O que aconteceria se o maior segredo sobre alienígenas fosse revelado ao mundo? Spielberg brinca com essa ideia em novo suspense de ficção científica

0

Steven Spielberg voltou a uma pergunta que acompanha boa parte da sua carreira: e se a humanidade finalmente descobrisse que não está sozinha no universo? Em Dia D, o diretor troca o encanto mais aventureiro de seus antigos filmes de ficção científica por uma trama de perseguição, segredos militares e uma disputa pelo controle de uma informação capaz de mudar a história.

A história acontece em 2026, quando o mundo está perto de uma nova guerra. Daniel Kellner (Josh O’Connor, de The Crown) trabalha como especialista em segurança digital para a Wardex Corporation, uma organização ligada ao governo dos Estados Unidos. Ao descobrir arquivos secretos sobre pesquisas extraterrestres realizadas durante décadas, ele decide roubar os documentos e revelar o que foi escondido da população.

Entre os materiais está uma tecnologia de origem alienígena e registros sobre antigos contatos entre humanos e seres de outros planetas, incluindo informações relacionadas ao caso Roswell. A decisão transforma Daniel em um fugitivo, já que a própria organização que ele tenta denunciar passa a persegui-lo.

A fuga muda completamente a vida de Margaret Fairchild (Emily Blunt, de Um Lugar Silencioso e Oppenheimer), uma meteorologista de televisão que começa a apresentar habilidades inexplicáveis após um encontro estranho com uma criatura aparentemente comum. Ela passa a compreender idiomas que nunca estudou e percebe uma conexão mental com outras pessoas, algo que parece estar ligado a acontecimentos da sua infância.

Quando os caminhos de Daniel e Margaret se cruzam, os dois descobrem que suas histórias estão conectadas de uma forma que eles jamais imaginaram. A dupla precisa fugir da Wardex enquanto tenta entender o motivo de terem sido envolvidos em uma experiência que pode ter relação direta com visitantes de outro planeta.

O filme também conta com Colin Firth (O Discurso do Rei) no papel de Noah Scanlon, líder da Wardex e responsável por manter os experimentos em segredo. Eve Hewson (The Knick) interpreta Jane Blankenship, companheira de Daniel, e Colman Domingo (Rustin) aparece como Hugo Wakefield, um antigo funcionário da organização que decide ajudar na divulgação das informações escondidas.

A produção reúne Spielberg novamente com o roteirista David Koepp, parceiro do diretor em filmes como Jurassic Park e Guerra dos Mundos. A dupla trabalha aqui com uma abordagem diferente: em vez de focar apenas no primeiro contato com alienígenas, a história concentra sua atenção nas consequências de uma descoberta desse tamanho.

Com orçamento estimado em US$ 115 milhões, o longa-metragem arrecadou cerca de US$ 194 milhões nas bilheterias mundiais. O resultado colocou o longa entre as produções originais de ficção científica que conseguiram encontrar espaço nos cinemas em uma época dominada por grandes franquias.

O maior trunfo do filme está na ideia central: o que aconteceria se uma informação capaz de mudar a humanidade fosse escondida por décadas e, de repente, escapasse do controle? Spielberg usa essa premissa para criar um suspense sobre poder, medo e a dificuldade de aceitar algo que foge completamente do conhecido.

Depois Daquele Ano é renovada para 2ª temporada no Prime Video e deve adaptar continuação do livro de Carley Fortune

0
Foto: Reprodução/ Internet

Pouco tempo depois de chegar ao catálogo, Depois Daquele Ano já tem futuro garantido no Prime Video. A plataforma confirmou a renovação da série para uma segunda temporada durante o evento Obsessed Fest, realizado ontem (27), menos de um mês após a estreia mundial da produção.

A nova temporada será baseada em One Golden Summer, continuação literária de Every Summer After, romance escrito por Carley Fortune que deu origem à série. A decisão mantém a adaptação próxima dos livros da autora, que conquistou espaço entre os romances contemporâneos mais vendidos internacionalmente.

A primeira temporada estreou mundialmente no Festival de Tribeca em 8 de junho de 2026 e chegou ao Prime Video em 10 de junho. A história acompanha Percy Fraser, uma escritora de obituários de 28 anos que retorna à cidade onde passou os verões da infância após a morte de alguém importante para sua antiga família.

