Saiba tudo sobre os filmes de hoje (11) na Sessão da tarde e Tela Quente da TV Globo

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Nesta segunda, 11 de agosto, a TV Globo traz para a Sessão da Tarde um filme que revolucionou o universo dos contos de fadas nas telas: Branca de Neve e o Caçador. Lançado em 2012, este longa mescla fantasia, aventura e drama em uma versão mais sombria e cheia de ação da clássica história da princesa aprisionada pela madrasta má. Com um elenco estrelado e uma produção visual impressionante, o filme promete prender a atenção dos telespectadores.

Diferente das adaptações tradicionais, que focam na inocência e na doçura da heroína, este filme aposta em uma narrativa mais pesada e épica, ambientada em um reino tomado pela tirania. A Rainha Ravenna, interpretada por Charlize Theron, é uma vilã cruel e obcecada pela beleza, que governa com punho de ferro. Enquanto isso, Branca de Neve, vivida por Kristen Stewart, luta para recuperar sua liberdade e justiça, acompanhada pelo misterioso Caçador Eric, papel de Chris Hemsworth.

O elenco principal dá vida a personagens marcantes, cada um trazendo camadas e nuances que fogem do clichê. Charlize Theron encarna a vilania com elegância e intensidade, tornando a Rainha Ravenna uma antagonista inesquecível. Kristen Stewart apresenta uma Branca de Neve que cresce em coragem e determinação ao longo do filme, enquanto Chris Hemsworth equilibra força e humanidade em seu papel como o caçador que vira aliado.

A riqueza visual da produção é um dos destaques do filme, com locações no Reino Unido que criam uma atmosfera envolvente e misteriosa. A praia de Marloes Sands, no País de Gales, é cenário de algumas das sequências mais impactantes, reforçadas por efeitos especiais que deram ao filme duas indicações ao Oscar nas categorias de efeitos visuais e figurino. A estética sombria e o tom épico conferem uma identidade única à obra.

Interessante notar que o longa-metragem concorreu com outra adaptação do mesmo conto lançada no mesmo ano, Espelho, Espelho Meu, que optou por um tom mais cômico e leve. Enquanto uma buscava impressionar com batalhas e drama, a outra investia no humor e na leveza. Essa disputa acirrou o interesse do público e fez com que ambas as versões ganhassem destaque por motivos diferentes.

O impacto cultural do filme ultrapassa a telona, inspirando outras produções e fomentando debates sobre como os contos de fadas podem ser atualizados para refletir valores modernos, como a força feminina e a complexidade moral. A Rainha Ravenna, em especial, se tornou um exemplo emblemático de vilã que é, ao mesmo tempo, poderosa e trágica. Para quem deseja uma experiência de cinema cheia de emoção, ação e fantasia, a exibição na Sessão da Tarde é uma ótima oportunidade.

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Tela Quente apresenta Bad Boys para Sempre: A ação continua com Mike e Marcus em nova missão explosiva!

Nesta segunda, a Tela Quente traz para o público o eletrizante terceiro capítulo da franquia Bad Boys: Bad Boys para Sempre (2020). Com Will Smith e Martin Lawrence retomando os papéis icônicos dos detetives Mike Lowrey e Marcus Burnett, o filme promete muita adrenalina, humor e ação de alta octanagem para quem gosta de um bom thriller policial.

Depois de quase duas décadas desde o último filme da série — Bad Boys II (2003) — Mike e Marcus voltam às telonas para encarar novos desafios que testam não só suas habilidades como policiais, mas também a força da amizade que os une. Mike, sempre audacioso e apaixonado por seu trabalho (e seu carro veloz), mantém o estilo de vida arriscado, enquanto Marcus, agora mais focado na família, começa a questionar o ritmo intenso de suas missões.

No entanto, quando Mike se torna alvo de uma ameaça mortal, os dois precisam deixar as diferenças de lado para caçar o agressor, um inimigo implacável com um passado obscuro e ligado diretamente a um segredo do passado de Mike. A caçada é ainda mais complicada quando a mãe do antagonista, interpretada pela atriz Kate del Castillo, surge como uma força poderosa e implacável, determinada a ver Mike fora do caminho.

Além de Will Smith e Martin Lawrence, o filme conta com a presença de Vanessa Hudgens, Joe Pantoliano, Alexander Ludwig, Kate del Castillo e Jacob Scipio, entre outros. Essa combinação traz novos personagens que renovam a narrativa, enquanto mantém a química e o carisma da dupla principal que conquistou fãs ao longo dos anos.

Dirigido pela dupla Bilall Fallah e Adil El Arbi, conhecidos pelo ritmo dinâmico e cenas de ação bem coreografadas, Bad Boys para Sempre consegue unir o tom clássico da franquia com uma abordagem mais moderna, com sequências impressionantes que elevam o nível das perseguições, tiroteios e explosões.

Desde o lançamento do primeiro Bad Boys em 1995, a série se tornou sinônimo de ação com humor, protagonizada por dois detetives com personalidades contrastantes. O terceiro filme soube atualizar a fórmula, abordando temas como envelhecimento, família e legado, sem perder a diversão característica.

