Georgie e Mandy retornam em outubro com novos episódios do spin-off de Young Sheldon

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Enquanto a família Cooper se despede oficialmente de Young Sheldon, uma nova fase ganha fôlego com o spin-off focado em Georgie e Mandy. A série, que se propõe a explorar os dilemas reais da vida adulta — longe das salas de aula e da infância retratada na série original —, retorna para seu segundo ano no dia 15 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, os episódios devem chegar à HBO Max, mas a plataforma ainda não anunciou a data exata.

Um novo começo com muitas contas para acertar

Na série, Georgie Cooper Jr. (Montana Jordan) e Mandy McAllister (Emily Osment) assumem o protagonismo narrativo em uma jornada que mistura afeto, tropeços e amadurecimento. Depois do impacto emocional causado pela morte de George Sr., pai de Georgie, o casal decide recomeçar a vida com o bebê recém-nascido — e esse recomeço não é nada romântico.

O cenário? O Texas. O pano de fundo? Uma vida que exige decisões grandes demais para pessoas ainda tentando entender quem são. A série mergulha nesse turbilhão sem perder o senso de humor característico do universo Cooper, mas aposta em um tom mais maduro, com foco em relacionamentos frágeis, responsabilidades inesperadas e a difícil arte de crescer quando não há mais ninguém para guiar o caminho.

Nem tudo é piada — e isso é um acerto

Ao contrário do que muitos spin-offs fazem, Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento não tenta repetir fórmulas. A série entende que seu público cresceu — e os personagens também. Aqui, as piadas dividem espaço com incertezas emocionais, erros reais e conversas sérias sobre dinheiro, futuro e frustração. Ainda há leveza, mas com outra densidade.

Sob a supervisão criativa de Chuck Lorre, Steven Molaro e Steve Holland, a série assume um olhar mais empático sobre seus protagonistas. Mandy, por exemplo, está longe de ser apenas a “mãe jovem” — ela é complexa, direta, engraçada e ambiciosa. Georgie, que em Young Sheldon era retratado como impulsivo e meio perdido, agora precisa se provar como pai, marido e adulto.

Pacificador | Novo trailer da 2ª temporada promete ação intensa e amplia conexões no DCU

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O universo de super-heróis da DC está prestes a ganhar mais uma peça fundamental: a segunda temporada de Pacificador. O novo trailer da série, divulgado recentemente, finalmente revelou os primeiros vislumbres dos episódios que chegam à HBO Max em 21 de agosto de 2025, marcando um capítulo essencial na construção do renovado DC Universe (DCU).

Para os fãs, a expectativa não poderia ser maior. Desde os primeiros filmes do DCEU, o público acompanha uma trajetória de altos e baixos na forma como os personagens e histórias se conectam. Agora, com a DC Studios adotando uma abordagem mais consistente e interligada, produções como a do anti-herói deixam de ser simples spin-offs para se tornarem elementos centrais de um universo compartilhado mais sólido, repleto de referências, conexões e consequências diretas entre filmes e séries.

Um anti-herói que conquista pela complexidade

O charme da série sempre esteve no equilíbrio entre brutalidade e humanidade. John Cena retorna como Chris Smith, um anti-herói que, apesar de seu comportamento ríspido e sarcasmo constante, revela vulnerabilidades profundas. Essa complexidade foi um dos grandes trunfos da primeira temporada, que conquistou fãs não apenas por cenas de ação impactantes, mas pelo mergulho psicológico no personagem.

O público aprendeu a acompanhar um homem imperfeito, que acredita em sua própria versão distorcida de justiça. Ao mesmo tempo em que provoca risadas com sua postura exagerada, Chris Smith também desperta reflexões sobre moralidade, responsabilidade e os limites entre certo e errado. Esse dualismo é o que torna a série única no universo de adaptações de quadrinhos, e a segunda temporada promete expandir ainda mais essas nuances.

Humor negro e ação: a marca de James Gunn

Além da construção do protagonista, Pacificador se destaca por sua combinação de comédia negra e ação de super-herói. James Gunn, criador, roteirista e diretor da série, imprime seu estilo característico, com diálogos afiados, timing cômico perfeito e cenas de ação coreografadas com intensidade cinematográfica.

Essa mescla de gêneros garante que a série seja ao mesmo tempo divertida, crítica e emocionalmente envolvente. Não se trata apenas de explosões e lutas: cada episódio explora a humanidade dos personagens, suas falhas e dilemas, criando uma narrativa que dialoga com o público de maneira madura e sofisticada, sem perder o tom leve que tornou a primeira temporada um sucesso.

Desafios e bastidores da produção

A segunda temporada, embora aguardada, não surgiu sem desafios. James Gunn, agora co-presidente da DC Studios, precisou dividir seu tempo entre funções executivas e o trabalho criativo direto nas produções, o que atrasou parcialmente o cronograma inicial. Além disso, a produção do spin-off Waller teve prioridade, mas acabou adiada devido às disputas trabalhistas que afetaram Hollywood em 2023.

Com esses ajustes, a equipe retomou a produção de Pacificador no início de 2024, garantindo que a série tivesse foco total. As filmagens aconteceram entre junho e novembro no Trilith Studios, em Atlanta, e foram conduzidas em paralelo com o novo filme do Superman, reforçando a ideia de um universo compartilhado interconectado.

Elenco robusto e novas conexões

John Cena retorna como Pacificador, e a série mantém um elenco sólido e diversificado. Entre os destaques estão Danielle Brooks (Orange Is the New Black), Freddie Stroma (Harry Potter e o Enigma do Príncipe, Bridgerton), Jennifer Holland (Birds of Prey), Steve Agee (The Suicide Squad), Robert Patrick (O Exterminador do Futuro 2, Wayne), Sol Rodríguez (Soy Luna), David Denman (The Office, Mamma Mia! Here We Go Again), Tim Meadows (Saturday Night Live, Scream Queens) e Michael Rooker (Guardiões da Galáxia, The Walking Dead). A presença de Frank Grillo, interpretando Rick Flag Sr. (Esquadrão Suicida, Capitão América: O Soldado Invernal), adiciona um elemento de peso, conectando diretamente a série aos filmes do Esquadrão Suicida e ao novo filme do Superman.