Leia também:
Homem-Aranha: Um Novo Dia pode abrir com até US$ 250 milhões e mostra Peter Parker em uma fase mais solitária no MCU
Mestres do Universo tentou reviver He-Man nos cinemas, mas nostalgia não foi suficiente para salvar a aventura milionária

Interpretada por Sadie Soverall (A Maldição da Residência Hill, Saltburn), Percy reencontra lembranças que ficaram para trás e também Sam Florek, seu antigo melhor amigo e primeiro amor. O personagem é vivido por Matt Cornett (High School Musical: A Série: O Musical), que interpreta um cardiologista marcado pela relação mal resolvida com a protagonista.

A trama acompanha justamente esse reencontro entre duas pessoas que seguiram caminhos diferentes, mas ainda carregam sentimentos e conflitos do passado. O retorno para Barry’s Bay, na Colúmbia Britânica, coloca Percy diante de escolhas que ela tentou evitar durante anos.

O elenco também conta com Michael Bradway (O Verão Que Mudou Minha Vida) como Charlie Florek, irmão mais velho de Sam e gestor de investimentos; Abigail Cowen (Fate: A Saga Winx, O Diário de um Banana) como Delilah Mason, amiga de infância de Percy; Aurora Perrineau (Jem e as Hologramas, Prodigal Son) como Chantal, atual melhor amiga da protagonista; e Joseph Chiu (The Good Doctor) como Jordie, dono do Bay Breeze Motel e amigo próximo de Sam.

A adaptação foi encomendada pelo Prime Video em julho de 2024 com o título original Every Year After, baseada no romance Every Summer After. A produção inicialmente teve Leila Gerstein como responsável pelo desenvolvimento, mas após mudanças na equipe criativa, Amy B. Harris (Sex and the City, The Carrie Diaries) assumiu como showrunner e produtora executiva.

A equipe ainda conta com Carley Fortune como produtora executiva, mantendo a participação da autora no desenvolvimento da adaptação. Lindsey Liberatore, Amy Rardin e John Stephens também fazem parte da produção executiva.

Homem-Aranha: Um Novo Dia pode abrir com até US$ 250 milhões e mostra Peter Parker em uma fase mais solitária no MCU

0
Foto: Reprodução/ Internet

As primeiras previsões de bilheteria colocam Homem-Aranha: Um Novo Dia entre os grandes lançamentos de 2026. Segundo o site Box Office Theory, o longa pode arrecadar entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões em seu primeiro fim de semana mundial, um número que mostra o tamanho da força do personagem mesmo depois de mais de duas décadas nos cinemas.

A nova aventura parte diretamente das consequências de Sem Volta Para Casa, quando Peter Parker decidiu apagar sua própria existência da memória de todos para salvar o mundo. A escolha teve um preço alto: seus amigos esqueceram quem ele é, sua antiga vida desapareceu e agora ele precisa seguir sozinho como o Homem-Aranha.

A proposta do filme é justamente explorar esse novo momento. Longe da proteção dos Vingadores e sem contar com pessoas próximas para ajudá-lo, Peter passa a agir pelas ruas de Nova York como um verdadeiro vigilante, enfrentando criminosos comuns e tentando entender como continuar sendo um herói quando ninguém mais conhece sua história.

Produzido pela Columbia Pictures, Marvel Studios e Pascal Pictures, o longa será o quarto filme solo do Homem-Aranha dentro do Universo Cinematográfico Marvel. A direção ficou com Destin Daniel Cretton (Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis), que assume o lugar de Jon Watts, responsável pelos três primeiros filmes do personagem estrelados por Tom Holland.

O roteiro reúne Chris McKenna e Erik Sommers (Homem-Formiga e a Vespa, Jumanji: Bem-Vindo à Selva) com Justin Kuritzkes (Rivais). A produção começou a ser desenvolvida ainda em 2019, mas ganhou uma nova direção depois dos acontecimentos de Sem Volta Para Casa. A ideia agora é mostrar um Peter Parker mais próximo dos quadrinhos, sem grandes equipes ao seu lado e tendo que resolver seus próprios problemas.

O próprio título faz referência à fase Brand New Day dos quadrinhos, publicada em 2008, que também apresentou uma mudança importante na vida do personagem. A história deve acompanhar um Peter mais adulto, descobrindo novos limites dos seus poderes e enfrentando as consequências de colocar a missão de herói acima da própria felicidade.