O filme estreou no início de 2020 com grande sucesso de público e crítica, arrecadando mais de 426 milhões de dólares mundialmente — um recorde para a franquia e para um lançamento de janeiro. Sua popularidade garantiu planos para uma continuação, com um quarto filme já em desenvolvimento.

Bad Boys para Sempre acompanha Mike e Marcus em uma missão que vai muito além das ruas de Miami. Ao se tornarem alvo de um perigoso cartel ligado ao passado obscuro de Mike, os detetives enfrentam não só uma série de confrontos violentos, mas também dilemas pessoais. Entre explosões, perseguições e reviravoltas, eles terão que contar com a ajuda de aliados antigos e novos para salvar suas vidas e cumprir a missão.

No Aparecida Sertaneja de 27/01/2025, Mariangela Zan recebe ícones dos anos 80 em seu palco

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Nesta segunda-feira, 27, às 19h30, o “Aparecida Sertaneja” chega com aquele clima gostoso de nostalgia e música boa que a gente adora. Comandado pela sempre simpática Mariangela Zan, o programa traz o quadro “Memória Sertaneja”, que nesta semana vai relembrar hits marcantes dos anos 80. E como música boa nunca é demais, o palco também recebe artistas que representam com carinho a essência da música sertaneja atual.

Trio Los Angeles: os donos do “Mambolê”

Se tem uma música que fez todo mundo dançar nos anos 80, foi “Vamos Dançar Mambolê”. E adivinha? O Trio Los Angeles está de volta pra nos transportar direto pra essa época cheia de brilho e batidas marcantes! Formado em 1982 por Márcio Mendes, Ana Maria e Cléo Ferreira, o trio foi um fenômeno desde o início. Eles emplacaram vários sucessos, tiveram músicas em novelas e conquistaram uma legião de fãs. Depois de uma pausa nos anos 90, o grupo voltou em 1998 com uma nova formação, mas sempre com Márcio à frente. Uma coisa é certa: eles continuam mandando bem demais!

Placa Luminosa: clássicos que não saem da cabeça

Outra atração que promete arrepiar os fãs da boa música é a banda Placa Luminosa. A história deles começou lá nos anos 70, mas foi nos 80 que o grupo estourou de vez, especialmente com o hit “Velho Demais”, tema da novela global “Sem Lenço, Sem Documento”. Ao longo dos anos, a banda emplacou sucessos como “Fica Comigo”, “O Nosso Amor é Lindo” e “Faz de Conta”. E o melhor? Eles seguem firmes e fortes, levando seus shows por todo o Brasil. É talento que atravessa gerações e toca fundo no coração.

Juan Viola e Gabrielly: amor e música na veia

Representando a nova geração, o casal mineiro Juan Viola e Gabrielly chega cheio de carisma e paixão pela música sertaneja raiz. Eles não só cantam – eles vivem a música. Com arranjos caprichados e vozes que combinam perfeitamente, a dupla leva a cultura sertaneja para todos os cantos, sempre com aquele toque especial que só quem ama o que faz consegue transmitir.

Guto e Nando: um recomeço cheio de energia

Pra fechar a noite com chave de ouro, quem sobe ao palco é a dupla Guto e Nando. Em uma nova fase da carreira, eles chegam com a turnê “Novo Ciclo”, trazendo músicas inéditas e releituras de grandes sucessos. É aquela mistura de novidade e nostalgia que todo mundo adora.

Então já sabe, né? Segunda-feira, às 19h30, é hora de se aconchegar no sofá, ligar na TV Aparecida e curtir o “Aparecida Sertaneja”. Prepare-se pra cantar, se emocionar e, quem sabe, até ensaiar uns passinhos do “Mambolê”! 🎶

Laboon surge em Copacabana e transforma o Rio em cenário de One Piece para comemorar a nova temporada da série da Netflix

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Os fãs de One Piece: A Série já têm um encontro marcado com o universo dos Chapéus de Palha. Para celebrar a estreia da nova temporada da produção, a Netflix preparou uma experiência imersiva gratuita que promete levar o público diretamente para dentro da aventura. A atração principal é a aparição de Laboon, a icônica baleia da saga, que “emerge” na Praia de Copacabana em uma ativação especial aberta ao público.

Entre os dias 6 e 14 de março de 2026, cariocas e turistas poderão visitar uma instalação temática inspirada no universo da série e participar de diversas atividades interativas. A ação acontece na altura da Avenida Princesa Isabel, entre as barracas 44 e 45, e marca a segunda vez que a produção desembarca em Copacabana com uma experiência dedicada aos fãs brasileiros.

A iniciativa faz parte da campanha de lançamento da segunda temporada da série, intitulada “Rumo à Grand Line”, que estreia em 10 de março, exclusivamente na plataforma de streaming.

Uma baleia lendária no coração do Rio

No centro da experiência está uma gigantesca estrutura cenográfica representando Laboon, personagem que ocupa um lugar especial na memória dos fãs da obra criada por Eiichiro Oda.

Na narrativa original, Laboon é uma baleia solitária que aguarda, ano após ano, o retorno de um grupo de piratas com quem criou um forte laço no passado. A história do personagem se tornou uma das mais emocionantes do universo de One Piece, simbolizando temas como amizade, lealdade e esperança.