Essa teia narrativa é uma prova do cuidado da DC Studios em criar coerência e continuidade dentro do DCU. Cada personagem, mesmo os secundários, tem potencial de influenciar acontecimentos em outras produções, criando um universo interligado que recompensa fãs atentos e permite múltiplos níveis de engajamento.

O que esperar da segunda temporada

Embora muitos detalhes da trama ainda estejam guardados, algumas pistas já são visíveis no trailer: Chris Smith continua navegando entre sua missão violenta e as situações cômicas que surgem de seu comportamento impulsivo. A série promete explorar novas ameaças, personagens misteriosos e dilemas morais ainda mais complexos, aprofundando a jornada do anti-herói que conquistou o público na primeira temporada.

O humor ácido permanece, mas agora com maior inserção de drama e ligação direta com o universo maior da DC. Essa abordagem cria um equilíbrio dinâmico: ação de alto impacto, momentos cômicos bem-humorados e desenvolvimento psicológico consistente, mantendo os fãs engajados e curiosos sobre o que vem a seguir.

Pacificador como peça-chave do DCU

A segunda temporada não é apenas entretenimento: é um movimento estratégico da DC Studios para solidificar o DCU como um universo coeso. Com o lançamento de filmes como Superman abrindo portas para novos personagens e tramas, séries como Pacificador ajudam a estabelecer um alicerce narrativo interconectado, preparando o terreno para futuras histórias e spin-offs.

Essa integração reforça a ideia de que cada produção tem peso dentro do universo compartilhado, tornando cada episódio uma oportunidade para entender conexões, relações e consequências que vão além da tela.

Preta Gil em cena: a Jornada da cantora além dos palcos, nas telas da TV e do cinema

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Preta Gil sempre foi sinônimo de entrega. Sua voz potente, suas bandeiras pessoais e sua presença vibrante no palco também encontraram espaço nas telas da televisão e do cinema. Ao longo de sua carreira, mesmo sendo reconhecida nacionalmente como cantora, Preta ousou ampliar seus caminhos artísticos. Atuou em novelas, apareceu em séries, participou de filmes e documentários — quase sempre emprestando sua verdade, sua coragem e sua autenticidade a cada cena.

Mais do que interpretações pontuais, cada uma de suas participações carregava um traço de representatividade. Quando surgia nas novelas ou nos filmes, era sempre com a convicção de que corpos como o seu, vozes como a sua, e vivências como a sua também pertencem à dramaturgia brasileira. Era a Preta em sua essência: sem filtros, sem moldes e sem medo de ser múltipla.

A estreia nas novelas: Vanusa, a irmã irreverente

A estreia oficial de Preta Gil como atriz de novela aconteceu em 2003, no folhetim Agora É Que São Elas, da TV Globo. Ela interpretava Vanusa Silveira, uma personagem leve e divertida, irmã da protagonista Leonarda (vivida por Débora Falabella). Na trama, Preta encontrou espaço para atuar e cantar — uma combinação que lhe era muito natural. Foi sua primeira experiência como atriz em teledramaturgia, e uma confirmação de que seu carisma extrapolava os palcos.

Na época, Preta já estava se consolidando como cantora pop, após o lançamento de seu primeiro disco. Estar na novela foi mais do que uma vitrine: foi um gesto de afirmação. Era uma mulher real, fora dos padrões convencionais, conquistando espaço em horário nobre, com humor, humanidade e brilho.

Participações que deixaram marca nas novelas da Globo

Mesmo sem seguir carreira como atriz fixa de novelas, Preta deixou sua marca em várias tramas ao longo dos anos. Em Caminho das Índias (2009), por exemplo, ela apareceu como ela mesma em uma boate, em um dos episódios que celebrava a pluralidade cultural — tema central da novela de Glória Perez. A sua presença, ainda que rápida, trouxe alegria e autenticidade à cena.

Em 2012, foi a vez de Preta invadir o universo pop de Cheias de Charme. No auge do sucesso das “Empreguetes”, o trio fictício vivido por Taís Araújo, Isabelle Drummond e Leandra Leal, Preta fez uma participação especial, cantando e interagindo com as personagens. A conexão era natural — afinal, ela mesma sempre foi uma espécie de “empreguete da vida real”: mulher guerreira, popular, amada pelo público e cheia de swing.

Já na série Sexo e as Negas (2014), também de Falabella, Preta surgiu como uma aliada das protagonistas. Sua participação foi mais do que artística: foi política. Estar ali, em uma produção protagonizada por mulheres negras da periferia carioca, era reconhecer sua própria origem e reforçar sua luta pela representatividade.

No cinema: pequenos papéis, grandes presenças

No cinema, Preta Gil também deixou sua digital. Em 2005, apareceu como ela mesma no filme Mais Uma Vez Amor, de Rosane Svartman. Em uma das cenas românticas da trama, sua performance musical servia de pano de fundo para os sentimentos dos protagonistas, interpretados por Dan Stulbach e Juliana Paes.

Em 2006, participou do universo encantado de Xuxa Gêmeas, mais uma vez como ela mesma. A leveza da produção infantil combinava com o humor despretensioso de Preta, que surgia como presença especial, cheia de alegria. Já em A Guerra dos Rocha (2008), comédia dirigida por Jorge Fernando, ela fez uma breve, porém divertida, aparição — sempre com aquele brilho que preenche a tela, mesmo quando a cena é curta.

