Descendentes: País das Maravilhas Malvado explicado: Entenda o final e as principais teorias sobre o futuro da franquia

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Descendentes: País das Maravilhas Malvado resolve alguns dos conflitos apresentados ao longo da história, mas termina deixando várias perguntas sem resposta. O resultado é um final que encerra parte dos acontecimentos, enquanto abre espaço para novas teorias sobre o futuro da franquia.

A seguir, reunimos o que o filme realmente confirma e o que continua no campo das especulações.

O que aconteceu no confronto final com Maddox?

Chessy aparece em meio à confusão com o Oraculum, um objeto capaz de mostrar as duas linhas do tempo lado a lado. É assim que Max descobre que o pai gentil que nunca conheceu existia antes de Red e Chloe alterarem o passado. Salvar Cinderela acabou custando justamente essa versão de sua própria história, e a revelação atinge Max em cheio.

Tomado pela raiva, ele usa um bracelete mágico para controlar Chloe e recuperar o relógio, dando origem à Chloe Malvada. Red consegue reverter a situação ao lembrar a amiga da amizade entre as duas. Em vez de uma nova luta, é o vínculo entre elas que faz Chloe voltar a si.

No fim, o trio decide jogar o relógio em um poço, evitando que o objeto seja usado novamente para alterar o passado. A decisão encerra, pelo menos por enquanto, o ciclo de tentar consertar a história sempre que o resultado não agrada.

O que havia dentro da caixa encontrada por Pink?

Depois da festa, Pink retorna sozinha e segue uma melodia que apenas ela consegue ouvir. Debaixo de uma mesa, encontra uma caixa em formato de coração com os nomes das duas irmãs gravados do lado de fora.

Ela abre o objeto, mas o conteúdo nunca é revelado pela câmera.

A cena funciona como um gancho direto para uma possível continuação. Como o filme não mostra o que existe dentro da caixa, o objeto pode assumir diferentes funções em uma futura história: um novo artefato mágico, uma lembrança perdida da infância das irmãs ou até mesmo uma armadilha deixada ali de propósito.

Por enquanto, não há uma resposta oficial.

A Rainha de Copas pode voltar a ser vilã?

Ao ver Maddox derrotado, a Rainha de Copas solta, quase por reflexo, a frase “cortem-lhe a cabeça”. Logo depois, ela parece se assustar com as próprias palavras e começa a rir, sem entender exatamente de onde aquela reação surgiu.

A cena é curta, mas levanta uma possibilidade importante. A mudança na linha do tempo pode ter alterado a personalidade da personagem, mas não necessariamente apagado por completo seus antigos impulsos.

O momento não confirma um retorno à vilania, mas deixa uma brecha clara para que isso aconteça no futuro.

Quem pode ser o próximo vilão da franquia?

Com Maddox neutralizado e o relógio aparentemente fora de ação, País das Maravilhas Malvado termina sem um antagonista definido para uma possível continuação. É justamente aí que surgem algumas possibilidades.

Chessy continua sendo uma das personagens mais imprevisíveis da história. A Rainha de Copas também carrega sinais de que sua antiga personalidade pode voltar a aparecer. Pink, por sua vez, entra nessa discussão depois de encontrar a misteriosa caixa e decidir guardar o segredo.

Nenhum desses personagens foi confirmado como futuro vilão, mas o final deixa espaço para diferentes caminhos.

Chessy pode ser a grande vilã do próximo filme?

Chessy aparece no momento certo para incentivar Max a observar o Oraculum, mas o filme nunca apresenta sua atitude como um gesto de lealdade absoluta.

Ela observa mais do que participa dos acontecimentos e mantém uma postura difícil de interpretar. A ligação com o Gato de Cheshire também reforça esse comportamento ambíguo, já que a personagem parece estar sempre próxima dos acontecimentos sem necessariamente pertencer a um dos lados.

O acesso a um objeto capaz de revelar diferentes versões do passado também representa um poder considerável. Por isso, a possibilidade de Chessy assumir um papel mais importante em uma futura história não pode ser descartada.

Ainda assim, o filme não confirma que ela tenha qualquer plano contra Red, Chloe ou os demais personagens.

Pink pode se tornar a vilã?

Pink encontra a caixa sozinha e decide não revelar o que descobriu, nem mesmo para a irmã. A decisão chama atenção principalmente porque acontece enquanto ela tenta reconstruir uma relação familiar que foi afetada pelas mudanças na linha do tempo.

Parte das teorias relaciona esse momento à dinâmica entre a Rainha Branca e a Rainha Vermelha, colocando Pink em uma posição mais próxima do lado sombrio da história.

O filme, porém, não confirma essa interpretação. O que existe é uma personagem que encontrou algo misterioso e decidiu esconder a descoberta. Dependendo do conteúdo da caixa, essa escolha pode ganhar outro significado no futuro.

Red vai se tornar do mal?

Ao cair na toca do coelho, Red vê uma versão maligna de si mesma refletida. A imagem ganha ainda mais peso quando considerada a história da personagem desde o filme anterior.

A franquia já vinha trabalhando com a ideia de que Red possui uma espécie de conflito interno entre aquilo que esperam dela e as consequências das decisões que tomou. Afinal, ela alterou o tempo para salvar pessoas importantes para si e precisou lidar com os efeitos dessas escolhas.

Por isso, a teoria de uma possível ligação com a Rainha Vermelha não necessariamente aponta para uma transformação completa em vilã. Red poderia seguir como protagonista e, ao mesmo tempo, enfrentar as consequências das decisões que tomou ao longo da história.

Quem pode ser o pai de Red e Pink?