Inspirada nesse momento marcante da saga, a instalação criada pela Netflix permite que os visitantes explorem o interior da baleia e participem de diferentes etapas da experiência. A proposta é transportar o público para dentro da narrativa da série, criando um ambiente que mistura cenografia, interação e elementos visuais inspirados na produção.

Uma jornada interativa para os fãs

Ao longo da experiência, os visitantes poderão percorrer diferentes estações temáticas dentro e ao redor da estrutura de Laboon. Cada espaço foi projetado para recriar o espírito de aventura que caracteriza a jornada dos Piratas do Chapéu de Palha.

Entre cenários fotográficos, atividades interativas e momentos pensados para o compartilhamento nas redes sociais, o público poderá registrar a visita e se sentir parte da tripulação liderada por Monkey D. Luffy.

Um dos pontos altos da experiência é a criação de um cartaz personalizado inspirado nos famosos “Wanted Posters” — os cartazes de procurados do universo da série.

Durante a visita, aqueles que completarem todas as etapas da ativação poderão gerar seu próprio cartaz de procurado, com nome e imagem personalizados. O item funciona como lembrança do evento e também como um convite para que os fãs compartilhem a experiência nas redes sociais, ampliando o alcance da campanha.

O sucesso global da adaptação live-action

Desde sua estreia em 2023, One Piece: A Série se consolidou como um dos maiores sucessos recentes da Netflix. Inspirada no mangá criado por Eiichiro Oda — considerado o mais vendido da história do Japão — a produção acompanha as aventuras de Luffy e sua tripulação em busca do lendário tesouro conhecido como One Piece.

A primeira temporada rapidamente conquistou público e crítica, permanecendo por oito semanas no Top 10 global da Netflix e alcançando o primeiro lugar em mais de 75 países.

Outro feito histórico foi ter se tornado a primeira série em língua inglesa da plataforma a estrear em primeiro lugar no Japão, país de origem da obra.

Com quase 100 milhões de visualizações, a série também recebeu reconhecimento da indústria televisiva, incluindo 11 indicações ao Children’s & Family Emmy Awards, com destaque para a categoria de Melhor Série para Jovens.

Além da audiência expressiva, a produção foi amplamente elogiada por sua fidelidade ao material original, pelas performances do elenco e pelo cuidado na recriação do universo visual do mangá.

Rumo à Grand Line

A segunda temporada da série marca um novo capítulo na jornada dos Chapéus de Palha. Como sugere o subtítulo “Rumo à Grand Line”, os novos episódios devem acompanhar a tripulação enfrentando mares ainda mais perigosos enquanto se aproximam do território mais temido e misterioso do mundo de One Piece.

Na mitologia da saga, a Grand Line é um oceano repleto de desafios, criaturas gigantescas e piratas lendários. É também onde se acredita estar escondido o tesouro deixado pelo antigo Rei dos Piratas, Gol D. Roger.

A nova temporada promete ampliar o universo apresentado no primeiro ano da série, introduzindo novos personagens, cenários e conflitos que aproximam a história do arco clássico do mangá.

Uma franquia em expansão

O sucesso da adaptação live-action também impulsionou novas iniciativas relacionadas à marca One Piece. Além da série, o universo da franquia tem sido expandido por meio de produtos licenciados, experiências imersivas e colaborações com marcas internacionais.

Entre elas estão coleções especiais de brinquedos, itens colecionáveis e experiências temáticas que permitem aos fãs explorar ainda mais o mundo criado por Eiichiro Oda.

A confiança no potencial da série é tão grande que a Netflix já confirmou uma terceira temporada, mesmo antes da estreia do segundo ano da produção. O projeto é desenvolvido em parceria com a editora japonesa Shueisha e com a Tomorrow Studios.

“O Comando” é atração do Cine Aventura na Record TV deste sábado (19): Ação explosiva com drama psicológico e redenção!

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Neste sábado, 19 de julho, às 15h, a Record TV exibe no Cine Aventura o eletrizante “O Comando” (The Commando), um thriller que vai além das balas e perseguições para tocar em questões profundas como culpa, trauma psicológico e os limites da justiça. Dirigido por Asif Akbar e estrelado por Michael Jai White, o filme entrega não apenas ação de tirar o fôlego, mas também um retrato contundente da fragilidade humana por trás do uniforme.

Uma missão, um erro, um abismo

James Baker (Michael Jai White) é um agente de elite da DEA acostumado a enfrentar o perigo, mas tudo muda quando uma operação contra um cartel mexicano termina em tragédia. No tiroteio, Baker acidentalmente mata três reféns inocentes: uma mãe e suas duas filhas. O que era para ser mais uma missão bem-sucedida se transforma em um pesadelo que o agente não consegue esquecer. Diagnosticado com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ele é afastado das operações e enviado para casa — mas os verdadeiros combates ainda estão por vir.

Uma família em perigo e um passado que retorna

Enquanto tenta reconstruir sua vida com a esposa Lisa (Aris Mejía) e as filhas adolescentes, Baker enfrenta alucinações, insônia e crises existenciais. A situação ganha um novo contorno quando suas filhas descobrem, escondido dentro da casa, US$ 3 milhões em dinheiro vivo. O dinheiro pertence ao criminoso Johnny (Mickey Rourke), antigo dono da residência e ex-parceiro de um xerife corrupto, que agora quer tudo de volta — e não se importa com quem esteja no caminho.

