Jovens Malditos | Villa Diodati volta a inspirar o horror em romance que revisita o nascimento da literatura gótica

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Duzentos anos depois de um verão que mudou para sempre a história da literatura, a Villa Diodati retorna ao centro da imaginação coletiva como cenário de medo, criação e confronto emocional. Em Jovens Malditos, romance da autora inglesa M. A. Bennett, publicado no Brasil pela Plataforma21, o lendário encontro que deu origem a Frankenstein e lançou as bases do mito moderno do vampiro é reimaginado sob a ótica do horror contemporâneo, dialogando diretamente com as angústias, dilemas e monstros do século XXI.

Localizada às margens do Lago de Genebra, a Villa Diodati foi palco, em 1816, de um dos episódios mais emblemáticos da cultura ocidental. Reunidos durante um verão marcado por tempestades e isolamento, Mary Shelley, Percy Bysshe Shelley, Lord Byron e John Polidori desafiaram uns aos outros a escrever histórias assustadoras. O resultado desse jogo criativo ecoa até hoje na literatura, no cinema e no imaginário popular. Em Jovens Malditos, esse passado não é apenas referência histórica, mas o alicerce simbólico de uma narrativa que questiona o papel da arte, da dor e da responsabilidade criativa.

A história começa com um convite sedutor. Quatro jovens artistas são selecionados para participar do programa Juventude Gótica, uma iniciativa que promete incentivar talentos nas artes literárias e cênicas. O objetivo declarado é ambicioso: reunir criadores contemporâneos para refletir sobre os medos atuais e reinventar, duzentos anos depois, aquele verão que deu origem à literatura gótica. O convite, porém, carrega um subtexto inquietante desde o início. Mais do que criar histórias de terror, os participantes são desafiados a olhar para dentro de si.

Os escolhidos representam diferentes formas de expressão artística e também diferentes maneiras de lidar com o mundo. Eve é uma booktuber conhecida por falar abertamente sobre morte, luto e temas que muitos preferem evitar. Griffin, um rapper de sucesso, transforma experiências de violência e exclusão social em letras cruas e confessionais. Hal construiu sua carreira como youtuber especializado em cinema de terror, alguém que domina a linguagem do medo, mas sempre a partir da segurança da tela. Ren, por sua vez, é um ator e performer fascinado por narrativas vampirescas, usando o próprio corpo como ferramenta de expressão artística.

Ao chegarem à Villa Diodati, os quatro se deparam com um ambiente que mistura reverência histórica e desconforto constante. Cada quarto presta homenagem a uma figura do encontro de 1816, reforçando o peso simbólico do lugar. No entanto, a mansão não se comporta como um simples retiro criativo. Há regras pouco claras, uma equipe silenciosa que evita contato direto e uma sensação persistente de que cada gesto está sendo observado. A promessa de liberdade artística rapidamente se transforma em vigilância.

O ponto de ruptura da narrativa ocorre durante a leitura do Fantasmagoriana, coletânea de histórias de terror que inspirou o desafio criativo original de Mary Shelley e seus contemporâneos. O exercício, proposto pela Fundação Diodati como parte do programa, desencadeia uma série de acontecimentos perturbadores. Visões, manifestações físicas inexplicáveis e experiências sensoriais extremas passam a afetar os participantes de forma individual e coletiva. Medos íntimos, culpas reprimidas e traumas mal resolvidos ganham forma, tornando impossível distinguir onde termina a criação artística e começa a realidade.

A situação se agrava com a chegada inesperada de uma visitante e sua morte misteriosa nos arredores da mansão. A partir desse evento, o clima de desconfiança se intensifica. Os jovens passam a questionar não apenas a segurança do local, mas as verdadeiras intenções da Fundação Diodati. O que deveria ser um espaço de criação se revela um território de experimentação extrema, onde ciência, tecnologia e ocultismo se entrelaçam de maneira inquietante.

Com sensibilidade e precisão, M. A. Bennett constrói uma narrativa que utiliza o horror como linguagem emocional. Jovens Malditos não se contenta em provocar medo superficial. O livro explora temas como identidade, pertencimento, sexualidade, culpa e trauma, transformando o terror em ferramenta de reflexão. Os monstros que surgem ao longo da história não são apenas criaturas sobrenaturais, mas projeções de dores reais, individuais e coletivas. A pergunta central deixa de ser “o que nos assusta?” e passa a ser “o que estamos dispostos a ignorar?”.

Inserido no subgênero conhecido como dark academy, o romance dialoga com uma estética marcada por espaços fechados, instituições enigmáticas e jovens intelectualmente inquietos. Ao mesmo tempo, mantém um forte vínculo com a tradição da literatura gótica, atualizando seus símbolos para um público contemporâneo. O resultado é uma obra que conversa tanto com leitores jovens quanto com aqueles já familiarizados com os clássicos do gênero.