Essa é uma das perguntas que o filme não responde. A identidade do pai de Red e Pink continua sendo um dos maiores mistérios deixados para uma possível continuação.

Uma das teorias relaciona a resposta ao universo de Alice Através do Espelho, sugerindo que o vilão Tempo poderia ser o pai das garotas. Outra possibilidade levantada pelo público envolve o Chapeleiro Maluco. Nesse cenário, Red e Pink poderiam ser irmãs de Maddox, criando uma ligação familiar inesperada entre os personagens.

Também existe uma possibilidade ainda mais aberta: a franquia pode simplesmente apresentar um personagem inédito para ocupar esse espaço e assumir um papel importante na próxima fase da história.

Nenhuma dessas teorias foi confirmada oficialmente. Por enquanto, a identidade do pai permanece em aberto.

Chloe e Hazel podem formar um casal?

O filme não estabelece nenhum relacionamento romântico entre Chloe e Hazel. Ainda assim, a possibilidade já ganhou espaço entre parte do público.

Chloe termina a história questionando regras que sempre seguiu, enquanto Hazel aparece como uma personagem capaz de representar uma mudança nesse caminho. Essa combinação alimenta a ideia de que as duas poderiam desenvolver uma relação em uma futura produção.

Por enquanto, porém, trata-se apenas de uma possibilidade criada pelo público. Não existe confirmação oficial de que Chloe e Hazel serão um casal.

O que o final deixa para o futuro?

País das Maravilhas Malvado resolve parte de seus conflitos, mas mantém várias portas abertas. O relógio é retirado de cena, Maddox é neutralizado e Chloe volta ao normal, mas outros mistérios permanecem.

A caixa encontrada por Pink ainda não teve seu conteúdo revelado. A Rainha de Copas demonstra sinais de que sua antiga personalidade pode não ter desaparecido completamente. Chessy continua difícil de decifrar, Red pode ter um lado sombrio a explorar e a identidade do pai de Red e Pink permanece sem resposta.

Por enquanto, nenhuma dessas possibilidades foi confirmada como o caminho de uma próxima história. A Disney também não anunciou oficialmente um sexto filme da franquia Descendentes.

Como o live-action de Moana transformou a magia da Disney em um grande fiasco?

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Quando a Disney anunciou o live-action de Moana, muita gente ficou sem entender a necessidade do projeto. A animação chegou aos cinemas em 2016. Não faz tanto tempo assim. O filme continua disponível nos serviços de streaming, os personagens ainda estão presentes na cultura pop e a história não envelheceu a ponto de exigir uma nova versão. Diferente de produções que ganharam remakes décadas depois, Moana ainda é uma obra recente.

Mesmo assim, o projeto avançou, com Dwayne “The Rock” Johnson envolvido diretamente na produção e novamente no papel de Maui. A ideia de revisitar a história poderia funcionar se houvesse alguma razão criativa para isso. O problema é que o filme parece não ter encontrado nenhuma.

O live-action simplesmente repete a animação.

E não estou falando apenas da história principal. A estrutura é praticamente a mesma, os acontecimentos seguem a mesma ordem e várias cenas parecem ter sido recriadas com o objetivo de ficar o mais próximo possível do desenho. Só que existe uma diferença fundamental entre os dois formatos: o que funciona em uma animação nem sempre funciona com atores reais.

A animação de Moana tinha ritmo, expressividade e uma linguagem visual própria. O live-action parece ter medo de fazer qualquer coisa diferente. Em vez de adaptar, ele reproduz. O resultado é uma versão mais cara de um filme que já existia.

É só olhar para outros projetos da própria Disney para perceber que havia alternativas. A Pequena Sereia teve problemas e dividiu opiniões, mas pelo menos tentou alterar algumas relações entre os personagens e ampliar o espaço de Ariel e Eric. Jasmine também ganhou um papel maior em Aladdin, além de uma música própria. São mudanças que ajudam a justificar uma nova versão.

Como Treinar o Seu Dragão, fora da Disney, segue uma lógica parecida. A adaptação mantém muita coisa da animação, mas entende que transportar uma história para outro formato exige algumas mudanças. O filme não precisa copiar cada plano para provar que respeita o original.

Também existem produções que escolheram caminhos muito diferentes, como Cruella e Malévola. As duas partiram de personagens conhecidos, mas buscaram novas histórias e perspectivas. Não é necessário que todo remake faça isso, mas é preciso existir alguma ideia por trás da nova versão.

No caso de Moana, essa ideia nunca aparece.

Catherine Laga’aia tem a difícil tarefa de interpretar uma personagem que já é muito conhecida pelo público. A atriz tem seus momentos, mas a caracterização não ajuda. A escolha de colocar uma peruca lisa na personagem chama atenção principalmente porque Laga’aia tem cabelos cacheados naturalmente. O resultado é uma aparência que não combina muito com a proposta visual da personagem e passa uma sensação estranha em várias cenas.

Dwayne Johnson também não consegue repetir o impacto que teve como Maui na animação. A voz dele ajudava a construir a personalidade do personagem. No live-action, o mesmo carisma não aparece com a mesma força. O ator parece estar repetindo uma versão de si mesmo que já conhecemos de outros filmes.

Os personagens secundários acabam ainda mais prejudicados. Eles têm pouco espaço para crescer e muitas vezes parecem estar ali apenas porque precisam aparecer, já que fazem parte da história original. Como o público já conhece o caminho que a narrativa vai seguir, a falta de novidades pesa ainda mais.

O problema fica evidente quando a direção tenta reproduzir os enquadramentos da animação.