Quando o lar se torna campo de batalha

A tensão explode quando Baker percebe que o sistema, mais uma vez, não está ao seu lado. Um mandado de prisão sem assinatura e ameaças veladas escancaram que a justiça pode ser manipulada. Isolado, desacreditado e ainda lidando com os traumas da guerra, ele precisa tomar uma decisão difícil: recuar ou proteger sua família com tudo o que tem — mesmo que isso o leve a ultrapassar seus próprios limites.

Muito além do gênero

“O Comando” oferece o que os fãs de ação esperam — confrontos, adrenalina, emboscadas —, mas também reserva espaço para uma reflexão delicada sobre as marcas invisíveis que a violência deixa na alma. Michael Jai White interpreta Baker com intensidade emocional e vulnerabilidade raramente vistas em protagonistas do gênero, criando um personagem que é tão humano quanto heróico.

O Retorno | Ralph Fiennes e Juliette Binoche se reencontram nas telas em drama épico que estreia em setembro

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Quase três décadas depois de emocionarem plateias em O Paciente Inglês, Ralph Fiennes e Juliette Binoche voltam a dividir o mesmo enquadramento em “O Retorno”, novo drama dirigido por Uberto Pasolini que estreia nos cinemas brasileiros no dia 4 de setembro, com distribuição da O2 Play.

Inspirado na parte final da Odisseia de Homero, o longa transporta o espectador para a mítica ilha de Ítaca, onde Odisseu — também conhecido pelo nome latino Ulisses — retorna após anos de guerra e provações, para reencontrar seu lar, seu trono e sua esposa, Penélope.

Uma história de amor, perda e reencontros

Na pele do herói grego, Ralph Fiennes vive um Odisseu marcado pelas cicatrizes do tempo e da batalha, prestes a enfrentar não mais deuses ou monstros, mas os desafios íntimos do retorno: o estranhamento, a saudade, os segredos que resistiram à espera. Já Juliette Binoche interpreta uma Penélope forte e resiliente, que sustentou sozinha o peso do palácio e da esperança durante a ausência do marido.

Esse reencontro em cena ganha um brilho especial pela carga emocional que a própria dupla carrega: Binoche e Fiennes não atuavam juntos desde 1996, quando protagonizaram o premiado O Paciente Inglês, filme que rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante à francesa e solidificou ambos como ícones do cinema romântico da década de 90. Eles também dividiram o elenco em O Morro dos Ventos Uivantes, de 1992.

Uma odisseia reinventada com olhar poético

Com uma abordagem intimista e poética, Uberto Pasolini (de Ou Tudo ou Nada e Uma Vida Comum) opta por contar não a jornada do herói em alto-mar, mas o que acontece depois do final clássico. Como é voltar para casa após anos longe? Como retomar laços interrompidos pelo tempo? E, acima de tudo, será que o “retorno” realmente leva de volta para o lugar de onde se partiu?

Filmado com elegância e paisagens deslumbrantes, o longa teve sua estreia mundial no Festival de Toronto (TIFF) em 2024 e chamou atenção da crítica por sua sensibilidade ao tratar um mito grego milenar com tons contemporâneos de solidão, pertencimento e reconciliação.

Expectativas altas para setembro

Além de reunir dois grandes nomes do cinema europeu, o longa carrega o prestígio de seu protagonista: Ralph Fiennes, que vem de uma indicação ao Oscar 2025 de Melhor Ator por sua performance em Conclave. O reencontro com Binoche, agora sob a luz de um mito ancestral, promete ser um dos grandes momentos cinematográficos do ano.

“Globo Repórter” desta sexta (01/08) finaliza expedição por um Brasil que cresce sem perder as raízes

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Na noite desta sexta-feira, 1º de agosto de 2025, o “Globo Repórter” dá adeus — ao menos por agora — ao “Brasil do Meio”. Uma expedição intensa, sensível e cheia de descobertas que atravessou o coração do país, revelando muito além do que mapas mostram. Essa região, muitas vezes vista apenas como ponto de passagem ou corredor do agronegócio, se revelou um mosaico de histórias humanas, inovações surpreendentes, fé concreta e gente que não só planta e colhe, mas também sonha, transforma e resiste.

Durante semanas, a equipe do programa — liderada pelo repórter Chico Regueira — mergulhou na vida cotidiana de cidades, fazendas e comunidades nos estados de Goiás e Tocantins. E o que eles trouxeram de volta não foram apenas belas imagens ou dados impressionantes. Trouxeram vida. Histórias de superação, de amor à terra, de tecnologia com propósito e de tradições que sobrevivem mesmo quando os arranha-céus começam a engolir o céu.

Um novo olhar para o centro do Brasil

O episódio final dessa jornada nos convida a pensar: o que significa estar no meio? Estar no centro geográfico do Brasil é também estar no centro das contradições, das transformações e das possibilidades. Não é à toa que Goiás e Tocantins têm sido apontados como laboratórios vivos de um futuro que tenta equilibrar avanço econômico com sustentabilidade, inovação com memória, concreto com cerrado.