Primeiro volume de uma duologia, Jovens Malditos aposta em personagens moralmente ambíguos e em uma trama que se constrói de forma gradual, intensificando a sensação de desconforto a cada capítulo. A leitura agrada fãs de narrativas como Wandinha e Stranger Things, mas também se destaca por sua abordagem mais psicológica e reflexiva, que recusa respostas fáceis ou finais reconfortantes.

“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” revela trailer final e prepara o público para uma despedida sombria

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem histórias que não nascem para acabar em silêncio. Elas precisam se despedir em voz alta, em um sussurro sombrio no meio da noite, entre cruzes viradas, luzes piscando e um arrepio que ninguém consegue explicar. É exatamente isso que promete “Invocação do Mal 4: O Último Ritual”, o capítulo final da saga de Ed e Lorraine Warren, que chega aos cinemas no dia 5 de setembro com o peso e o privilégio de encerrar uma das franquias mais queridas do cinema de terror contemporâneo.

Com a estreia do trailer final nesta quinta-feira (31) — que você confere logo abaixo — os fãs já podem perceber o clima de despedida: intenso, pessoal e carregado de tensão espiritual. A proposta do filme vai além de provocar sustos; ele quer emocionar. E talvez, no fundo, nos fazer entender que o verdadeiro terror nem sempre está nos demônios, mas sim naquilo que não conseguimos ver… só sentir.

Um adeus ao casal que enfrentou o além

Foram mais de dez anos, três filmes principais e outros seis derivados, mas nenhum personagem cativou tanto quanto o casal Warren, interpretado com dedicação visceral por Vera Farmiga e Patrick Wilson. Eles não eram apenas investigadores do oculto. Eram marido e mulher, parceiros na vida e no além, unidos por uma fé que foi colocada à prova a cada caso, a cada grito no escuro.

Agora, em “O Último Ritual”, os dois retornam mais vulneráveis do que nunca. Lorraine começa a sentir que sua conexão com o mundo espiritual está se tornando um fardo. Ed, por sua vez, sente o peso físico e emocional dos anos dedicados a enfrentar o mal. O novo caso, descrito como “o mais perigoso e íntimo de suas vidas”, parece ser o último desafio — um que talvez não se resolva apenas com orações e crucifixos.

Judy Warren assume o centro da história

Uma das surpresas do novo filme é o destaque dado a Judy Warren, filha do casal. Interpretada agora por Mia Tomlinson, Judy já não é mais a menina assustada de antes. Ela cresceu. E agora, com seu namorado Tony Spera (vivido por Ben Hardy), se vê no meio do novo pesadelo que ameaça não apenas os pais, mas tudo que eles construíram.

O trailer sugere que a fé de Judy será posta à prova de uma forma jamais vista na franquia. Afinal, crescer cercada por bonecas amaldiçoadas, fitas de exorcismo e uma sala trancada cheia de artefatos diabólicos deixa cicatrizes — algumas que só se revelam quando o mal decide voltar.

Bastidores com clima de despedida

As filmagens aconteceram em Londres, entre setembro e novembro de 2024. Segundo relatos da equipe, o clima nos bastidores era quase cerimonial. Diretores, produtores e elenco sabiam que estavam escrevendo o ponto final de uma história que mexeu com o público como poucas outras.

O diretor Michael Chaves, que também comandou A Maldição da Chorona e Invocação do Mal 3, assumiu a responsabilidade com o peso que ela exige. “Esse não é apenas um filme de terror. É uma carta de despedida. Um testamento”, declarou ele em entrevistas.

A trilha sonora, composta por Benjamin Wallfisch, volta com aqueles acordes que calafriam a espinha e deixam a tensão à flor da pele. Mas desta vez, a música também traz notas melancólicas, como se cada cena fosse o último ato de uma peça que não quer ser esquecida.

O medo que virou fenômeno

Quando Invocação do Mal estreou em 2013, dirigido por James Wan, ninguém imaginava que um simples caso de possessão nos anos 1970 se tornaria o estopim de um universo cinematográfico tão vasto. De lá para cá, o público foi apresentado à boneca Annabelle, à freira demoníaca Valak, à maldição da Chorona e à própria história por trás dos Warrens reais.

Mais do que gritos no cinema, a saga se tornou um fenômeno cultural, despertando o interesse por espiritualidade, ocultismo e fé como poucas obras conseguiram. Podcasts foram criados para analisar cada detalhe. Canais do YouTube investigaram os casos reais. A sala de relíquias dos Warrens se tornou quase um ponto turístico espiritual.

E agora, depois de tudo isso, o último filme chega com a missão de não apenas fechar o ciclo, mas honrar tudo o que veio antes.

Um enredo ainda misterioso

A Warner Bros. tem mantido o enredo sob segredo, mas sabe-se que o novo caso investigado por Ed e Lorraine será mais pessoal do que qualquer outro. Não se trata apenas de salvar uma família, mas de proteger o legado de sua própria fé. Há rumores de que o filme aborda um culto demoníaco infiltrado em instituições religiosas, o que colocaria em xeque tudo aquilo que os Warren sempre defenderam.