Na animação, a câmera pode fazer praticamente qualquer coisa. Pode voar, girar, mudar de tamanho e acompanhar os personagens de maneiras que seriam muito mais complicadas em uma produção com atores reais. Quando o live-action tenta copiar esses mesmos enquadramentos sem repensar a linguagem, muitas cenas ficam estranhas ou sem impacto.

Uma imagem bonita em uma animação não necessariamente funciona quando colocamos pessoas reais diante da câmera. A fotografia precisa considerar luz, profundidade, textura e a relação dos atores com o espaço. Moana parece não ter interesse em resolver esse problema. A prioridade parece ser reconhecer a cena que já conhecemos.

É uma escolha que deixa o filme visualmente limitado.

A dependência de cenários digitais também pesa. Grande parte do filme parece ter sido construída em estúdio, com o CGI responsável por criar praticamente tudo ao redor dos personagens. O problema não é utilizar efeitos digitais. O cinema atual depende deles, e existem produções que fazem isso de maneira excelente.

O problema é quando não existe nada além deles.

Em uma história tão ligada ao mar, à natureza e às ilhas da Polinésia, seria interessante sentir que esses lugares existem de verdade. A fotografia poderia trabalhar melhor com luz natural, paisagens reais e diferentes texturas. Em vez disso, muitos cenários parecem limpos demais, artificiais demais e sem personalidade.

Isso acaba afetando até mesmo as cenas que deveriam ser visualmente grandiosas. O público sabe que está olhando para um cenário digital. Em vez de entrar naquele mundo, fica lembrando o tempo todo de que está diante de uma produção feita em estúdio.

No fim, o maior problema do live-action de Moana é justamente a falta de uma razão para existir. A Disney pegou uma animação relativamente recente, repetiu praticamente a mesma história e não encontrou uma nova forma de apresentá-la.

Não existe uma nova leitura dos personagens. Não existe uma mudança significativa na narrativa. Não existe uma linguagem visual que aproveite as possibilidades do live-action. Existe apenas uma tentativa de reproduzir um filme que já funciona melhor em sua versão original.

E isso torna tudo ainda mais frustrante.

Moana tinha espaço para ser uma adaptação diferente. Poderia aprofundar a relação da protagonista com sua cultura, desenvolver melhor seus personagens secundários ou simplesmente contar a mesma história sob outra perspectiva. Nada disso acontece de maneira realmente significativa.

O resultado é um filme que parece existir porque a Disney sabe que o nome Moana é forte. É uma produção feita para aproveitar uma marca conhecida, não porque havia uma nova história esperando para ser contada.

Por isso, o live-action acaba sendo um dos casos mais difíceis de defender dentro da atual onda de remakes do estúdio. Não porque seja impossível adaptar uma animação recente, mas porque, quando você decide refazer um filme tão novo, precisa ter algo a acrescentar.

Aqui, não há.

A versão original continua sendo a melhor escolha. E, depois de assistir ao live-action, fica ainda mais difícil encontrar uma justificativa para trocar uma animação cheia de personalidade por uma cópia mais longa, mais cara e muito menos interessante.

Crítica – Descendentes: País das Maravilhas Malvado volta aos trilhos e entrega sua melhor aventura desde o segundo filme

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Após a morte de Cameron Boyce e a saída de Dove Cameron, Sofia Carson e Booboo Stewart, a franquia Descendentes precisou encontrar um novo caminho. Quando a Disney decidiu retomar a série com um quarto filme centrado em Red e Chloe, o resultado ficou muito abaixo do que se esperava. O longa anterior tomou decisões narrativas questionáveis, bagunçou o próprio cânone ao colocar heróis e vilões estudando juntos no passado e ainda sofreu com problemas técnicos evidentes, como perucas que mudavam de aparência entre as cenas e a promessa de um baile que nunca chegou a acontecer.

Parecia difícil imaginar um retorno convincente. Felizmente, Descendentes: País das Maravilhas Malvado consegue mostrar que ainda havia espaço para recuperar a franquia.

A maior qualidade do quinto filme está justamente na disposição de corrigir os erros anteriores. A história começa contextualizando as consequências da viagem no tempo apresentada no longa passado, evitando que o público fique perdido diante da nova realidade. A premissa também funciona melhor ao explorar a ideia de que toda ação gera uma consequência.

Como a Rainha de Copas agora é uma pessoa boa, surge um novo espaço para o conflito. É nesse cenário que aparece Maddox, filho do Chapeleiro Maluco, interpretado por Leonardo Nam. O personagem assume o papel de antagonista e sequestra a Rainha dentro do próprio palácio. A dinâmica lembra, em alguns aspectos, o que Audrey fez em Descendentes 3, com o vilão agindo pelas sombras e estabelecendo as próprias regras.

Essa nova realidade também coloca Red e Chloe diante de conflitos mais interessantes. Red, vivida por Kylie Cantrall, precisa se adaptar a uma posição social completamente diferente. Sem o peso de ser vista como uma vilã, ela já não exerce o mesmo tipo de influência sobre as pessoas ao seu redor. Chloe, interpretada por Malia Baker, por sua vez, descobre que sua mãe, Cinderela, se tornou uma figura muito mais rígida no presente.

A relação entre as duas protagonistas é um dos pontos mais bem trabalhados do filme. Suas diferenças são exploradas de maneira mais natural, e o roteiro consegue desenvolver essa amizade sem transformar os conflitos em discussões artificiais.