Goiânia, por exemplo, não é apenas uma cidade que cresce para cima. É também uma cidade que olha para dentro. Entre novos edifícios, robôs simpáticos e combustíveis limpos, pulsa uma alma sertaneja, cheia de afetos simples e valores profundos. Palmas, ainda jovem e em constante construção, é símbolo de um país que quer se reinventar sem esquecer de onde veio.

Goiânia: onde o agro encontra a cidade

A capital goiana é o ponto de partida do episódio. Ali, o urbano e o rural não vivem em lados opostos — eles se abraçam, ainda que com tensão. A cidade, que ganha prédios cada vez mais altos, esconde entre suas avenidas modernas um ritmo de vida que ainda valoriza o quintal, o cheiro da comida no fogão de lenha e as rodas de viola.

Um exemplo disso é a influenciadora digital que abre as portas de seu apartamento com vista para o skyline goianiense e mostra, orgulhosa, sua coleção de panelas herdadas da avó. Atrás das fotos produzidas do Instagram, há uma mulher que fala de pamonha como quem fala da infância, de banho de rio como quem fala de cura. E ali, no centro da cidade, ela faz questão de manter viva essa identidade sertaneja.

E não é só nas cozinhas que a tradição ganha um toque de futuro. No prédio mais alto da cidade, a robô Pequi — com nome inspirado na fruta símbolo do cerrado — faz entregas entre os andares como se fosse um carteiro do amanhã. Um pequeno gesto que diz muito: a tecnologia aqui não é um fim em si, mas uma ponte entre mundos.

Quando o canteiro vira sala de aula

No meio desse cenário em transformação, o Globo Repórter encontra também pessoas que decidiram mudar a realidade à sua volta. A professora Mônica Ferreira dos Santos, por exemplo, criou uma iniciativa para capacitar operários da construção civil diretamente nos canteiros. Nada de quadro negro ou cadeiras enfileiradas — o aprendizado acontece com os pés na terra e o capacete na cabeça.

Mônica sabe do que está falando: já foi ajudante de obra, estudou à noite, criou os filhos sozinha e hoje é engenheira civil. Mas, mais do que isso, ela é ponte para outros sonharem também. “Quando a gente entende o desenho de uma planta, começa a desenhar o próprio futuro”, diz um de seus alunos, com os olhos brilhando.

Fé que constrói

No mesmo território onde o concreto avança, a espiritualidade se reinventa. O programa encontra o pastor Cláudio de Carvalho, que decidiu unir sua fé com sua profissão de engenheiro. Para ele, evangelizar não é só pregar com palavras — é ensinar com ações. Em vez de apenas falar de salvação, ele ensina serventes a se tornarem pedreiros qualificados. “A gente também salva quando oferece uma profissão”, diz, com a convicção de quem constrói mais que paredes.

Biometano: combustível do presente

Outra descoberta surpreendente vem dos bastidores da mobilidade urbana: ônibus movidos a biometano — um combustível limpo, extraído dos resíduos da cana-de-açúcar. A cena do repórter embarcando em um desses veículos não é só ilustrativa: é simbólica. Mostra que o futuro não está tão longe quanto parece. Ele já está circulando pelas ruas, de forma silenciosa, econômica e sustentável.

E o que poderia parecer uma inovação distante da realidade, se mostra muito presente: “O que sobra da cana vira força para mover gente. Isso é bonito demais”, resume um dos motoristas que opera os ônibus.

No Tocantins, a última fronteira é a esperança

A equipe do programa segue viagem até o Tocantins e chega à região conhecida como Matopiba, nome que soa técnico, mas que guarda um potencial humano imenso. Ali, entre lavouras modernas e iniciativas ecológicas, está a fazenda de Murilo Sharp — uma propriedade dividida entre produção e preservação.

Metade das terras é floresta nativa. A outra metade é ocupada por gado, sim, mas com responsabilidade ambiental. Murilo não fala em produtividade como quem fala em lucro, mas como quem fala de legado. “O segredo é escutar a terra”, diz, com olhos marejados diante de uma árvore que, segundo ele, já estava ali antes mesmo do avô chegar.

Dona Zefa: a cozinha como resistência

E é também no Tocantins que o episódio encontra um dos personagens mais encantadores da série: Dona Zefa. Simples, direta, generosa, ela transforma soja em café — literalmente. Torrada e moída, a leguminosa se transforma numa bebida que lembra o café tradicional, mas tem gosto de roça.

Ela prepara a bebida enquanto frita bolinhos e recebe a equipe com o sorriso de quem não se deixa intimidar pelas câmeras. “É café de soja, mas tem alma”, brinca. Ao lado do fogão, sua cozinha parece um relicário de afetos, receitas e memória.

Palmas: jovem, solar, promissora

A expedição se encerra na capital do Tocantins. Palmas ainda é uma cidade em construção — no tempo, na identidade, no sonho. Criada no fim dos anos 1980, ela é o exemplo mais literal do Brasil em transformação: uma cidade nova, nascida de um desejo de modernidade, mas que carrega histórias antigas em cada esquina.

O programa Globo Repórter visita o marco geodésico do país, conversa com os primeiros moradores que chegaram com quase nada e, hoje, têm filhos formados, netos sonhando alto. Palmas respira juventude, mas também carrega a sabedoria de quem começou tudo do zero.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura deste sábado (10) na Record TV

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O Cine Aventura deste sábado, 10 de janeiro de 2026, exibe na Record o filme A Onda dos Sonhos 2, produção lançada em 2011 que aposta em uma combinação de drama juvenil, aventura e surfe. Apesar de carregar o título de um sucesso dos anos 2000, o longa funciona como uma história independente, sem ligação direta com o primeiro filme e sem o retorno de personagens ou atores da obra original.