No centro do conflito, estão visões aterrorizantes, aparições com rostos familiares e uma entidade que parece conhecer os medos mais profundos de cada personagem. O mal, desta vez, não vem de fora — ele nasceu dentro do próprio sagrado.

Último ritual, últimos fantasmas

Se você acompanhou a saga desde o começo, prepare-se para reencontros. O filme contará com o retorno do Padre Gordon (Steve Coulter), figura importante nos filmes anteriores, além do carismático Drew (Shannon Kook), braço direito dos Warrens. É quase como reunir a família para um último jantar — só que cercado por velas tremeluzentes, sombras nos corredores e um crucifixo virado.

Há também nomes novos no elenco, como Rebecca Calder, Elliot Cowan, Kíla Lord Cassidy e Beau Gadsdon, sugerindo que o novo caso envolverá várias camadas de vítimas e testemunhas.

Mas uma ausência já confirmada é a de Sterling Jerins, que interpretava Judy nas versões anteriores. A mudança de atriz representa não apenas um salto temporal, mas uma Judy madura, capaz de encarar seus próprios demônios.

A despedida de uma geração

Assim como Harry Potter marcou uma geração com sua despedida em “Relíquias da Morte”, e Vingadores: Ultimato encerrou um ciclo épico para os heróis da Marvel, “O Último Ritual” carrega esse mesmo peso emocional para os fãs do terror. Estamos falando de personagens que nos acompanharam por mais de uma década, que cresceram conosco — e que agora precisam ser deixados partir.

Mas o terror, como a fé, nunca desaparece. Ele apenas muda de forma. E talvez, ao final do filme, a maior lição seja essa: os fantasmas nunca estão apenas do lado de fora. Às vezes, o que mais nos assusta vive dentro da gente.

Uma nova era à espreita?

Apesar de o filme ser anunciado como o capítulo final da saga dos Warrens, James Wan já deixou claro que isso não significa o fim do universo “Invocação do Mal”. Há especulações sobre possíveis spin-offs com Judy, sobre histórias derivadas da sala de artefatos ou até mesmo prequels que explorem os primeiros casos do casal.

Mas por enquanto, tudo é silêncio. Um silêncio denso, pesado, como o que antecede o último ritual. Como o silêncio que paira antes da luz apagar.

O que resta dizer?

“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” não chega como apenas mais um capítulo de sustos e possessões. Ele se apresenta como uma despedida íntima, quase como um abraço silencioso entre os criadores e o público que cresceu junto com essa história. Durante mais de uma década, Ed e Lorraine Warren foram mais do que caçadores de fantasmas — foram guias em meio ao desconhecido, luzes acesas no breu da tela, símbolos de uma fé que resistia mesmo quando tudo parecia perdido. Agora, com o fim à vista, não é só o cinema que se despede deles — somos nós. E ainda que a projeção termine, os ensinamentos, os silêncios e a coragem que eles deixaram continuarão ecoando em cada um que, um dia, enfrentou o escuro e escolheu acreditar.

Sarah Jessica Parker confirma conversas sobre o filme Abracadabra 3: “Gostaríamos de fazer”

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Foto: Reprodução/ Internet

Os fãs das irmãs Sanderson podem começar a acender as velas — ao que tudo indica, Abracadabra 3 está, sim, nos planos da Disney. Durante sua participação recente no programa Watch What Happens Live!, comandado por Andy Cohen, a atriz Sarah Jessica Parker confirmou que o trio de protagonistas está envolvido em conversas iniciais para um possível retorno à franquia de Halloween mais querida do estúdio. As informações são do Deadline.

“Não há desenvolvimentos concretos, além do fato de que gostaríamos de fazer”, afirmou Parker, que viveu a excêntrica bruxa Sarah Sanderson nos dois filmes anteriores. “Temos conversado sobre isso.”

A declaração, ainda que breve, foi suficiente para movimentar as redes sociais e reacender o entusiasmo dos fãs que acompanham a saga desde sua estreia em 1993, quando Abracadabra (título original: Hocus Pocus) chegou aos cinemas. Na época, o longa dirigido por Kenny Ortega apresentava um trio de bruxas hilárias e malignas — Winifred, Mary e Sarah Sanderson — que são acidentalmente ressuscitadas por um adolescente na noite de Halloween, em Salem, Massachusetts. Embora o filme tenha tido recepção morna nos cinemas, conquistou status de cult com o passar dos anos, tornando-se um clássico absoluto das maratonas de outubro.

Quase 30 anos depois, a sequência finalmente saiu do papel. Lançado em 2022 diretamente no Disney+, Abracadabra 2 trouxe novamente Bette Midler, Kathy Najimy e Sarah Jessica Parker como as icônicas bruxas do século XVII. A trama acompanha duas jovens que, sem querer, reacendem a vela da chama negra, libertando as irmãs Sanderson na Salem contemporânea. Sedentas por vingança e poder, as bruxas tentam retomar sua força antes do nascer do sol de Halloween, enquanto as adolescentes precisam impedir um novo caos.