No elenco, Tom Holland (Uncharted, O Impossível) retorna como Peter Parker, ao lado de Zendaya (Duna, Euphoria) como MJ e Jacob Batalon (Regresso a Hogwarts, Vírus) como Ned Leeds. Mesmo com as lembranças apagadas, os antigos amigos continuam sendo uma peça importante na trajetória do personagem.

Uma das maiores novidades é a chegada de Jon Bernthal (Ford vs Ferrari, Wind River) como Frank Castle, o Justiceiro. O encontro entre os dois deve criar uma dinâmica interessante, já que Peter costuma buscar soluções menos violentas, enquanto Castle ficou conhecido por eliminar seus inimigos sem seguir regras.

O filme também conta com Mark Ruffalo (Pobres Criaturas, Spotlight: Segredos Revelados) novamente como Bruce Banner/Hulk. Na história, Peter procura ajuda do cientista para entender mudanças nos próprios poderes, que começam a apresentar novas características.

Outro retorno importante é o de Michael Mando (Better Call Saul, Orphan Black) como Mac Gargan, o Escorpião. O personagem apareceu pela primeira vez em uma produção do MCU como um criminoso interessado em descobrir a identidade do Homem-Aranha e pode ganhar mais espaço nesta nova fase.

O elenco ainda tem Sadie Sink (Stranger Things, A Baleia) e Tramell Tillman (Ruptura), além de novos personagens mantidos em segredo pela Marvel e pela Sony.

As filmagens aconteceram entre agosto e dezembro de 2025, com gravações na Inglaterra e na Escócia, incluindo o Pinewood Studios. A estreia chega em um momento importante para a franquia, que precisa encontrar um novo caminho depois de uma trilogia marcada por grandes eventos e participações especiais.

Domingo Maior exibe Mea Culpa, suspense francês coloca ex-policial no centro de uma perigosa caçada contra a máfia

0

O Domingo Maior de hoje, 28 de junho, exibe Mea Culpa, suspense policial francês dirigido por Fred Cavayé. O filme acompanha dois antigos parceiros de polícia que precisam se reencontrar quando uma ameaça coloca uma criança no centro de uma disputa envolvendo criminosos.

A história acompanha Simon (Vincent Lindon), um ex-policial que deixou a profissão após causar um grave acidente de carro ao dirigir alcoolizado. O episódio teve consequências profundas: além de perder o cargo, ele se afastou da esposa Alice (Nadine Labaki) e passou a viver longe da antiga rotina.

Anos depois, Simon tenta manter uma vida mais tranquila, mas tudo muda quando seu filho Théo, de nove anos, presencia um assassinato ligado ao crime organizado. A situação obriga o personagem a voltar para um cenário que ele tentou deixar para trás e buscar ajuda de Franck (Gilles Lellouche), seu antigo companheiro de trabalho.

Franck continua atuando como policial e ainda carrega a lembrança da parceria que teve com Simon. Os dois precisam superar o desgaste causado pelo passado para investigar uma sequência de crimes que envolve uma organização criminosa ligada à máfia sérvia.

O filme combina perseguições, confrontos e investigação com o drama de um protagonista tentando proteger o próprio filho. A direção de Cavayé mantém o ritmo acelerado, característica presente em outros trabalhos do cineasta, como Pour Elle, apostando em cenas de ação sem abandonar o conflito pessoal de Simon.

A trama se passa em Toulon, cidade no sul da França, onde a dupla descobre que os assassinatos fazem parte de uma operação maior comandada por criminosos que não pretendem deixar testemunhas. O roteiro coloca Simon em uma situação complicada: ele precisa agir como o policial que já foi, mas também lidar com as limitações de alguém que passou anos afastado desse mundo.

No elenco, além de Lindon, Lellouche e Labaki, estão nomes como Max Baissette de Malglaive, Gilles Cohen, Medi Sadoun e Velibor Topić. A produção foi lançada em 2014 e teve orçamento estimado em US$ 18,4 milhões, arrecadando aproximadamente US$ 3,7 milhões nas bilheterias.

Mea Culpa segue uma linha conhecida dos thrillers policiais franceses: personagens com passados difíceis, conflitos familiares e uma investigação que cresce conforme novos perigos aparecem. O filme não tenta reinventar o gênero, mas funciona pela dinâmica entre Simon e Franck e pela forma como transforma uma perseguição criminosa em uma história sobre culpa e tentativa de recomeço.