O elenco de apoio, porém, oscila bastante. Em alguns momentos, surgem personagens que roubam a cena. É o caso de Max, interpretado por Brendon Tremblay, e Hazel, filha do Capitão Gancho vivida por Kiara Romero. Hazel tem uma presença forte e chama atenção sempre que aparece, enquanto Max ganha um arco dramático interessante ao questionar as perdas que seu pai sofreu por causa das mudanças provocadas pela viagem no tempo.

O humor também encontra um bom equilíbrio com Luís Madrigal, vivido por Alexandro Byrd, que acrescenta leveza à história e mostra que a expansão desse universo ainda pode render bons personagens.

Por outro lado, o filme repete um problema recorrente da franquia ao inserir figuras que parecem existir mais para ampliar a linha de produtos do que para contribuir com a narrativa. Robbie Hood, interpretado por Joel Oulette, e os gêmeos Smee são exemplos claros disso. Ambos têm pouco impacto na trama e poderiam ser retirados sem causar grandes consequências.

O mesmo acontece com Pink, a nova irmã de Red. Liamani Segura tem uma ótima voz, mas a personagem ainda não encontrou uma personalidade própria. A escolha de Ruby Rose Turner, que interpretou a versão jovem da Rainha de Copas no quarto filme, poderia ter criado uma conexão visual mais interessante entre as personagens. Pink, da forma como foi apresentada, acaba parecendo mais uma preparação para uma possível história futura do que alguém realmente importante para este capítulo.

Visualmente, o salto de qualidade é enorme. O orçamento maior aparece principalmente na construção dos cenários, com uma decisão acertada de priorizar ambientes práticos. O País das Maravilhas ganha vida justamente porque boa parte dos espaços é construída de forma física, enquanto o CGI fica concentrado em momentos que realmente precisam de efeitos digitais.

A direção de arte também corrige problemas que incomodavam no filme anterior. Os figurinos estão mais elaborados e consistentes, embora ainda exista uma dependência excessiva de roupas monocromáticas para diferenciar visualmente as protagonistas.

Na parte musical, a identidade teatral de Descendentes continua presente. A trilha sonora talvez não tenha músicas tão imediatamente memoráveis quanto as da trilogia original, mas duas sequências se destacam.

A primeira é uma disputa musical criativa em que os personagens são reduzidos de tamanho e cantam sobre um enorme tabuleiro de xadrez. A ideia é visualmente interessante e aproveita bem o conceito do País das Maravilhas. A segunda é “Heartless”, um dueto pop-rock entre Chloe e Max que injeta energia na segunda metade da história e funciona especialmente bem pela química entre os intérpretes.

O principal problema estrutural está no ritmo. A trama se passa em um período muito curto, de aproximadamente um dia e meio, e o filme raramente permite que os personagens respirem. Falta aquela sensação de passagem de tempo presente nos primeiros capítulos, quando havia espaço para momentos cotidianos, como conversas mais longas ou cenas aparentemente simples que ajudavam a desenvolver as relações.

Aqui, quase tudo acontece em sequência. Um acontecimento leva imediatamente ao próximo, e o roteiro raramente desacelera para que as consequências sejam absorvidas pelos personagens ou pelo público.

Ainda assim, o resultado final é positivo. O desfecho deixa diversas pontas abertas e praticamente prepara o terreno para um sexto filme, mas, dessa vez, a possibilidade de continuação não parece um problema. Pelo contrário, existe a sensação de que a franquia finalmente encontrou uma direção mais segura.

Descendentes: País das Maravilhas Malvado não reinventa a fórmula, mas entende melhor o que funcionava nela. Com cenários mais convincentes, atuações mais engajadas e uma preocupação maior em respeitar a própria mitologia, o filme recupera parte do encanto perdido no capítulo anterior.

Depois de um quarto filme bastante problemático, a franquia finalmente volta aos trilhos. O resultado não chega ao nível da trilogia original, mas representa uma recuperação significativa e, até aqui, é o melhor capítulo desde Descendentes 2.

Crítica – Marsupilami: Confusão a Bordo é uma montanha-russa que abraça o absurdo e surpreende

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Se você olhar de longe, Marsupilami: Confusão a Bordo pode parecer apenas mais uma comédia infantil boba e inofensiva. E, de certa forma, o filme realmente abraça essa proposta. A diferença é que ele não trata o público como se fosse incapaz de entender uma piada mais elaborada. Enquanto as crianças podem se divertir com o visual colorido e as situações absurdas, os adultos encontram um humor mais ácido, com algumas piadas que provavelmente vão passar despercebidas pelos mais novos.

O filme sabe exatamente o que quer ser e não tenta esconder sua própria tosquice. A premissa é simples e coloca a história em movimento rapidamente. David, personagem de Philippe Lacheau, recebe a missão de transportar uma carga misteriosa em um cruzeiro rumo à América do Sul. O conteúdo da encomenda, porém, está longe de ser comum: trata-se do Marsupilami, uma criatura amarela extremamente fofa que foi separada de sua família.

A partir daí, diferentes interesses entram em conflito. Enquanto alguns querem capturar o animal para fins científicos, outros fazem de tudo para devolvê-lo à natureza. É nesse cenário que a aventura se desenvolve, misturando perseguições, confusões e uma sucessão de situações cada vez mais absurdas.

A relação entre David e Tess, vivida por Élodie Fontan, é um dos melhores elementos da produção. Os dois atores têm uma boa sintonia em cena, e essa química ajuda a sustentar boa parte da comédia. A dinâmica do casal funciona especialmente bem nos momentos em que o filme deixa a aventura de lado para explorar os conflitos entre os personagens.