Embora a continuação tenha dividido a crítica, Abracadabra 2 conquistou boa audiência na plataforma de streaming e reacendeu o interesse pela franquia. O apelo nostálgico, aliado ao carisma atemporal das atrizes, tornou a produção um dos destaques da temporada de Halloween daquele ano.

Agora, com Sarah Jessica Parker admitindo que o desejo de continuar existe, os rumores ganham ainda mais força. A Disney ainda não oficializou a produção de um terceiro longa, mas tudo indica que a porta está aberta — e que as bruxas ainda têm muitos feitiços na manga

Pecadores: Ryan Coogler e Michael B. Jordan revelam os bastidores intensos do novo sucesso de bilheteria

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A Warner Bros. Pictures liberou um novo vídeo exclusivo que mergulha nos bastidores de Pecadores (Sinners), longa dirigido por Ryan Coogler e protagonizado por Michael B. Jordan, que interpreta dois irmãos com destinos entrelaçados e marcados por feridas profundas. No material, Coogler compartilha reflexões sobre o processo criativo e celebra a parceria de longa data com Jordan, destacando a ousadia envolvida no projeto.

Acho que só o Michael conseguiria fazer isso com autenticidade. Foi uma chance rara de explorarmos o desconhecido juntos”, comenta o diretor. A produção exigiu de Jordan não apenas um domínio técnico apurado, mas também uma entrega emocional poderosa para dar vida aos irmãos Fuligem e Fumaça — personagens que representam faces opostas de uma mesma dor.

🔥 Dois irmãos, dois mundos — um destino comum

Com uma trama marcada por intensidade emocional, Pecadores se debruça sobre a trajetória de Fuligem e Fumaça, irmãos criados sob o mesmo teto, mas moldados por escolhas radicalmente diferentes. Um é silencioso, introspectivo e marcado pela perda; o outro, explosivo, instável e forjado pela sobrevivência. A dualidade entre eles é o motor da história, que alterna entre o drama existencial e a tensão de um thriller urbano.

No vídeo, Jordan revela que “viver dois personagens tão densos foi um dos maiores desafios da minha carreira”. Ele descreve o trabalho como um mergulho profundo em sentimentos que vão da culpa à redenção, do amor fraterno ao conflito irreparável.

🎥 Um tributo ao cinema, segundo Coogler

Para Coogler, Pecadores vai além de uma história de irmãos. “Este filme é, para mim, uma carta de amor ao cinema — aos grandes épicos de alma trágica, mas também às pequenas histórias de humanidade que nos moldam”, afirma o cineasta, conhecido por trabalhos como Creed e Pantera Negra. A fotografia carregada de simbolismos, o uso de silêncios como ferramenta narrativa e a trilha sonora impactante reforçam essa homenagem.

💰 Bilheteria e reconhecimento

Lançado recentemente nos cinemas brasileiros, Pecadores já arrecadou mais de R$ 15 milhões, firmando-se como um dos grandes destaques do ano nas bilheteiras nacionais. A produção foi ovacionada em pré-estreias internacionais e vem conquistando elogios da crítica especializada, que aponta o longa como um dos mais maduros e provocativos da carreira de Coogler e Jordan.

Filme brasileiro “Narciso”, de Jeferson De, revela primeiro trailer e aposta em fábula sensível sobre identidade e pertencimento

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O cinema brasileiro acaba de ganhar um novo título promissor voltado ao público infantojuvenil. “Narciso”, novo filme do diretor Jeferson De (Doutor Gama), teve seu primeiro trailer divulgado pelo Omelete, apresentando ao público os elementos centrais de uma história que mistura fantasia, emoção e reflexões profundas sobre identidade, pertencimento e afeto. O longa tem estreia prevista nos cinemas brasileiros para 19 de março.

 
 
 
 
 
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A trama acompanha Narciso, um menino órfão e negro que vive em um lar temporário administrado pelos irmãos Carmem e Joaquim. Às vésperas de seu aniversário, o garoto enfrenta um dos momentos mais delicados de sua vida: ele acaba de ser devolvido por um casal que havia iniciado o processo de adoção, decisão que o deixa ainda mais fragilizado e inseguro sobre seu lugar no mundo.

É nesse contexto de dor e frustração que surge um elemento mágico capaz de transformar sua trajetória. Alexandre, uma das outras crianças que vivem na casa, decide animar o amigo ao presenteá-lo com uma bola especial, que carrega um poder extraordinário. Segundo a lenda, se Narciso acertar três cestas, um gênio surgirá para conceder o seu maior desejo.