Anos depois, já em 2018, integrou o elenco de Coração de Cowboy, filme protagonizado por Gabriel Sater, em um papel que homenageava a música brasileira e sua fusão entre estilos. Novamente, foi ela mesma — porque, convenhamos, ninguém encarna Preta melhor do que a própria Preta.

Entre realities, séries e especiais musicais

Além das novelas e dos filmes, Preta foi figura constante em programas de auditório, talk shows e realities musicais. Em Mister Brau, série protagonizada por Taís Araújo e Lázaro Ramos, ela fez uma participação especial em um dos episódios, trazendo sua irreverência para o universo fictício da produção. Também apareceu em Vai Que Cola, sucesso do Multishow, em um episódio hilário que brincava com os exageros do mundo dos famosos.

Fora das atuações, esteve inúmeras vezes em programas como Altas Horas, Amor e Sexo, Encontro com Fátima Bernardes e Programa do Jô, sempre como uma voz ativa sobre temas como amor livre, bissexualidade, gordofobia e empoderamento feminino. Ela transformava entrevistas em atos de resistência — e palcos em trincheiras do afeto.

Um corpo político, uma presença artística

Preta nunca atuou apenas por atuar. Cada uma de suas aparições nas telas tinha um propósito — muitas vezes implícito, outras vezes escancarado. Representar uma mulher gorda, negra, livre e desbocada em espaços de destaque era, por si só, um ato revolucionário. Ela sabia disso. E usava esse espaço com responsabilidade, humor e ousadia.

Muitas mulheres se viram nela. Muitos jovens LGBTQIA+ encontraram consolo em sua liberdade. E muita gente começou a refletir sobre preconceitos ao vê-la dançando, rindo e vivendo nas novelas, séries e filmes.

Preta Gil era personagem da própria história — e também das nossas

Ao revisitar sua trajetória nas telas, fica claro: Preta Gil foi maior do que qualquer papel. Foi presença, foi afeto, foi coragem. Mesmo nos personagens coadjuvantes, ela ocupava tudo com verdade. E mesmo quando interpretava a si mesma, não era vaidade: era manifesto.

Preta não estava nas novelas apenas para fazer número. Estava para lembrar que outras histórias também merecem ser contadas. E que a arte, quando feita com o coração, atravessa qualquer limite de tela.

Eternamente Preta — na música, na TV, no cinema e na memória coletiva do Brasil.

Eita, Lucas! deste sábado (16/08) celebra os 44 anos do SBT com estreia de novo quadro e prêmios para o público

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No próximo sábado, 16 de agosto, o Eita, Lucas! vai transformar a tela do SBT em uma verdadeira festa para celebrar os 44 anos da emissora. E, desta vez, quem recebe o presente é o público, com a estreia do novo quadro “Eita Glória”, que promete levar emoção, surpresa e diversão às ruas de Osasco (SP) e aos bastidores do canal.

A programação especial começa às 15h, com Lucas levando sua energia contagiante para o centro de Osasco. A proposta do quadro é simples, mas impactante: notas de diferentes valores — R$ 2, R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200 — são distribuídas aleatoriamente para pedestres e transeuntes. Mas há uma surpresa: a menor cédula, a nota de R$ 2, esconde a maior chance de prêmios. Quem a recebe poderá escolher entre quatro envelopes que guardam benefícios como o pagamento de 1, 2 ou 3 boletos, ou um envelope surpresa que transforma os R$ 2 em R$ 2.000.

O objetivo do quadro vai além do valor monetário: a ideia é transformar o dia de alguém em um verdadeiro “Eita Glória”, proporcionando momentos de leveza, alegria e até mesmo alívio financeiro, ao quitar contas que tiram o sono de muitas pessoas. Lucas, com seu carisma inconfundível, conduz a dinâmica com espontaneidade e bom humor, conquistando a simpatia de todos que cruzam seu caminho.

A celebração não fica restrita às ruas de Osasco. Nos estúdios do SBT, durante a gravação do Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel, Lucas invade os bastidores para um momento especial chamado “Carona da Sorte”. Neste quadro, a atenção se volta para o público feminino, homenageando as “mulheres animadas do auditório”. Uma delas é escolhida de forma inesperada e tem a chance de ganhar até R$ 10.000 em prêmios, transformando sua presença no programa em um momento inesquecível.

O “Carona da Sorte” mantém a essência do “Eita Glória”: surpresas que geram sorrisos, interações genuínas e o sentimento de que a felicidade pode surgir nos lugares mais inesperados. Ao longo do episódio, Lucas combina espontaneidade, energia positiva e sensibilidade para criar uma atmosfera de celebração verdadeira, que reflete o espírito do SBT e sua tradição de aproximar o público da tela da televisão.

O episódio especial de aniversário do SBT se encerra com um clássico da emissora: o corte do bolo, reunindo alegria, emoção e carinho em um gesto simbólico que atravessa gerações. A cena, que combina o clima festivo com a participação do público, reforça a imagem da emissora como “a TV mais feliz do Brasil”, capaz de unir famílias e espectadores em torno de momentos de celebração.

Ao longo de quatro décadas, o SBT construiu uma relação próxima com seu público, e o “Eita, Lucas!” se mostra mais uma extensão dessa tradição. Com quadros interativos, surpresas para os telespectadores e uma programação que mistura humor, emoção e entretenimento, o programa reforça a marca de alegria e acessibilidade que consolidou a emissora como referência na televisão brasileira.

O novo quadro é uma prova de como pequenas ações podem gerar grandes impactos na vida das pessoas. Ao transformar uma simples nota de R$ 2 em momentos de felicidade ou prêmios consideráveis, o programa estimula a empatia, a surpresa e a valorização do inesperado. Para o público, a experiência vai além do entretenimento: é uma oportunidade de se sentir parte da celebração, de viver a emoção junto com Lucas e de perceber que, às vezes, a alegria está nas pequenas coisas.