Grande parte da história acontece dentro do cruzeiro, e a direção consegue aproveitar bem esse espaço. Em produções desse tipo, é comum que o uso excessivo de tela verde prejudique a sensação de escala, mas isso não acontece aqui. Nas tomadas mais abertas, especialmente nas imagens aéreas, o navio transmite uma dimensão convincente e ajuda a manter a imersão.

O grande acerto visual, porém, está no próprio Marsupilami. Em vez de apostar em uma criatura inteiramente digital, o longa recorre a efeitos práticos e utiliza a computação gráfica de maneira mais pontual. A escolha faz diferença. O personagem ganha presença física, textura e uma aparência muito mais palpável. Sempre que aparece em cena, existe uma sensação de proximidade que seria difícil alcançar com um personagem criado exclusivamente por CGI.

Essa decisão também acaba favorecendo um dos pontos mais frágeis do filme: a atuação infantil. Corentin Guillot interpreta o filho do casal, personagem que tem uma função importante no lado emocional da história, mas cuja atuação é bastante limitada. A falta de expressão do ator mirim chama atenção em alguns momentos, principalmente durante as sequências de perigo, quando a reação do personagem deveria carregar mais peso.

A situação seria ainda mais complicada se o Marsupilami fosse completamente digital. A interação entre os dois poderia perder boa parte de sua força. A presença física da criatura, por outro lado, ajuda a sustentar a relação e torna essas cenas mais convincentes.

Quem está à frente de toda essa confusão é o próprio Philippe Lacheau, responsável pela direção, pelo roteiro e também pelo papel principal. Como diretor, ele não acerta em tudo. Há situações constrangedoras e algumas piadas que parecem ter sido incluídas apenas para prolongar a sequência. Ainda assim, o resultado geral é bastante eficiente.

Lacheau demonstra um bom domínio da linguagem da comédia e sabe trabalhar o espaço dentro do quadro. Os posicionamentos de câmera não parecem aleatórios, e algumas escolhas visuais funcionam muito bem. Logo nos primeiros minutos, por exemplo, há uma cena em que David e Tess discutem enquanto, ao fundo, completamente desfocado, o caos começa a tomar conta do ambiente. Quando os personagens finalmente percebem o que aconteceu, o estrago já está feito. É um momento simples, mas que mostra o cuidado da direção com a construção da gag.

Outro ponto positivo está na maneira como o roteiro planta informações ao longo da narrativa. Elementos apresentados no começo retornam durante o ato final, criando uma sensação de continuidade e ajudando a preparar o terreno para um desfecho cada vez mais caótico.

E quando o assunto é caos, Marsupilami não economiza. As cenas de ação passam por perseguições dentro do cruzeiro e envolvem motos, carros e até helicópteros. Uma sequência em plano-sequência se destaca pelo nível de execução e mostra uma ambição técnica que vai além do que normalmente se espera de uma comédia desse porte. Há espaço até para uma referência divertida a Dragon Ball, uma daquelas piscadelas para a cultura pop que podem arrancar um sorriso de quem reconhece.

Por trás de toda a correria, das piadas recorrentes e das situações absurdas, existe também uma história sobre família. O desejo da criança de ver os pais separados novamente juntos funciona como o principal motor emocional da trama. Aos poucos, o sequestro do Marsupilami e a crítica, um tanto superficial, à busca por viralização nas redes sociais acabam ficando em segundo plano diante dessa tentativa de reconstrução familiar.

Não sou particularmente um grande admirador de comédias, mas Marsupilami conseguiu me prender do início ao fim. O filme é exagerado, frenético e, principalmente, não tem medo de abraçar o próprio absurdo. Algumas escolhas funcionam melhor do que outras, e nem todas as piadas acertam o alvo, mas existe uma energia constante que mantém a história em movimento.

No fim, Marsupilami é uma montanha-russa. Uma experiência barulhenta, desajeitada em alguns momentos e completamente fora do eixo em outros, mas que sabe transformar essa falta de controle em parte da diversão. É uma aventura que pode funcionar para diferentes idades, com humor suficiente para arrancar risadas de quem está disposto a embarcar na brincadeira.

A Odisseia passa de 1 milhão de espectadores no Brasil e Christopher Nolan ganha mais um motivo para comemorar

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A Odisseia já levou mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas brasileiros, segundo anúncio da Universal Pictures do Brasil. O resultado chega poucos dias depois da estreia nacional do novo filme de Christopher Nolan, que desembarcou por aqui em 16 de julho.

Protagonizado por Matt Damon, o longa adapta o poema de Homero e acompanha Odisseu, rei de Ítaca, durante sua tentativa de voltar para casa depois da Guerra de Troia. O problema é que o caminho está longe de ser simples: ele precisa enfrentar criaturas mitológicas, deuses e uma série de obstáculos antes de reencontrar Penélope, sua esposa, interpretada por Anne Hathaway.

O elenco também reúne Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Charlize Theron, Jon Bernthal, Samantha Morton, Mia Goth, John Leguizamo e outros nomes conhecidos. Nolan ainda escalou Travis Scott como um bardo, uma escolha ligada à tradição oral que ajudou a preservar histórias como A Odisseia durante séculos.

Um filme gigantesco até para os padrões de Nolan

A produção teve um orçamento estimado em US$ 250 milhões, o maior da carreira do diretor até agora. As filmagens aconteceram entre fevereiro e agosto de 2025, passando por países como Grécia, Itália, Marrocos, Escócia, Islândia e Saara Ocidental.

Outro detalhe importante está no formato. Pela primeira vez, Nolan gravou um longa inteiro usando câmeras IMAX de 70 mm. A escolha combina com a escala da história, que passa por diferentes paisagens e coloca Odisseu diante de figuras conhecidas da mitologia grega, como Polifemo, as Sereias e Circe.