Quando a magia acontece, Narciso não hesita: seu pedido é simples, mas carregado de significado — ter uma família. O gênio confirma que o desejo será realizado, mas impõe uma condição inquietante: Narciso jamais poderá ver sua própria imagem refletida. A partir desse pacto, o filme se desenvolve como uma fábula contemporânea, em que fantasia e realidade caminham lado a lado.

À medida que a nova vida começa a tomar forma, Narciso se vê dividido. Embora a promessa de uma família se concretize, algo o incomoda profundamente: a saudade dos amigos, da casa de Carmem e do ambiente onde sempre se sentiu acolhido. O conflito interno do personagem cresce quando ele precisa lidar com a adaptação a uma família branca, colocando em evidência questões raciais, afetivas e culturais que atravessam sua jornada.

O trailer revela que o filme não se limita a uma narrativa mágica tradicional. Pelo contrário, “Narciso” utiliza o elemento fantástico como ferramenta para discutir temas complexos de forma acessível, especialmente para crianças e jovens. A proibição de ver o próprio reflexo funciona como metáfora para o apagamento, a construção da identidade e a busca por reconhecimento, tanto individual quanto coletivo.

Conhecido por abordar temas sociais e históricos com sensibilidade e força dramática, Jeferson De amplia aqui seu olhar para o universo infantil, sem abrir mão da profundidade que marca sua filmografia. Em Narciso, o diretor propõe uma reflexão sobre o que realmente define uma família, questionando se ela é formada apenas por laços legais ou se nasce, sobretudo, do afeto, da convivência e do sentimento de pertencimento.

Duna: Parte 3 – Messias inicia filmagens e promete expandir ainda mais o épico de Denis Villeneuve

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Foto: Reprodução/ Internet

O épico sci-fi comandado por Denis Villeneuve entra em sua fase mais ousada. Após o sucesso estrondoso de Duna: Parte 2, que consolidou a saga como um marco do cinema contemporâneo, “Duna: Parte 3 – Messias” já tem data para dar início às filmagens: a partir de 7 de julho, as câmeras voltam a rodar — e o deserto de Arrakis volta a respirar.

Zendaya na linha de frente: os olhos azuis de Chani brilham em Budapeste

A atriz Zendaya, que roubou a cena como Chani, já se encontra em Budapeste, cidade que mais uma vez servirá como base para a ambiciosa produção. É lá que a saga inicia sua terceira fase, que promete ser a mais densa, política e espiritual até aqui. A atriz será ainda mais central na narrativa, o que já aumenta as expectativas de fãs e críticos.

Filmar para resistir: Warner quer estrear em dezembro de 2026, sem atrasos

Com um cronograma apertado e muitas locações a percorrer, a Warner Bros. colocou o pé no acelerador para garantir que o filme chegue às telonas em 18 de dezembro de 2026, data estratégica no calendário de blockbusters. Villeneuve, fiel à sua proposta artística e aos detalhes visuais, se vê agora diante do desafio de equilibrar a grandiosidade da história com a precisão do tempo.

Messias e o peso do destino: Paul Atreides no centro do turbilhão

Se a Parte 2 mostrou Paul Atreides amadurecendo entre os Fremen e assumindo seu lugar como líder, Messias mergulha nas consequências desse poder. Inspirado no segundo livro de Frank Herbert, o novo filme vai além da guerra e da vingança — explora o peso de ser um mito vivo, o fardo de carregar nas mãos o futuro de um povo inteiro. O foco agora não é apenas sobreviver, mas enfrentar as sombras que vêm junto com a luz de um “salvador”.

Elenco cada vez mais poderoso: novas peças no tabuleiro imperial

A força da saga também se reflete em seu elenco estelar. Timothée Chalamet volta com intensidade ao papel de Paul. Zendaya ganha protagonismo definitivo. Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Josh Brolin e Stellan Skarsgård retornam com seus personagens marcantes.

Mas é o reforço que impressiona:

  • Christopher Walken, com sua presença imperial, vive o Imperador Shaddam IV; Florence Pugh assume o papel da estratégica princesa Irulan; Austin Butler retorna como o impiedoso Feyd-Rautha; Léa Seydoux, Souheila Yacoub e Anya Taylor-Joy entram para ampliar o peso dramático e simbólico da narrativa, com personagens que ainda guardam segredos.

O deserto está inquieto: o futuro de Duna será também uma reflexão

Com Duna: Messias, Villeneuve promete sair da zona de conforto dos efeitos visuais para entregar algo ainda mais complexo: uma história sobre fé, fanatismo, destino e consequências do poder. Não é apenas uma continuação — é um aprofundamento. Os dilemas humanos estarão mais vivos do que nunca, em uma produção que se equilibra entre o espetáculo e a filosofia.

Cine Aventura deste sábado (3) exibe “Buscando…”, suspense moderno que prende do início ao fim

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O Cine Aventura deste sábado, 3 de janeiro de 2026, reserva uma escolha diferente do que o público costuma esperar da sessão da Record TV. Em vez de explosões ou aventuras grandiosas, entra em cena “Buscando…” (Searching), um suspense que aposta na tensão emocional e na realidade digital para contar uma história que poderia acontecer com qualquer família.