Dirigido por Mike Elliott, o filme foi lançado diretamente em vídeo e traz no elenco Sasha Jackson, Elizabeth Mathis, Ben Milliken e Sharni Vinson. Na época de sua estreia, o longa recebeu críticas majoritariamente negativas, principalmente pela narrativa previsível e pelo desenvolvimento irregular dos conflitos, mas ainda assim conquistou espaço entre o público jovem por seu visual ensolarado e pela temática inspiradora ligada ao esporte e à superação pessoal.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha Dana, interpretada por Sasha Jackson, uma jovem californiana que encontra no diário de sua mãe falecida um chamado inesperado para mudar de vida. Entre fotos antigas e relatos de viagens, Dana descobre o passado da mãe como surfista na África do Sul e decide seguir seus passos, visitando os mesmos lugares e, principalmente, encarando o desafio que sua mãe nunca conseguiu cumprir: surfar em Jeffreys Bay, um dos picos mais famosos e perigosos do mundo.

Sozinha, Dana parte para o continente africano enquanto seu pai, vivido por Gideon Emery, está ausente por conta do trabalho. Ainda durante a viagem, ela conhece Grant (Chris Fisher), um homem carismático que se oferece para ajudá-la caso ela precise. Já em terra firme, a jovem passa por situações de risco e acaba conhecendo Pushy (Elizabeth Mathis), uma surfista impulsiva que se torna sua principal companhia nessa jornada.

O clima de amizade logo se mistura a rivalidades quando Dana cruza o caminho de Tara (Sharni Vinson), uma surfista patrocinada por uma grande marca. A disputa entre as duas se intensifica no mar e acaba resultando na quebra da prancha de Dana, um objeto de grande valor emocional por ter pertencido à sua mãe. Pouco depois, a protagonista ainda sofre um novo golpe ao ter seus pertences roubados, incluindo uma escultura de madeira que guardava como lembrança familiar.

Abalada, Dana aceita a ajuda de Pushy e passa a viver em um conjunto de cabanas à beira-mar, onde jovens surfistas dividem sonhos, dificuldades e uma rotina simples. É ali que ela conhece Tim (Ben Milliken), um rapaz sensível que rapidamente demonstra interesse por ela. Entre festas improvisadas, treinos nas ondas e conversas à beira da fogueira, Dana começa a reconstruir sua confiança e a se sentir parte de algo novamente.

Decidida a completar a jornada iniciada pela mãe, Dana propõe uma espécie de “odisseia do surfe”, visitando diversos pontos da costa e registrando tudo em fotos. Tara, inicialmente hostil, duvida que a jovem seja capaz de concluir o desafio e aposta contra ela, criando uma tensão que acompanha toda a viagem. Com a ajuda de Grant, que empresta seu caminhão em troca de trabalho em seu restaurante, o grupo segue estrada afora, enfrentando não apenas ondas difíceis, mas também segredos perigosos e conflitos internos.

A narrativa ganha contornos mais dramáticos quando Dana descobre atividades criminosas envolvendo Grant, o que leva a perseguições, brigas e ao rompimento temporário de laços importantes. Em meio a isso, as cabanas onde os surfistas vivem são demolidas pelas autoridades, forçando o grupo a seguir viagem e a encarar o futuro de forma mais madura.

No trecho final, todos seguem rumo a Jeffreys Bay, onde Dana finalmente confronta o maior desafio de sua jornada. O reencontro com o pai traz à tona mágoas antigas, mas também possibilita reconciliação e entendimento. Nas águas de J-Bay, diante de ondas gigantes e de um ambiente dominado por homens, Dana cai, se levanta e prova para si mesma que é capaz de seguir adiante, honrando a memória da mãe.

Onde posso assistir?

Além da exibição no Cine Aventura, A Onda dos Sonhos 2 também está disponível para quem prefere assistir sob demanda. O filme pode ser encontrado no Prime Video, onde é possível alugar a partir de R$ 6,90, permitindo que o público reveja a história a qualquer momento e com a comodidade do streaming, sem depender da programação da TV aberta.

“Rampage – Destruição Total” é a atração da Temperatura Máxima neste domingo, 15 de fevereiro, na TV Globo

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A tarde deste domingo, 14 de fevereiro de 2026, ganha contornos de superprodução com a exibição de Rampage – Destruição Total na TV Globo. O longa de 2018 leva para a tela uma história que mistura afeto, ciência fora de controle e consequências que fogem completamente das mãos de quem achou que poderia manipular a natureza.

Dirigido por Brad Peyton e inspirado no clássico jogo da Midway Games, o filme acompanha Davis Okoye, um primatologista de poucas palavras que encontra nos animais a conexão que evita nas pessoas. Ele criou George desde filhote, acompanhou seu desenvolvimento e construiu com o gorila uma relação baseada em confiança silenciosa e gestos simples. Não é apenas um pesquisador cuidando de um animal raro; é alguém que enxerga no outro uma forma de pertencimento.