Além disso, a ação nas ruas de Osasco aproxima a televisão da vida real, mostrando pessoas comuns vivendo experiências únicas, compartilhando emoções genuínas e participando ativamente do espetáculo. Essa conexão direta entre programa e público é uma marca do SBT, que há décadas aposta na interação e na proximidade com os telespectadores.

Resumo da novela As Filhas da Senhora Garcia de hoje (2) – Luis Portilla exige que a família acolha Mar e Ofélia de volta

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No capítulo de As Filhas da Senhora García que vai ao ar hoje, terça-feira, 2 de setembro, Luis Portilla manifesta aos filhos sua profunda decepção, deixando claro o quanto espera mais responsabilidade e maturidade deles. O retorno de Luis à casa provoca mudanças imediatas: os irmãos Portilla precisam acolher Mar e Ofelia de volta, reorganizando a rotina familiar e enfrentando sentimentos conflituosos que surgem com essa reconciliação. Rocío procura Valeria em busca de ajuda para se aproximar de Arturo e Nicolás, mostrando sua determinação em criar novas conexões e aprofundar relacionamentos, mesmo diante das tensões familiares.

O que vai acontecer nos próximos capítulos de As Filhas da Senhora Garcia?

Valéria enfrenta dificuldades para se concentrar no trabalho devido à presença de Arturo e, incomodada, pede que ele se mantenha distante. Enquanto isso, Ofélia alerta Camila para vigiar Juan, pois ele ainda está à procura de sua filha, demonstrando preocupação com os acontecimentos ao redor. Mar, por sua vez, decide contar a Valéria a verdade sobre seu filho, revelando segredos que alteram as relações entre os personagens.

Susana procura Ofélia com uma pergunta direta: se o filho de Mar é de Juan, buscando esclarecer dúvidas que impactam o núcleo familiar. Rocío tenta se aproximar de Arturo no escritório de Portilla, mas acaba encontrando Nicolás, que reage de forma brusca, pedindo que ela se afaste e nunca mais retorne.

A tensão aumenta com a morte de Graciela, deixando a família Portilla devastada. Rocío comparece ao funeral, mas é confrontada por Ofélia, que a acusa de atitudes impróprias. Susana sugere que Camila tenha um filho para proteger Juan, evidenciando estratégias e preocupações com a segurança familiar.

No meio desse turbilhão, Arturo consegue se aproximar de Valéria, reacendendo o relacionamento entre os dois, enquanto Nicolás sofre em silêncio, lidando com suas próprias emoções. Valéria, por sua vez, visita o apartamento onde irá morar, consolidando mudanças em sua vida. Rocío tenta se aproximar de Valéria para ter contato com Nicolás e Arturo, mas respeita a delicadeza da situação e evita se intrometer.

Luis exige que Ofélia trate Mar com respeito e sem qualquer tipo de maltrato, reforçando sua autoridade e impondo limites na convivência familiar. Valéria encontra Nicolás no prédio e anuncia que agora serão vizinhos, um detalhe que aproxima os personagens e cria novas possibilidades de interação. Paula, preocupada com Mar, dá conselhos sobre como ser uma boa esposa para Luis e a acompanha em compras de roupas, tentando ajudá-la a se adaptar ao novo contexto.

Rocío descobre que a pessoa que pensava ser Glória é, na verdade, Ofélia, revelando mais um segredo que muda a dinâmica entre os personagens. Enquanto isso, os filhos de Luis reclamam dos excessos de Mar, mas ele impõe restrições, mostrando que o equilíbrio familiar ainda depende de limites claros. Por fim, a grande soma de dinheiro de Ofélia levanta dúvidas sobre a humildade e as reais intenções de Mar, acrescentando ainda mais tensão e mistério à trama.



HERBIE ganha balde temático em estreia de novo Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

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Em um encontro preciso entre marketing afetuoso, memória afetiva e a redescoberta de ícones esquecidos, a rede de cinemas AMC revelou nesta semana uma peça que vai além do simples consumo de pipoca: um balde interativo inspirado em H.E.R.B.I.E., o simpático robô do Quarteto Fantástico. A ação faz parte da campanha de lançamento de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos e sinaliza não apenas a reestreia da equipe nas telonas, mas também o zelo da Marvel Studios em se reconectar com sua própria história.

Sim, é só um balde de pipoca. Mas também é muito mais do que isso. Com rodinhas móveis, sensores de luz e uma cabeça giratória, HERBIE não apenas carrega pipoca — ele carrega consigo décadas de história da cultura pop, um carinho inesperado por personagens “secundários” e o símbolo de um novo momento criativo para o estúdio.

A volta triunfal da primeira família da Marvel

Criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1961, o Quarteto Fantástico não foi apenas o ponto de partida do universo Marvel moderno — eles foram pioneiros ao humanizar super-heróis. Ao contrário dos semideuses que vieram antes, Reed, Sue, Johnny e Ben discutiam, amavam, erravam. Eram heróis, sim, mas também família. Essa dimensão íntima, tão inovadora nos anos 60, é o que o estúdio quer resgatar agora.

Após anos de tentativas frustradas — incluindo o reboot criticado de 2015 — e depois da aquisição da Fox pela Disney, o caminho estava aberto para uma reinterpretação definitiva. Kevin Feige, arquiteto do MCU, sabia o que tinha nas mãos: era preciso fazer justiça à primeira família da Marvel. E, ao que tudo indica, a aposta agora é certeira.