Dirigido por Aneesh Chaganty, o filme chama atenção logo de cara pelo formato nada convencional. Toda a narrativa acontece a partir de telas de celulares, computadores, chamadas de vídeo e redes sociais. Pode parecer estranho à primeira vista, mas basta alguns minutos para o espectador se sentir completamente envolvido — quase como se estivesse ajudando a investigar o caso junto com o protagonista.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha David Kim, vivido por John Cho, um pai comum, dedicado e visivelmente amoroso. Sua rotina vira um pesadelo quando a filha de 16 anos, Margot, não volta para casa. No começo, a ausência parece algo simples, talvez um atraso ou um mal-entendido. Mas o silêncio se prolonga, as ligações não são atendidas e o desespero toma conta.

Sem saber por onde começar, David faz o que qualquer pessoa faria hoje em dia: abre o computador da filha. É ali, entre senhas, mensagens, vídeos e buscas na internet, que ele começa a montar um quebra-cabeça doloroso. Cada clique revela não apenas pistas sobre o desaparecimento, mas também a distância silenciosa que havia entre pai e filha. O suspense cresce de forma sutil, misturando tensão com culpa, medo e amor.

John Cho entrega uma atuação extremamente sensível, longe de exageros. Seu David Kim não é um herói, mas um pai assustado, cansado e disposto a tudo para encontrar a filha. Essa escolha torna o filme ainda mais impactante. Além disso, Buscando… marcou história ao se tornar o primeiro suspense mainstream de Hollywood protagonizado por um ator asiático-americano, algo tratado com naturalidade pela narrativa, sem discursos forçados.

Ao lado dele, Debra Messing interpreta a detetive Rosemary Vick, responsável pelo caso. Sua personagem foge do estereótipo da policial fria e distante, trazendo humanidade à investigação. Ela erra, questiona e também sente o peso emocional do desaparecimento, criando uma relação sincera com David ao longo da história.

Mesmo ausente fisicamente durante boa parte do filme, Margot Kim tem presença constante. Interpretada por Michelle La, a personagem ganha vida através de vídeos caseiros, mensagens e registros digitais. O longa também mostra diferentes fases da garota, vividas por Kya Dawn Lau, Megan Liu e Alex Jayne Go, reforçando o laço afetivo entre pai e filha e tornando a situação ainda mais dolorosa.

A história se completa com Sara Sohn, que interpreta Pamela Nam Kim, mãe de Margot e esposa de David. Sua ausência, apresentada logo no início, é fundamental para compreender a fragilidade emocional da família e o silêncio que se instalou entre eles ao longo do tempo.

Buscando… teve sua estreia mundial no Sundance Film Festival, em janeiro de 2018, onde rapidamente chamou atenção pela criatividade e pela forma intimista de contar um suspense. Pouco depois, a Sony Pictures Worldwide Acquisitions adquiriu os direitos de distribuição, levando o filme aos cinemas em agosto do mesmo ano. O resultado foi um sucesso que superou expectativas e transformou o longa em um dos thrillers mais comentados de 2018.

Mais do que um mistério sobre um desaparecimento, o filme propõe uma reflexão silenciosa sobre como nos relacionamos em tempos digitais. Ele questiona o quanto realmente conhecemos as pessoas que amamos e como a tecnologia pode aproximar, mas também afastar. Cada notificação que surge na tela carrega tensão e emoção, fazendo o espectador se identificar com aquele pai perdido em meio a senhas, abas abertas e segredos.

Sessão da Tarde desta sexta (18) exibe Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, estrelado por Harrison Ford

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Foto: Reprodução/ Internet

A TV Globo exibe nesta sexta-feira, 18 de julho, o longa Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal na Sessão da Tarde. Quarto filme da icônica franquia, a produção marca o retorno de Harrison Ford ao papel do arqueólogo mais famoso do cinema, desta vez envolvido em uma trama repleta de conspirações, enigmas históricos e rivalidades no auge da Guerra Fria. Dirigido por Steven Spielberg, o filme combina ação clássica, humor e doses ousadas de ficção científica.

Ambientado em 1957, a narrativa começa com Indiana e seu parceiro Mac (Ray Winstone) escapando de um grupo de agentes soviéticos em uma base militar americana. De volta à universidade onde leciona, Jones descobre que sua reputação está em jogo, sendo forçado a deixar o cargo. Tudo muda quando ele cruza o caminho do jovem rebelde Mutt Williams, interpretado por Shia LaBeouf, que o convence a embarcar em uma jornada em busca da lendária Caveira de Cristal de Akator, um artefato misterioso e de poder incalculável.