Esse vínculo é colocado à prova quando um experimento genético ilegal atinge diferentes predadores, entre eles George. Em pouco tempo, o gorila dócil se transforma em uma criatura gigantesca, desorientada e agressiva. Ao mesmo tempo, um lobo e um crocodilo passam pela mesma mutação, espalhando destruição por onde avançam. O que antes era pesquisa se converte em emergência nacional.

Davis, interpretado por Dwayne Johnson, deixa de ser apenas o cuidador e assume o papel de alguém disposto a arriscar tudo para salvar o amigo. Ao lado de uma cientista vivida por Naomie Harris, ele corre contra o tempo em busca de um antídoto que possa reverter a mutação. Enquanto isso, a resposta militar cresce na mesma proporção das criaturas, ampliando o conflito e a tensão.

O elenco ainda conta com Malin Åkerman, Jake Lacy e Jeffrey Dean Morgan, que ajudam a compor um cenário em que interesses corporativos, decisões impulsivas e responsabilidade científica se cruzam de maneira explosiva.

Produzido pela New Line Cinema e distribuído pela Warner Bros. Pictures, o filme custou cerca de 120 milhões de dólares e ultrapassou 428 milhões em bilheteria mundial. Os números confirmam o apelo da história, mas o que sustenta a narrativa é o contraste entre a escala da destruição e a intimidade da relação entre homem e animal.

Mais do que acompanhar prédios caindo e confrontos de proporções improváveis, o público é convidado a refletir sobre limites éticos e sobre o preço de interferir em processos que não se compreendem totalmente. No centro de tudo está uma pergunta simples e humana: até onde alguém vai para proteger quem ama, mesmo quando o mundo inteiro enxerga essa figura como uma ameaça?

Resumo da novela Quando Me Apaixono de sexta, 16/05/2025

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Nas frias instalações do hospital psiquiátrico, Josefina caminha solitária pelo pátio deserto, consumida por remorsos e assombrações. Seus olhos, perturbados e fundos, se fixam em uma figura que surge diante dela: é Roberta, etérea e fantasmagórica, vestida com um longo traje cor de amora, como se flutuasse entre o mundo dos vivos e o além. Em um momento de desespero e esperança, Josefina estende os braços e implora que a filha não a abandone. Tenta abraçá-la, mas, assim que seus dedos se aproximam, Roberta se desfaz no ar como uma névoa delicada, deixando apenas um vazio angustiante.

Desesperada, Josefina grita pelo nome da filha enquanto vozes sombrias e zombeteiras ecoam ao seu redor. Vagando sem rumo, enlouquecida, ela chora com culpa e fúria até ser contida por enfermeiras, que a sedam para acalmá-la. O destino de Josefina se cumpre ali, enclausurada entre os próprios fantasmas, onde permanecerá até o último suspiro, assombrada pelo peso de suas escolhas.

Mas fora dos muros do passado, a vida floresce.

Com o passar dos anos, Renata segue construindo sua história ao lado de Jerônimo. O casal celebra a chegada de mais uma filha, somando amor ao seu lar. Enquanto isso, Matías e Adriana formam uma bela família com dois filhos encantadores. As famílias crescem, os vínculos se fortalecem, e o tempo, com sua sabedoria silenciosa, cura feridas e reabre caminhos.

Anos depois, todos se reencontram no tradicional Festival do Vinho, uma celebração que une gerações em torno de um sonho comum. É lá que o premiado Vino San Rafael, produzido na Fazenda A Bonita, é consagrado pelos jurados como o melhor da região. A alegria explode em aplausos quando Jerônimo, Carlos e Lázaro sobem ao palco para receber o troféu. Emocionado, Jerônimo dedica o prêmio à memória de seu irmão:

“Eu amei meu irmão e amei os sonhos que ele deixou. Defenderemos sua terra, seus ideais, e honraremos tudo o que ele acreditava. Esta vitória é para você, Rafa!”

Na plateia, os rostos conhecidos refletem orgulho e emoção: Regina ajuda a reunir as crianças para a comemoração; Inês e Isidro trocam sorrisos no bar; Andrezinho, agora um jovem bonito, caminha entre amigos e parentes; Alzira acompanha Luz, já crescida, enquanto Karina e Lázaro cuidam de um menino que é o espelho do pai. Matilde embala, com ternura, uma criança que dorme serena em seus braços.

A fazenda A Bonita é agora um paraíso de famílias, risos e memórias — terras férteis não apenas de uvas, mas de amor, esperança e renovação.

Na sala de estar da fazenda, Rafael, o garotinho que leva o nome do tio, brinca entre as gêmeas idênticas Marina e Irene. Renata entra carregando nos braços sua filha caçula, envolvida pela paz de uma mãe realizada.

Ao cair da tarde, após a celebração, Renata e Jerônimo caminham pelos vinhedos com os filhos, todos vestidos com roupas brancas tradicionais. Em um momento simbólico de união, pisam uvas juntos, transformando aquele gesto ancestral em um ritual de amor e pertencimento.

Mais tarde, sozinhos diante do pôr do sol que banha os campos dourados, Renata e Jerônimo se olham com a mesma intensidade do primeiro encontro.