A produção também marca outra parceria do cineasta com a esposa, Emma Thomas, que participa da produção por meio da Syncopy. A distribuição internacional ficou com a Universal Pictures, estúdio que já havia trabalhado com Nolan em Oppenheimer (2023).

Quem é quem nessa versão da história de Homero?

Matt Damon interpreta Odisseu, o protagonista que tenta retornar a Ítaca após anos longe de casa. Tom Holland vive Telêmaco, filho do herói, enquanto Anne Hathaway interpreta Penélope, que precisa lidar com a ausência do marido e com os pretendentes que disputam seu lugar ao lado dela.

Zendaya aparece como Atena, deusa que protege Odisseu, e Charlize Theron interpreta Calipso. Já Robert Pattinson vive Antínoo, um dos pretendentes de Penélope.

O elenco ainda conta com Lupita Nyong’o, que interpreta Helena de Troia e Clitemnestra, Samantha Morton como Circe, Jon Bernthal como Menelau e Benny Safdie como Agamenon. Bill Irwin assume o papel de Polifemo, enquanto John Leguizamo interpreta Eumeu.

A adaptação também reúne Mia Goth, Himesh Patel, Corey Hawkins, Elliot Page, James Remar, Will Yun Lee, Logan Marshall-Green e outros atores em papéis ligados à história.

A Odisseia já virou um dos grandes filmes do ano?

Ainda é cedo para cravar o tamanho que o filme terá nas bilheterias, mas ultrapassar 1 milhão de espectadores no Brasil logo no começo da exibição coloca a produção em uma posição bastante confortável por aqui.

O resultado também ajuda a explicar por que Nolan decidiu levar uma história tão antiga para uma produção desse tamanho. A Odisseia já foi contada e recontada inúmeras vezes, mas continua funcionando porque sua história central é simples de entender: um homem que passou anos longe de casa tentando voltar para sua família.

Elize: Sombras de uma Mulher estreia na Netflix com história inspirada em um dos crimes mais conhecidos do Brasil

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O caso de Elize Matsunaga ganha uma nova versão em Elize: Sombras de uma Mulher, filme brasileiro que chega diretamente ao catálogo da Netflix. Dirigido por Felipe Vellas, o longa tem roteiro de Raphael Montes e Mariana Torres e coloca Lorena Comparato no papel de Elize.

A produção parte de um crime que teve enorme repercussão no Brasil: o assassinato de Marcos Matsunaga, ocorrido em 2012. Em vez de tratar o episódio apenas como uma investigação policial, a história acompanha a trajetória de Elize e tenta reconstruir os acontecimentos que cercaram seu relacionamento até chegar ao crime.

O que o filme conta sobre Elize Matsunaga?

Elize é apresentada como uma mulher de origem humilde que enfrentou dificuldades antes de se casar com um empresário rico de São Paulo. Para quem observava a família de fora, os dois poderiam levar uma vida confortável e sem grandes problemas. A realidade dentro da relação, porém, era bem mais complicada.

O roteiro acompanha os conflitos, os abusos e os segredos que cercavam o casal, criando um caminho até o assassinato de Marcos. A proposta é olhar para os acontecimentos que vieram antes do crime e para as circunstâncias que levaram Elize a tomar decisões que mudariam completamente sua vida.

Por se tratar de uma história baseada em fatos reais, o filme também entra em um terreno delicado. O caso já foi explorado em outras produções e continua despertando interesse do público, principalmente entre quem acompanha histórias de crimes reais. Aqui, a escolha é transformar esse episódio em uma narrativa de ficção centrada na personagem de Elize.

Quem está no elenco?

Lorena Comparato interpreta Elize Matsunaga, protagonista do filme, enquanto Henrique Kimura vive Marcos Kitano. O elenco também conta com Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg.

A direção é de Felipe Vellas, com roteiro assinado por Raphael Montes e Mariana Torres. Gustavo Mello é o produtor, enquanto Renata Artigas, Marcelo Máximo e Adriana Gaspar atuam como produtores executivos. Montes também participa do projeto como produtor associado.

Vale a pena assistir?

O filme pode interessar principalmente a quem já conhece o caso e quer conferir como uma produção de ficção decidiu reconstruir essa história. O diferencial está justamente na tentativa de olhar para os acontecimentos que antecederam o crime, em vez de concentrar toda a narrativa no assassinato em si.

Ainda existe uma questão importante sobre esse tipo de produção: até que ponto uma história real pode ser dramatizada sem transformar uma tragédia em entretenimento vazio? Elize: Sombras de uma Mulher chega à Netflix com essa responsabilidade nas mãos e será interessante perceber como o filme equilibra a liberdade criativa com os fatos que inspiraram a trama.

Made in Korea ganha trailer da 2ª temporada e coloca agente da KCIA e promotor em lados opostos

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O Disney+ divulgou o trailer da segunda temporada de Made in Korea, série sul-coreana ambientada na década de 1970 e estrelada por Hyun Bin (Pousando no Amor, O Negociador) e Jung Woo-sung (The Good, the Bad, the Weird, A Era das Sombras). A nova leva de episódios tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.

A trama acompanha Baek Ki-tae (Hyun Bin), um agente da Agência Central de Inteligência Coreana, a KCIA, que esconde uma segunda vida. Por trás da imagem de funcionário público, ele comanda negócios de contrabando e usa essas atividades para construir uma rede de influência e aumentar seu patrimônio.