Mas a missão está longe de ser tranquila. Os soviéticos também estão atrás da caveira, e à frente deles está a enigmática e implacável Irina Spalko, vivida por Cate Blanchett. Disposta a tudo para capturar o artefato e usá-lo como uma arma psíquica em nome da União Soviética, Spalko se torna uma das antagonistas mais marcantes da franquia, com sua presença fria e visual imponente.

Ao longo do filme, a dupla Jones e Mutt percorre selvas, cidades perdidas e locais sagrados da América do Sul, enfrentando armadilhas mortais, inimigos implacáveis e dilemas entre razão e misticismo. É uma aventura que reflete a maturidade de Indiana Jones, agora mais experiente, mas ainda impulsionado por sua paixão pelo desconhecido — e por uma certa teimosia.

Lançado em 2008, O Reino da Caveira de Cristal foi recebido com entusiasmo e controvérsia. Parte do público estranhou a virada mais sobrenatural do roteiro, com elementos que se distanciam da arqueologia clássica presente nos filmes anteriores. No entanto, o longa representa um capítulo importante da saga, especialmente por trazer de volta personagens queridos e expandir o universo criado por George Lucas e Spielberg.

Além de Harrison Ford e Shia LaBeouf, o elenco conta com Karen Allen, que reprisa o papel de Marion Ravenwood, além de John Hurt e Jim Broadbent em participações importantes. A produção mantém a assinatura visual e narrativa dos filmes anteriores, com cenas de ação práticas, perseguições explosivas e uma trilha sonora clássica de John Williams.

Para quem quiser rever ou assistir pela primeira vez, o filme vai ao ar na Globo a partir das 15h30. Fora da TV, ele também está disponível por streaming no Telecine e Paramount+, além de opções de aluguel e compra digital no Prime Video.

“Dead by Daylight” vai ganhar adaptação para os cinemas com roteiristas ligados ao universo Invocação do Mal

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O universo sombrio de Dead by Daylight está cada vez mais próximo de sair das telas dos videogames para ocupar as salas de cinema. De acordo com o The Hollywood Reporter, a adaptação cinematográfica do jogo será escrita por David Leslie Johnson-McGoldrick e Alexandre Aja, dois nomes com experiência consolidada no gênero do terror. O projeto reúne a força criativa da Blumhouse Productions, da Atomic Monster e da Behaviour Interactive, estúdio responsável pelo desenvolvimento do game original.

A escolha dos roteiristas chama atenção. Johnson-McGoldrick colaborou diversas vezes com James Wan e ajudou a expandir o universo de The Conjuring, uma das franquias mais lucrativas do terror contemporâneo. Já Alexandre Aja construiu sua reputação com filmes intensos e viscerais como The Hills Have Eyes, Piranha 3D e Crawl. Embora Aja esteja envolvido apenas como roteirista e não vá dirigir o longa, sua assinatura criativa já indica que a adaptação deve apostar em tensão constante e atmosfera sufocante. Ele está atualmente dedicado à sequência de Sob as Águas do Sena para a Netflix, o que abriu espaço para que as produtoras iniciem a busca por um diretor que abrace essa visão.

Jason Blum, fundador da Blumhouse, afirmou que o projeto pretende equilibrar profundidade emocional com intensidade implacável. A proposta é construir um filme que não se limite a reproduzir sustos rápidos, mas que mergulhe no terror psicológico e no horror de sobrevivência que consagraram o jogo. A ideia é que o medo seja algo conquistado ao longo da narrativa, sustentado por personagens fortes e por uma sensação constante de ameaça.

Lançado em 2016 pela Behaviour Interactive, Dead by Daylight rapidamente se transformou em um dos títulos mais populares do gênero survival horror multiplayer. Seu formato assimétrico, em que um jogador assume o papel de assassino enquanto até quatro controlam sobreviventes tentando escapar, criou uma experiência tensa e imprevisível. Enquanto o assassino enxerga em primeira pessoa e persegue suas vítimas, os sobreviventes jogam em terceira pessoa e precisam reparar cinco geradores espalhados pelo mapa para abrir os portões de saída. Eles não podem lutar diretamente, apenas correr, se esconder, usar obstáculos e contar com trabalho em equipe. Quando resta apenas um sobrevivente, surge ainda a possibilidade de fuga por uma escotilha, alternativa que pode ser fechada pelo assassino. Essa dinâmica simples, mas extremamente eficaz, ajudou o game a ultrapassar a marca de 50 milhões de jogadores ao redor do mundo.

Parte do sucesso também se deve ao impressionante catálogo de personagens licenciados que transformou o jogo em um verdadeiro encontro de ícones do terror. Ao longo dos anos, Dead by Daylight incorporou figuras e elementos de franquias como Halloween, A Nightmare on Elm Street, The Texas Chain Saw Massacre, Scream, Saw, Stranger Things, Silent Hill, Resident Evil, Hellraiser, Ringu e Alien. Até Nicolas Cage entrou no universo do game como personagem jogável, reforçando o alcance cultural da marca.