A Hora do Mal vai ter continuação? Zach Cregger comenta planos e fãs já especulam futuro da franquia

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Foto: Reprodução/ Internet

Quando A Hora do Mal chegou aos cinemas brasileiros no dia 7 de agosto de 2025, distribuído pela Warner Bros. Pictures, havia uma expectativa clara: receber um suspense denso, sombrio e perturbador, digno do histórico recente do diretor Zach Cregger. O que ninguém imaginava era que, poucos dias após a estreia, o longa não só se transformaria em um fenômeno de bilheteria para o gênero de terror, como também plantaria a semente para especulações sobre um possível universo expandido.

O impacto foi tão imediato que, já nas primeiras entrevistas pós-lançamento, começaram a surgir indícios de que a história poderia ir além. Em conversa exclusiva com a Variety, Cregger deixou escapar uma informação que mexeu com os fãs: ele já tem uma nova trama no mesmo universo de A Hora do Mal. Embora tenha enfatizado que esse não será seu próximo projeto, a simples ideia foi suficiente para colocar as redes sociais em ebulição.

“Tenho outra ideia para algo neste mundo que me empolga bastante. Não vou fazer isso agora, e provavelmente não farei depois do meu próximo filme, mas tenho um e gostaria de vê-lo nas telas um dia”, contou o cineasta.

Um universo sombrio que pede mais respostas

O sucesso do terror não se resume a cenas de violência gráfica ou a sustos pontuais. A construção de seu prestígio está no mosaico de histórias interligadas, que formam um retrato sufocante de uma comunidade marcada por segredos.

O ponto de partida é chocante: 17 crianças da mesma sala de aula desaparecem misteriosamente, todas saindo de casa na calada da noite, como se atendessem a um chamado silencioso. A partir daí, Cregger conecta fios narrativos que envolvem corrupção policial, traumas familiares, abuso religioso, bruxaria e rituais de sangue.

O filme não entrega respostas fáceis. Pelo contrário, deixa o público com mais perguntas do que certezas, criando um campo fértil para novas histórias — sejam continuações ou prelúdios. Essa ausência de amarras no roteiro final é um recurso narrativo que Cregger já havia usado em Barbarian (2022), mas aqui ele amplia a escala e a profundidade.

Outro ponto alto está no elenco. Nomes como Josh Brolin, Julia Garner, Alden Ehrenreich, Benedict Wong e Amy Madigan se revezam em atuações intensas e convincentes. Essa mistura de veteranos com talentos de gerações mais jovens dá ao longa um equilíbrio dramático raro no gênero.

O prelúdio que pode acontecer

Segundo informações do The Hollywood Reporter, a Warner Bros. e a New Line Cinema já iniciaram conversas com Cregger para desenvolver um prelúdio focado na personagem Gladys Lilly, interpretada por Amy Madigan.

Gladys é tia de Alex (Cary Christopher), a única criança que não desaparece junto com os colegas. Apesar de seu tempo de tela relativamente curto, ela carrega uma aura de mistério que sugere uma bagagem muito maior do que a mostrada.

Fontes próximas à produção revelaram que Cregger chegou a escrever um extenso capítulo sobre o passado de Gladys, mas optou por cortar o material para manter o ritmo do longa. Esse conteúdo, no entanto, não foi descartado — e pode servir de base para o prelúdio.

Por que os fãs estão empolgados?

Quem acompanha o gênero sabe identificar quando um filme tem potencial para se expandir. O mesmo aconteceu com Invocação do Mal, que deu origem a um verdadeiro ecossistema de spin-offs, ou com Hereditário, que, embora não tenha ganhado continuação, deixou marcas profundas no terror moderno.

No caso de A Hora do Mal, a narrativa tem um toque quase antológico. Cada núcleo de personagem é denso o suficiente para sustentar seu próprio filme. Um prelúdio sobre Gladys seria apenas uma das portas possíveis — há outras tramas dentro do mesmo universo que também poderiam ser exploradas.

Outro diferencial é o tipo de horror que Cregger pratica: menos dependente de “jump scares” e mais voltado para um desconforto crescente, sustentado pela sensação de que algo insidioso está se infiltrando no cotidiano. Essa abordagem mantém viva a chama de curiosidade do público.

O obstáculo no caminho

Apesar da empolgação, é importante conter a ansiedade. O próprio Cregger afirmou que o prelúdio não será seu próximo trabalho. O motivo é simples: ele já está comprometido com um projeto de peso — o reboot da franquia Resident Evil.

Previsto para chegar aos cinemas em 18 de setembro de 2026, o longa promete uma abordagem mais fiel aos jogos da Capcom, mas sem abrir mão da assinatura narrativa do diretor. A produção exigirá meses de pré-produção, filmagens e pós-produção, o que torna improvável qualquer lançamento de A Hora do Mal antes de 2027.

Zach Cregger: de comédia ao terror

Curiosamente, Cregger iniciou sua carreira na comédia, integrando o grupo The Whitest Kids U’ Know. Essa bagagem se reflete no terror de forma surpreendente: diálogos mais naturais, personagens tridimensionais e subversão de expectativas.

Seu trabalho anterior, Barbarian, já havia mostrado sua capacidade de quebrar regras e surpreender o público. O filme consolida essa reputação e o coloca como um dos nomes mais promissores do terror contemporâneo.

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