First Steps: muito além do título

O nome Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não é apenas um indicativo de recomeço. É uma reverência direta à exploração espacial, às promessas tecnológicas do século XX e, claro, ao célebre “pequeno passo para o homem” dito por Neil Armstrong em 1969. O filme se ambienta em um universo alternativo retrofuturista, situado nos anos 1960 — um mundo visualmente inspirado por Stanley Kubrick, pelos Beatles, pela corrida espacial e pela estética elegante e industrial da época.

Segundo o diretor Matt Shakman, a proposta foi ousada: “E se, em vez de Armstrong e Aldrin, fossem os Storms, Ben Grimm e Reed Richards os primeiros humanos na Lua?”. A ideia ganha corpo em cenários práticos, figurinos meticulosamente desenhados e uma direção de arte que homenageia desde 2001: Uma Odisseia no Espaço até os anúncios de revistas Life da década de 60.

E, no centro disso tudo, está HERBIE — o robô que deveria ser coadjuvante, mas acabou roubando os holofotes.

HERBIE: de substituto animado a ícone de cultura pop

HERBIE nasceu da necessidade. Em 1978, por questões legais, o Tocha Humana não pôde ser usado na série animada do Quarteto. Para preencher a lacuna, surgiu o robô: branco, redondinho, inteligente e com uma pitada de sarcasmo. Era para ser provisório. Virou eterno.

Agora, em Primeiros Passos, HERBIE é reimaginado com tecnologia de ponta — uma fusão de animatrônicos e efeitos visuais, com a dublagem afiada de Matthew Wood, conhecido por dar vida ao General Grievous em Star Wars. Segundo Shakman, HERBIE é “abusado, mas adorável”. Ele não é apenas o alívio cômico da trama. É peça central da equipe — uma espécie de elo emocional entre os personagens. E, claro, o novo alvo do merchandising.

O balde temático lançado pela AMC nos Estados Unidos celebra isso com um carinho raro em ações promocionais. HERBIE se movimenta, acende luzes, gira a cabeça — e, inevitavelmente, vai conquistar fãs de todas as idades. É o “Baby Groot” do Quarteto. É o “Grogu” da nova geração Marvel.

Um elenco para reescrever a história

O filme reúne um elenco afiado, com nomes que transitam entre o prestígio dramático e a cultura pop.

Pedro Pascal, queridinho do momento após brilhar em Quarteto Fantástico, interpreta Reed Richards, o Senhor Fantástico. Em entrevistas, Pascal revela que seu Reed é um gênio à beira da autossabotagem — uma mistura entre Einstein, Steve Jobs e Robert Moses. Inteligente, mas falho. Brilhante, mas solitário.

Vanessa Kirby dá vida a Sue Storm, a Mulher Invisível, agora grávida e mais complexa emocionalmente. Kirby explorou nuances da versão “Malice” da personagem nos quadrinhos, e seu retrato foge do estereótipo da “mãe protetora”. Ela é, de fato, a líder da Fundação Futuro.

Já Ebon Moss-Bachrach (reconhecido por The Bear) assume o papel de Ben Grimm, o Coisa, com humanidade comovente. Judeu como o personagem original, Moss-Bachrach incorpora a ancestralidade de Ben com respeito e profundidade. E sim, ele será trazido à vida por meio de captura de movimento, com inspiração visual em rochas do deserto americano.

Joseph Quinn — o Eddie de Stranger Things — fecha o time como Johnny Storm, o Tocha Humana. Sua versão abandona o arquétipo mulherengo e entrega um Johnny mais sensível, porém ainda impetuoso. Um jovem em busca de identidade, que brilha — literalmente e metaforicamente.

Galactus vem aí — e não está sozinho

O perigo em Primeiros Passos é proporcional à grandeza da equipe: Galactus. Interpretado por Ralph Ineson (A Bruxa), o devorador de mundos aparece em toda sua glória cósmica, com armadura roxa, voz cavernosa e presença que ecoa mais como uma força da natureza do que como vilão tradicional.

Mas ele não está sozinho. A Surfista Prateada também marca presença — e dessa vez, em versão feminina. Julia Garner (de Ozark) interpreta Shalla-Bal, a clássica parceira de Norrin Radd nos quadrinhos, aqui reimaginada como arauta de Galactus. A personagem traz uma sensibilidade melancólica que promete cenas arrebatadoras.

Bastidores e renascimento criativo

A trajetória até esse novo filme foi, no mínimo, turbulenta. Desde o fracasso do reboot de 2015, passando pela compra da Fox pela Disney, a franquia parecia esquecida num limbo criativo. Diversos projetos foram cogitados — incluindo um longa focado em Franklin e Valeria, filhos de Reed e Sue, e até um filme solo do Doutor Destino por Noah Hawley.

A escolha de Matt Shakman, que encantou o estúdio com seu trabalho em WandaVision, mudou o jogo. Ao apresentar sua filha recém-nascida numa reunião com executivos da Marvel, Shakman mostrou que queria contar uma história sobre família, legado, pertencimento. Não apenas uma aventura espacial — mas um drama humano com capas e raios cósmicos.

O roteiro passou pelas mãos de Jeff Kaplan, Ian Springer, Josh Friedman, Eric Pearson e Peter Cameron. A ideia foi unir ficção científica com emoção sincera, e humor com relevância temática. A Marvel, neste projeto, quer emocionar — não apenas entreter.

O impacto que está por vir

Primeiros Passos não é só mais um capítulo. Ele é o prólogo da nova fase do MCU. A equipe já está confirmada nos vindouros Avengers: Doomsday (2026) e Avengers: Secret Wars (2027). E, segundo rumores persistentes, Victor von Doom — o lendário Doutor Destino — aparecerá discretamente numa cena pós-créditos, interpretado por ninguém menos que Robert Downey Jr.

Isso mesmo: Tony Stark pode voltar, agora não como herói, mas como ameaça. Uma inversão ousada que pode redefinir o futuro da franquia.

