

Essa ausência de informações deixa a trama bastante aberta. Por enquanto, sabe-se que os protagonistas terão de enfrentar os jacarés em Nova York depois que um furacão atingir a cidade, mas a extensão do desastre e o tipo de situação em que os personagens estarão presos ainda não foram revelados.

Alexandre Aja está de volta. O que isso significa?

O retorno de Alexandre Aja é uma das principais conexões entre os dois filmes.

O diretor comandou Predadores Assassinos a partir de um roteiro escrito por Michael e Shawn Rasmussen. A produção foi lançada pela Paramount em julho de 2019 e teve um orçamento estimado em cerca de US$ 13 milhões.

O resultado foi um filme relativamente contido, concentrado em poucos personagens e em um espaço bastante limitado. Mesmo com essa estrutura, a produção conseguiu arrecadar aproximadamente US$ 91,5 milhões mundialmente.

Aja também participou da concepção do roteiro da sequência ao lado de Gregory Levasseur, embora Jason Harry Pagan e Andrew Deutschman sejam os responsáveis pelo texto principal.

Sam Raimi também retorna como produtor. O cineasta conhecido por Evil Dead e pela primeira trilogia de Homem-Aranha já havia trabalhado na produção do filme de 2019 por meio da Raimi Productions.

Como era a história do primeiro filme?

Predadores Assassinos acompanhava Haley Keller, uma estudante-atleta que retorna à cidade onde cresceu depois de descobrir que seu pai desapareceu durante a passagem do furacão Wendy pela Flórida.

Ela encontra Dave ferido dentro da casa da família. O problema aparece quando os dois percebem que enormes jacarés chegaram até o espaço sob a residência através do sistema de esgoto.

A situação piora conforme a água da enchente aumenta. Haley precisa encontrar uma saída enquanto tenta proteger o pai e o cachorro Sugar. Em determinado momento, a ameaça deixa de estar restrita à casa: policiais, saqueadores e outras pessoas que circulam pela região também acabam vítimas dos animais.

O filme utiliza o furacão como uma espécie de relógio. Quanto mais a água sobe, menor fica o espaço disponível para os personagens e maiores são as chances de os jacarés alcançá-los.

Kaya Scodelario e Barry Pepper carregaram boa parte da produção, interpretando filha e pai presos em uma situação cada vez mais perigosa. O elenco também contou com Morfydd Clark, Ross Anderson, Anson Boon, Jose Palma, Colin McFarlane, George Somner, Ami Metcalf, Annamaria Serda e Savannah Steyn.

Quando começam as filmagens?

A produção da sequência deve começar ainda em agosto de 2026, com a Hungria servindo como local das filmagens.

Apesar de a história acontecer em Nova York, a escolha de locações e estruturas que possam representar a cidade é uma prática comum em produções de grande porte. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quais áreas da cidade fictícia serão utilizadas na história nem sobre a escala das cenas de destruição.

Também não existe, por enquanto, uma data oficial de lançamento anunciada pela Paramount Pictures.

O novo filme vai repetir a fórmula?

A ideia apresentada até agora mantém a base do primeiro longa: desastre natural, pessoas tentando sobreviver e jacarés ocupando espaços onde normalmente não deveriam estar.

A grande diferença está na escala. Predadores Assassinos concentrava sua história em uma família presa em uma casa durante uma enchente. A sequência levará o mesmo tipo de ameaça para um ambiente urbano muito maior.

Nova York também permite explorar situações que não estavam disponíveis no filme original. Sistemas subterrâneos, estações, ruas alagadas e edifícios podem ampliar o espaço para os ataques e dificultar ainda mais a fuga dos personagens.