No centro de tudo está a Entidade, uma força sobrenatural que sequestra assassinos e sobreviventes de diferentes realidades para submetê-los a julgamentos eternos. Alimentando-se da esperança e do medo, ela cria cenários fragmentados onde a caça se repete indefinidamente. Essa mitologia sombria, que mistura terror psicológico, fatalismo e ciclos de violência, pode oferecer ao cinema uma base narrativa rica, indo além da simples estrutura de perseguição.

O grande desafio da adaptação será transformar a experiência interativa em uma narrativa cinematográfica envolvente. No jogo, a tensão nasce da imprevisibilidade e das decisões dos jogadores. No cinema, será preciso construir personagens com os quais o público se conecte emocionalmente, mantendo ao mesmo tempo a sensação constante de ameaça. Com o envolvimento da Blumhouse e da Atomic Monster, estúdios que ajudaram a redefinir o terror moderno, as expectativas são altas.

Angra anuncia show histórico no Espaço Unimed com Rebirth na íntegra e reencontro da formação “Nova Era”

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FOTO POR @ELLENARTIE

Os fãs de heavy metal brasileiro já podem marcar no calendário: no dia 29 de abril de 2026, o Angra sobe ao palco do Espaço Unimed, em São Paulo, para uma apresentação que promete entrar para a história. O espetáculo celebra os 25 anos de Rebirth, disco que redefiniu os rumos da banda no início dos anos 2000 e se tornou um dos trabalhos mais emblemáticos do metal nacional.

A noite terá um significado ainda mais especial: será a única performance da formação conhecida como “Nova Era” fora do festival Bangers Open Air. No palco, estarão reunidos Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Aquiles Priester, marcando um reencontro aguardado há quase duas décadas.

Um reencontro raro e carregado de simbolismo

A última vez que a formação completa do período Rebirth se apresentou como Angra foi em 2007, no encerramento da turnê de Aurora Consurgens. Desde então, os cinco músicos seguiram caminhos distintos e nunca mais dividiram o palco sob o nome da banda. Essa longa ausência torna o reencontro ainda mais emblemático, especialmente para os fãs que acompanharam a fase de reconstrução do grupo após mudanças profundas em sua estrutura.

O show em São Paulo ganha contornos ainda mais grandiosos porque também contará com a presença da formação atual: Alírio Netto, Marcelo Barbosa e Bruno Valverde se juntam aos músicos da era Rebirth, criando um encontro de gerações que celebra diferentes capítulos da trajetória do Angra. Mais do que uma apresentação comemorativa, o evento se consolida como uma convergência de histórias, estilos e momentos que ajudaram a moldar a identidade da banda.

Rebirth na íntegra e uma viagem pela discografia

O ponto central da noite será a execução completa de Rebirth, álbum lançado em 2001 e responsável por recolocar o Angra em evidência no cenário internacional. Faixas como “Nova Era”, “Heroes of Sand” e “Rebirth” se tornaram hinos de uma geração e simbolizaram o renascimento artístico do grupo, tanto em sonoridade quanto em projeção global.

O espetáculo será apresentado em formato ampliado, com produção especial e um repertório dividido em blocos temáticos. A proposta é conduzir o público por uma jornada musical que percorre momentos decisivos da carreira da banda, desde a reconstrução até a consolidação internacional e a fase contemporânea.

Além de Rebirth, o setlist incluirá músicas de álbuns fundamentais como Temple of Shadows e Aurora Consurgens, trabalhos que aprofundaram a maturidade composicional do grupo e ampliaram sua base de fãs ao redor do mundo.

Homenagem à era clássica e olhar para o futuro

A apresentação também prestará tributo à fase clássica liderada pelo saudoso Andre Matos, eternizada em discos como Angels Cry, Holy Land e Fireworks. Essas obras ajudaram a consolidar o nome do Angra como um dos principais representantes do metal melódico no mundo, combinando técnica apurada, influências eruditas e elementos da música brasileira.

A fase mais recente da banda também terá espaço no repertório, com faixas de Secret Garden, Ømni e Cycles of Pain. A inclusão dessas músicas reforça a ideia de continuidade e evolução, mostrando que o Angra não vive apenas de seu passado glorioso, mas segue produzindo material relevante e atual.

Um marco para o metal brasileiro

Com mais de três décadas de carreira, o Angra construiu um legado que ultrapassa fronteiras. A banda ajudou a projetar o metal brasileiro no exterior e influenciou inúmeras formações ao redor do mundo. O show no Espaço Unimed se apresenta como um dos momentos mais simbólicos dessa trajetória, reunindo passado, presente e futuro em uma mesma celebração.

Para os fãs, será uma oportunidade rara de testemunhar ao vivo a força de um álbum que marcou época e de assistir ao reencontro de músicos que escreveram capítulos fundamentais da história do metal nacional. Para a banda, representa a reafirmação de um legado construído com perseverança, talento e reinvenção constante.

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