O merchandising como afeto

Além do balde interativo de HERBIE, a campanha promocional inclui copos colecionáveis com cada membro do Quarteto, roupas com visual retrô, action figures e uma linha de brinquedos licenciados que miram tanto em crianças quanto em adultos nostálgicos.

E HERBIE, ao que tudo indica, é o novo fenômeno em potencial. Um robô de olhos grandes, falas sarcásticas e design que parece saído de um museu do futuro. Não seria surpresa vê-lo estampando camisetas, mochilas, cadernos — e, claro, prateleiras de colecionadores mundo afora.

Crítica – A Grande Inundação é um ensaio sensível sobre tecnologia e a fragilidade humana

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A Grande Inundação é um filme que não se contenta em contar uma história linear ou oferecer respostas fáceis. A obra aposta em uma narrativa densa, carregada de simbolismos e reflexões, que se desdobra como um estudo sobre as relações humanas em um mundo cada vez mais mediado pela tecnologia. Com uma abordagem ambiciosa, o longa se lança sem receios em temas existenciais e contemporâneos, buscando compreender o papel do afeto, da consciência e da empatia em uma sociedade que avança rapidamente rumo à automação emocional.

Desde seus primeiros minutos, o filme estabelece um tom contemplativo. A narrativa se constrói com ritmo deliberadamente cadenciado, convidando o espectador a observar, mais do que simplesmente acompanhar. Essa escolha pode afastar parte do público acostumado a estruturas tradicionais, mas se revela coerente com a proposta da obra, que exige atenção, paciência e envolvimento emocional. A Grande Inundação não se explica por completo; ele sugere, provoca e instiga.

No centro da trama está a tentativa de compreender o que nos define enquanto seres humanos quando até mesmo sentimentos, decisões e memórias passam a ser atravessados pela inteligência artificial. O filme não trata a tecnologia como vilã nem como solução definitiva. Pelo contrário, apresenta a IA como um reflexo de nossas próprias contradições, desejos e limites. Ao atribuir às máquinas a capacidade de aprender, interpretar e até simular emoções, o longa levanta questionamentos inquietantes sobre autenticidade, livre-arbítrio e a natureza do amor.

Um dos grandes méritos de A Grande Inundação está em sua recusa a simplificar o afeto humano. O amor, aqui, não é apresentado como algo romântico ou idealizado, mas como uma força complexa, muitas vezes contraditória, difícil de definir e ainda mais difícil de controlar. Em um mundo onde algoritmos tentam prever comportamentos e decisões, o filme reforça a ideia de que o amor permanece como um território instável, imprevisível e profundamente humano. É justamente essa imprevisibilidade que o torna essencial para dar sentido à existência.

As relações entre os personagens são construídas com cuidado e densidade emocional. Os diálogos evitam explicações didáticas e optam por silêncios, olhares e ações sutis, que revelam conflitos internos e dilemas morais. Cada interação carrega camadas de significado, funcionando como extensão das questões centrais do filme. A conexão entre humanos e sistemas artificiais, por exemplo, nunca é tratada como uma curiosidade futurista, mas como uma consequência direta de uma sociedade que busca conforto, controle e pertencimento.

Do ponto de vista técnico, o longa-metragem se apoia em uma direção segura e consciente de sua proposta. A mise-en-scène valoriza espaços amplos e, ao mesmo tempo, opressivos, sugerindo um mundo à beira do colapso emocional e ético. A fotografia contribui para essa sensação, com escolhas de iluminação que reforçam o contraste entre o frio da tecnologia e a fragilidade das emoções humanas. A trilha sonora surge de forma discreta, mas eficaz, acompanhando os momentos mais introspectivos sem manipular a emoção do espectador.

O roteiro demonstra maturidade ao articular debates complexos sem recorrer a discursos explicativos. A inteligência artificial é discutida a partir de suas implicações sociais e filosóficas, e não apenas como ferramenta narrativa. O filme questiona até que ponto delegar decisões às máquinas pode esvaziar a experiência humana e se, ao fazer isso, não estamos abrindo mão de aspectos fundamentais da nossa identidade. Ainda assim, evita um tom alarmista, reconhecendo que a tecnologia também nasce do desejo humano de compreender e melhorar o mundo.

É importante destacar que A Grande Inundação não busca consenso. Sua estrutura aberta e suas escolhas narrativas deixam espaço para interpretações diversas, o que pode gerar leituras distintas sobre suas mensagens. Essa ambiguidade é parte essencial da experiência proposta. O filme entende que respostas definitivas não existem quando se trata de sentimentos, ética e futuro, e transforma essa incerteza em motor dramático.

No panorama atual do cinema, marcado por produções cada vez mais orientadas ao consumo rápido, o filme se destaca por sua coragem em desacelerar e provocar reflexão. Trata-se de uma obra que exige envolvimento intelectual e emocional, oferecendo em troca uma experiência que permanece com o espectador após os créditos finais. Ao abordar a inteligência artificial não como um fim em si, mas como um espelho das nossas próprias escolhas, o filme reafirma a centralidade do afeto e da empatia em um mundo em constante transformação.

Festival de Veneza abre as portas para quatro joias da MUBI — com Sorrentino, Park Chan-wook, László Nemes e Jim Jarmusch

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A MUBI, plataforma global que une serviço de streaming, distribuidora e produtora, chega com força total ao 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza. São quatro estreias de peso — “La Grazia”, “No Other Choice”, “Orphan” e “Father Mother Sister Brother” — que prometem marcar a temporada de premiações e confirmar o investimento da empresa em um cinema autoral, profundo e esteticamente marcante. As informações são da Vogue.

Com direção de nomes como Paolo Sorrentino, Park Chan-wook, László Nemes e Jim Jarmusch, os filmes não apenas competem pelo Leão de Ouro, como representam uma pluralidade de vozes e estéticas cinematográficas, abordando temas como o poder, a moralidade, a perda, a memória e os laços familiares.