A situação começa a sair do controle quando Jang Geon-young (Jung Woo-sung), um promotor conhecido pela postura rígida, decide investigar as operações de Ki-tae. As pistas levam a possíveis conexões entre o agente, grupos criminosos e pessoas ligadas ao alto escalão do governo. A partir daí, os dois passam a ocupar lados opostos de uma disputa que mistura interesses políticos, dinheiro e poder.

Quem aparece na 2ª temporada da série?

Hyun Bin interpreta Baek Ki-tae, um personagem que precisa equilibrar a carreira dentro da KCIA com os negócios clandestinos que mantém longe dos olhos das autoridades. Jung Woo-sung vive Jang Geon-young, que transforma a investigação contra o agente em uma missão pessoal.

O elenco também conta com Woo Do-hwan (Cães de Caça, O Rei: Monarca Eterno) como Baek Ki-hyeon, irmão mais novo de Ki-tae e oficial formado pela Academia Militar da Coreia.

Cho Yeo-jeong (Parasita, A Concubina) interpreta Bae Geum-ji, dona de uma casa de luxo frequentada por figuras influentes. Já Seo Eun-soo (Missing: The Other Side) vive Oh Ye-jin, uma detetive que trabalha ao lado de Geon-young.

A produção ainda reúne Jung Sung-il (A Lição) como Cheon Seok-joong, chefe do Serviço de Segurança Presidencial; Lily Franky (Shoplifters, Assunto de Família) no papel de Osamu Ikeda, líder da Yakuza; e Park Yong-woo (The Phone) como Hwang Guk-pyeong, chefe da filial de Busan da KCIA.

Onde Made in Korea foi gravada?

A equipe passou por diferentes países para recriar a Coreia do Sul dos anos 1970. Kobe, no Japão, foi uma das principais locações usadas para representar a antiga Busan. A cidade ainda preserva áreas urbanas e regiões portuárias que ajudaram a produção a chegar mais perto do visual daquele período.

As gravações também passaram pela Tailândia, com cenas realizadas em locais de Kanchanaburi e Chonburi. A produção utilizou espaços como a Rua Sangchuto e o Túnel 3D, em Kanchanaburi, além da Praia de Sattahip e uma área da Base Naval da Marinha Real Tailandesa, em Chonburi.

Jujutsu Kaisen | 3ª temporada já está disponível na Netflix com os 12 episódios dublados e legendados

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Quem estava esperando para continuar a história de Jujutsu Kaisen já pode respirar aliviado. A 3ª temporada do anime chegou ao catálogo da Netflix, com os 12 episódios disponíveis de uma vez e opções de áudio e legendas em português.

A nova fase começa exatamente depois do caos deixado pelo Incidente de Shibuya, um dos momentos mais pesados da história até aqui. Com as consequências daquele confronto ainda afetando os personagens, os feiticeiros agora precisam encarar uma ameaça ainda maior: o Jogo do Extermínio.

O que acontece nessa nova fase?

A temporada adapta a primeira parte do arco “O Jogo do Extermínio”, colocando os feiticeiros em uma disputa criada por Kenjaku. O objetivo deles é entender as regras desse conflito, enfrentar os participantes e, principalmente, encontrar uma maneira de lidar com os planos do grande antagonista.

A situação fica ainda mais complicada com Satoru Gojo preso no Reino da Prisão. Sem contar com um dos feiticeiros mais poderosos da história, os protagonistas precisam encontrar outras maneiras de enfrentar os perigos que aparecem pelo caminho.

É também uma fase que amplia bastante o universo de Jujutsu Kaisen. Novos personagens entram na história, diferentes técnicas amaldiçoadas são apresentadas e os confrontos ficam cada vez mais importantes para o futuro da trama.

Quando a 3ª temporada foi lançada?

A temporada começou a ser exibida no Japão em 9 de janeiro de 2026, com um especial de uma hora que apresentou os dois primeiros episódios. A exibição terminou em 27 de março, totalizando 12 capítulos.

A produção continua nas mãos do MAPPA, responsável pelas temporadas anteriores. Shōta Goshozono voltou à direção, enquanto Hiroshi Seko assumiu novamente o roteiro e Yoshimasa Terui ficou responsável pela trilha sonora.

A duração dos episódios não é exatamente igual. O quarto e o último capítulo têm cerca de 27 minutos, enquanto os demais ficam na faixa dos 23 minutos.

A história continua depois desses 12 episódios?

Sim. O anime ainda tem bastante história pela frente. Uma 4ª temporada, chamada The Culling Game: Part 2, já foi anunciada e dará continuidade aos acontecimentos do arco.

A próxima temporada terá Takeru Satō, que trabalhou como diretor assistente na terceira fase, assumindo a direção no lugar de Goshozono.

Por enquanto, a boa notícia para quem acompanha a série é que não é preciso esperar pelos lançamentos semanais. Os 12 episódios da 3ª temporada de Jujutsu Kaisen já podem ser assistidos na Netflix, com dublagem e legendas em português.

HBO Max começa produção de nova série mexicana sobre assassino em série e investigação policial

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A HBO Max começou a produção de Mataviejitas: Assassino em Série, nova série mexicana Original da HBO inspirada em acontecimentos reais. A história combina investigação policial e suspense psicológico para acompanhar um caso que deixou uma cidade em alerta e levantou discussões sobre violência, medo e preconceito.

Produzida pela EXILE Content, a série terá Humberto Hinojosa na direção geral e na concepção criativa, com José Manuel Cravioto na codireção. A dupla reúne experiências diferentes dentro do audiovisual mexicano, mas já passou por projetos ligados a histórias de crime, dramas e personagens envolvidos em situações de grande tensão.