A seguir, mergulhamos em cada uma das obras e em suas nuances, personagens e contextos, para entender por que essas estreias estão entre as mais esperadas do ano.

“La Grazia” — O poder e o peso das decisões morais

Estreia: 27 de agosto de 2025, Sala Grande do Palazzo del Cinema (filme de abertura do festival) Direção: Paolo Sorrentino
Elenco: Toni Servillo (“A Grande Beleza”), Anna Ferzetti (“A Máfia só Mata no Verão”), Massimo Venturiello (“Suburra”)

No que pode ser seu filme mais contido e maduro até aqui, Paolo Sorrentino retorna a Veneza para abrir o festival com “La Grazia”. O diretor, conhecido por seu estilo visual exuberante e crítica política embutida em lirismo, retrata aqui o cotidiano de Mariano De Santis, um fictício presidente da República Italiana à beira do fim de seu mandato.

Viúvo, católico e pai de uma jurista, Mariano se depara com dois pedidos de indulto que desafiam sua consciência. São decisões aparentemente técnicas, mas que se imbricam com sua história pessoal de maneira inesperada. Em um clima de introspecção e melancolia, o longa reflete sobre justiça, perdão e o papel do indivíduo em estruturas de poder.

Toni Servillo, colaborador frequente de Sorrentino, entrega mais uma performance que promete arrebatar o público. O roteiro equilibra a tensão moral com diálogos densos e momentos de rara sensibilidade.

“No Other Choice” — A fúria silenciosa da sobrevivência

Estreia: A confirmar
Direção: Park Chan-wook
Elenco: Lee Byung-hun (“Mr. Sunshine”), Son Ye-jin (“Pousando no Amor”), Park Hee-soon (“Meu Nome”), Lee Sung-min (“Misaeng”)

Park Chan-wook — mestre do suspense emocional e da brutalidade poética — adapta o romance “O Machado”, de Donald E. Westlake, para criar um retrato contemporâneo da desesperança masculina no capitalismo tardio.

Em “No Other Choice”, acompanhamos Man-su, um homem comum, dispensado da fábrica onde trabalhou por 25 anos. O que começa como um drama social rapidamente ganha contornos de thriller psicológico: ele resolve eliminar todos os concorrentes às vagas de emprego que ambiciona, numa espiral de violência silenciosa, disfarçada de pragmatismo.

Mais do que um suspense, o filme é uma crítica aguda ao sistema que transforma seres humanos em números descartáveis. Park explora as contradições morais desse protagonista de forma quase cirúrgica, com uma câmera que vigia, enquadra e sufoca.

O elenco entrega performances intensas, especialmente Lee Byung-hun, cuja contenção e expressividade remetem à sua atuação em “I Saw the Devil”.

“Orphan” — As cicatrizes da História e a perda da identidade

Estreia: A confirmar
Direção: László Nemes
Elenco: Bojtorján Barabas (estreante), Grégory Gadebois (“O Oficial e o Espião”), Andrea Waskovics (“Curtas de Budapeste”)

Vencedor do Oscar por “O Filho de Saul”, o húngaro László Nemes retorna com um novo mergulho nas feridas abertas da Europa do pós-guerra. Em “Orphan”, ambientado em 1957, vemos o trauma coletivo refletido na vida de um jovem judeu, Andor, criado sob a imagem idealizada de um pai heróico — até que um homem violento bate à porta, dizendo ser o verdadeiro pai.

A abordagem de Nemes é íntima, quase claustrofóbica. Ele usa longos planos-sequência e foco reduzido para aproximar o espectador da confusão e do pânico de Andor. A narrativa fragmentada, como a memória de quem sobreviveu à dor, exige paciência e entrega, mas recompensa com força emocional bruta.

Mais uma vez, o diretor usa um protagonista jovem como ponto de vista para refletir sobre responsabilidade histórica, identidade e reconstrução pós-trauma.

“Father Mother Sister Brother” — Laços familiares em ruínas (e redenção)

Estreia: A confirmar
Direção: Jim Jarmusch
Elenco: Tom Waits (“Flores Partidas”), Adam Driver (“Annette”), Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”), Charlotte Rampling (“45 Anos”), Cate Blanchett (“TÁR”), Vicky Krieps (“Bergman Island”), Sarah Greene (“Normal People”), Indya Moore (“Pose”), Luka Sabbat (“Grown-ish”), Françoise Lebrun (“A Mãe e a Puta”)

Jim Jarmusch volta com um projeto ambicioso, mas surpreendentemente delicado. “Father Mother Sister Brother” é um tríptico — três histórias independentes, passadas nos EUA, Irlanda e França — conectadas por um fio comum: filhos adultos confrontando seus pais e entre si.

Com sua marca registrada de diálogos pausados, enquadramentos contemplativos e trilhas sonoras que misturam jazz e silêncios, Jarmusch retrata a incomunicabilidade dos afetos. Mas aqui há também ternura, humor sutil e uma certa aceitação do caos.

Na primeira parte, Adam Driver e Tom Waits interpretam pai e filho que só se entendem na ausência de palavras. Em Dublin, Mayim Bialik e Charlotte Rampling revivem ressentimentos e culpas em um reencontro tardio. Já em Paris, Cate Blanchett e Vicky Krieps vivem irmãs que precisam decidir o destino da mãe enferma.

O filme é, acima de tudo, um ensaio sobre o envelhecer, sobre o que se herda e o que se perde, com um olhar melancólico, mas sem cinismo.

MUBI e Veneza: uma aliança cada vez mais estratégica

As quatro estreias da MUBI em Veneza sinalizam o papel central que a plataforma tem assumido no novo ecossistema audiovisual. Mais do que um canal de distribuição, a MUBI investe diretamente na produção de filmes de alto padrão artístico, conectando realizadores renomados ao público global.

Em um contexto em que blockbusters dominam salas de cinema e algoritmos regem o conteúdo online, a curadoria da MUBI aparece como um oásis de cinema autoral, diversificado e arriscado. Sua presença forte em festivais — de Cannes a Berlim, agora Veneza — reforça o prestígio da marca.

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet ganha sessões antecipadas no Brasil antes da estreia oficial

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Foto: Reprodução/ Internet

A Universal Pictures anunciou a abertura da venda de ingressos para as sessões antecipadas de “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, novo longa-metragem dirigido por Chloé Zhao (Nomadland, Eternos). O filme terá exibições especiais nos dias 9 e 10 de janeiro, antecedendo sua estreia oficial nos cinemas brasileiros, marcada para 15 de janeiro.

Baseado no romance homônimo da escritora Maggie O’Farrell, vencedor de diversos prêmios literários, o longa tem se destacado no circuito internacional. A produção conquistou o Prêmio do Público no Festival Internacional de Cinema de Toronto e foi exibida como filme de encerramento do Festival do Rio 2025, consolidando-se como um dos títulos mais comentados da temporada.

O elenco é liderado por Jessie Buckley (Entre Mulheres, A Filha Perdida), vencedora do Critics Choice Awards, e Paul Mescal (Aftersun, Gladiador II). Buckley interpreta Agnes, esposa de William Shakespeare, papel vivido por Mescal, em uma narrativa que acompanha os desafios pessoais enfrentados pela família do dramaturgo no século XVI.

A trama se concentra no impacto emocional da perda de Hamnet, filho do casal, e nas transformações provocadas por esse acontecimento. Com abordagem intimista e sensível, o filme investiga temas como luto, memória e criação artística, sugerindo como experiências pessoais profundas podem influenciar obras que atravessam gerações, como “Hamlet”.

Nos bastidores, a produção reúne nomes de grande prestígio. Steven Spielberg (A Lista de Schindler, Os Fabelmans) e Sam Mendes (1917, Beleza Americana) assinam como produtores. O roteiro foi desenvolvido pela própria Chloé Zhao em parceria com Maggie O’Farrell, mantendo fidelidade emocional ao material literário. A direção de fotografia fica a cargo de Łukasz Żal (Guerra Fria, Ida), conhecido por sua estética sofisticada e narrativa visual expressiva.

As filmagens aconteceram no País de Gales, entre julho e setembro de 2024. O elenco de apoio inclui ainda Joe Alwyn (A Favorita, Conversas entre Amigos) e Emily Watson (Ondas do Destino, Chernobyl). A distribuição internacional é realizada pela Universal Pictures, por meio do selo Focus Features.

Superman está pronto para voar: James Gunn confirma fim das filmagens do novo filme da DC

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Finalmente, Superman está pronto para voar alto! Quem confirmou essa grande notícia foi ninguém menos que James Gunn, o diretor do filme, que comemorou o fim das filmagens com uma foto especial no Instagram. A galera já pode começar a contagem regressiva para essa nova aventura do Homem de Aço!

Um elenco que já promete!

No papel principal, temos David Corenswet, conhecido pelo sucesso da série Pearl, trazendo um Clark Kent jovem, cheio de energia e pronto para encarar os desafios de ser o Superman em início de carreira. Ao seu lado, a icônica Rachel Brosnahan (A Maravilhosa Sra. Maisel) vai dar vida à jornalista mais famosa do universo DC: Lois Lane.

Mas não para por aí! O vilão Lex Luthor será interpretado por Nicholas Hoult, que chega com toda a intensidade para desafiar nosso herói. Também no time, tem Skyler Gisondo como o carismático Jimmy Olsen, o fiel amigo e fotógrafo do Planeta Diário, e Wendell Pierce no papel do experiente editor-chefe Perry White, aquele que não deixa passar nada no jornal.

Liga da Justiça… ou quase isso!

Se você pensa que só vai ver os personagens clássicos, se prepara! O filme está recheado de outras caras conhecidas da DC. O ator Nathan Fillion (aquele que muitos amam por Castle e Firefly) vai aparecer como o ousado Lanterna Verde Guy Gardner — já pensou nas cenas de ação com ele?

A jovem e talentosa Isabela Merced vai interpretar a poderosa Mulher-Gavião, enquanto Edi Gathegi assume um personagem chamado Sr. Incrível — nome curioso que já deixa todo mundo curioso para saber qual será seu papel na trama. E tem mais: Anthony Carrigan entra no filme como o enigmático Metamorfo.

Além desses, vale destacar a presença de María Gabriela De Faria como a Engenheira, uma personagem nova que deve ganhar ainda mais destaque em um futuro próximo, aparecendo no grupo The Authority — que terá um filme próprio no universo DC.

E para deixar os fãs ainda mais ansiosos, é esperado que a Supergirl, interpretada pela talentosa Milly Alcock, apareça com uma participação especial, dando um gostinho do que está por vir.

O que esperar do novo Superman?

James Gunn, que é roteirista e diretor da produção, aposta em uma abordagem mais jovem e humana do Superman. A história vai mostrar o Clark Kent logo depois de deixar Smallville, aquele momento em que ele começa sua jornada como repórter no Planeta Diário e se descobre como herói em Metrópolis.

O filme marca o pontapé inicial do novo universo cinematográfico da DC (DCU) e promete trazer uma vibe fresca e diferente do que vimos antes — tudo isso com a assinatura criativa de Gunn, que já mostrou talento em grandes franquias.

Anote aí: estreia marcada para 10 de julho de 2025!

Prepare o coração, a capa e os óculos, porque o Superman está chegando para conquistar as telas — e promete voar alto!

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