Quem está por trás da produção?

Hinojosa dirigiu trabalhos como Luis Miguel: A Série, As Viúvas das Quintas-Feiras e A Cabeça de Joaquín Murrieta. Cravioto, por outro lado, esteve à frente de produções como Mexican Gangster, Diablero e El Chapo.

Em Mataviejitas: Assassino em Série, os dois cineastas trabalham em uma história que pretende olhar para o caso por diferentes perspectivas. A investigação é o ponto de partida, mas a série também deve acompanhar as consequências dos crimes e a forma como o medo começa a interferir na vida das pessoas.

A trama ainda deve abordar questões sociais presentes no caso real, incluindo os preconceitos que podem influenciar a maneira como determinados crimes são vistos e investigados. A intenção é construir uma narrativa em que a procura pelo assassino caminhe lado a lado com os conflitos provocados pela própria investigação.

Quem vai estrelar a série?

O elenco principal reúne Mayra Hermosillo, conhecida por trabalhos como Sierra Madre: Proibido Passar, Narcos: México e As Viúvas das Quintas-Feiras, e Mónica Jiménez, que participou de produções como A Usurpadora e El Señor de los Cielos.

Ainda sem data de estreia definida, a trama tem como principal ponto de partida um caso que já carrega uma história bastante conhecida no México. A série terá a oportunidade de explorar esse material sob uma perspectiva própria, acompanhando não apenas a investigação, mas também as pessoas que vivem as consequências de uma sequência de crimes e de uma busca por respostas que pode revelar muito sobre a sociedade ao redor do caso.

Todo Mundo em Pânico 6 já está disponível no streaming no Brasil; Saiba onde assistir e o que esperar da volta dos personagens clássicos

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de passar pelos cinemas, Todo Mundo em Pânico 6 já está disponível para assistir em casa no Brasil. O sexto filme da franquia pode ser comprado ou alugado em plataformas digitais como Prime Video, Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Claro TV+, Vivo Play e Oi.

O novo longa chega com uma novidade que deve interessar principalmente quem acompanhou os primeiros filmes: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall estão de volta. A reunião coloca novamente em cena personagens como Shorty, Ray, Cindy e Brenda, recuperando parte da formação que ajudou a transformar a franquia em um fenômeno das comédias de paródia.

Sobre o que é Todo Mundo em Pânico 6?

A história começa quando Tuesday Campbell, uma adolescente, é atacada pelo mesmo assassino mascarado que aterrorizou os personagens do primeiro filme. O detalhe é que já se passaram 26 anos desde os acontecimentos originais, e o retorno do criminoso faz com que uma nova geração acabe envolvida em uma história que parecia ter ficado no passado.

A situação leva Sara Campbell, irmã mais velha de Tuesday, a procurar sua mãe, Cindy Campbell. O problema é que Cindy prefere manter distância de tudo o que lembra os acontecimentos de sua juventude e não quer voltar a lidar com o assassino.

Aos poucos, porém, ela percebe que não tem muita escolha. O passado voltou e, dessa vez, os novos personagens parecem estar seguindo as mesmas regras dos antigos filmes de terror.

É nesse momento que a produção começa a brincar com uma das maiores manias de Hollywood atualmente: reboots, continuações tardias e personagens antigos voltando para abrir espaço para uma nova geração.

Marlon, Shawn, Anna Faris e Regina Hall estão de volta

O retorno do elenco original é provavelmente o maior atrativo de Todo Mundo em Pânico 6. Marlon Wayans volta como Shorty Meeks, enquanto Shawn Wayans reprisa o papel de Ray Wilkins.

Anna Faris também retorna como Cindy Campbell, uma das protagonistas mais conhecidas da franquia, e Regina Hall volta a interpretar Brenda Meeks.

A presença dos quatro faz o novo filme funcionar também como uma espécie de reencontro com a fase mais lembrada da série. Para quem acompanhou os primeiros capítulos, ver esses personagens novamente no mesmo filme é uma das poucas coisas capazes de criar uma ligação direta com aquela época.

O elenco ainda reúne Olivia Rose Keegan, Cameron Scott Roberts, Savannah Lee Nassif, Dave Sheridan, Cheri Oteri, Kim Wayans, Damon Wayans Jr., Heidi Gardner, Kenan Thompson e Deon Cole, entre outros nomes.

O filme tenta recuperar o humor dos primeiros?

A resposta curta é: sim, mas sem abandonar as referências atuais.

O sexto filme mantém a estrutura que sempre fez parte da franquia. A história pega elementos conhecidos de filmes de terror e transforma tudo em situações absurdas, exageradas e completamente sem compromisso com a lógica.

A diferença é que agora a própria franquia virou alvo das piadas. O roteiro brinca com a ideia de trazer personagens antigos de volta, apresentar uma nova geração e tentar manter uma série viva décadas depois de seu início.

Essa escolha combina bastante com o momento atual de Hollywood. Afinal, se grandes franquias podem ganhar novos capítulos depois de anos, Todo Mundo em Pânico não poderia deixar essa oportunidade passar sem fazer piada com a situação.

Quem está por trás do novo filme?

O sexto filme da franquia é dirigido por Michael Tiddes e escrito por Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez.

O longa também representa o retorno da família Wayans à franquia depois de sua saída após Todo Mundo em Pânico 2, lançado em 2001. A participação dos irmãos é especialmente importante porque os dois primeiros filmes são considerados por muitos espectadores como os melhores momentos da série.

A nova produção tenta justamente recuperar essa conexão com o início da franquia, mas sem ignorar que o público e o próprio cinema mudaram bastante desde então.

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