Minions e Monstros | Tudo o que você precisa saber sobre o filme que coloca Kevin, Stuart e Bob em busca de criaturas assustadoras

0

Os Minions estão de volta, mas a nova aventura vai fugir um pouco do que o público já conhece. Em Minions e Monstros, os pequenos ajudantes amarelos deixam os vilões de lado por um momento e embarcam em uma ideia completamente absurda: encontrar monstros de verdade para produzir o próprio filme de criaturas assustadoras.

O longa será o terceiro filme solo dos personagens e o sétimo capítulo da franquia iniciada por Meu Malvado Favorito. A produção fica novamente nas mãos da Illumination Entertainment, estúdio que criou os Minions, com distribuição da Universal Pictures.

Mas antes de entrar no cinema, é bom entender onde essa história se encaixa. Apesar de parecer uma aventura independente, o filme faz parte de uma franquia que começou em 2010 com Meu Malvado Favorito, quando os Minions apareceram pela primeira vez como os atrapalhados ajudantes de Gru.

Desde então, Kevin, Stuart, Bob e companhia deixaram de ser apenas personagens secundários e viraram protagonistas de suas próprias histórias. O primeiro filme dos Minions, lançado em 2015, mostrou que eles passaram milhares de anos procurando um grande vilão para seguir. Já Minions 2: A Origem de Gru, de 2022, voltou no tempo para mostrar a infância do Gru e como essa parceria começou.

Agora, a história vai ainda mais para trás. A nova aventura acontece nos anos 1920, uma época marcada pelo crescimento do cinema e pelo sucesso das primeiras produções de monstros. A ideia do filme brinca justamente com esse período, colocando os Minions tentando encontrar criaturas misteriosas para transformar tudo em uma grande produção cinematográfica.

Ou seja: espere muita confusão, porque colocar os Minions tentando lidar com monstros gigantes e assustadores parece exatamente o tipo de plano que pode sair completamente errado.

A direção fica novamente com Pierre Coffin, nome bastante ligado à franquia. Ele participou da criação dos personagens desde o início e também é responsável pela voz original dos Minions. O roteiro é de Brian Lynch, que escreveu o primeiro filme solo dos personagens.

A equipe de produção conta com Chris Meledandri, fundador da Illumination, e Bill Ryan, produtor executivo de Super Mario Bros. O Filme (2023). O anúncio oficial aconteceu em julho de 2024, pouco depois do lançamento de Meu Malvado Favorito 4, mostrando que o estúdio ainda pretende explorar novas histórias dentro dessa franquia.

O elenco de vozes também ganhou alguns nomes conhecidos. A produção conta com Trey Parker, criador de South Park, além de Jesse Eisenberg, Zoey Deutch, Allison Janney, Bobby Moynihan, Phil LaMarr e Christoph Waltz, que interpreta o personagem Diretor de Cinema.

Para quem acompanha os filmes anteriores, a principal curiosidade está em ver como os Minions vão funcionar dentro de uma história inspirada nos clássicos filmes de monstros. A franquia sempre apostou em humor físico, situações exageradas e referências escondidas para diferentes idades, e a nova ambientação permite brincar com elementos do cinema antigo.

Mestres do Universo tentou reviver He-Man nos cinemas, mas nostalgia não foi suficiente para salvar a aventura milionária

0

Durante anos, Mestres do Universo foi tratado como um dos grandes projetos de Hollywood que nunca conseguiam sair do papel. A franquia criada pela Mattel nos anos 1980 finalmente ganhou uma nova adaptação em live-action, mas o retorno de He-Man aos cinemas acabou sendo mais complicado do que o estúdio esperava.

Com uma produção estimada entre US$ 170 milhões e US$ 200 milhões, o longa dirigido por Travis Knight arrecadou cerca de US$ 102,7 milhões nas bilheterias mundiais, um resultado distante do necessário para justificar o tamanho do investimento. Nos Estados Unidos e no Canadá, a estreia também ficou abaixo das projeções iniciais, registrando US$ 4,4 milhões nas pré-estreias e uma expectativa de primeiro fim de semana entre US$ 30 milhões e US$ 35 milhões. As informações são da Variety.

O desempenho comercial chama atenção porque a franquia ainda possui reconhecimento entre diferentes gerações. O problema é que transformar lembrança de infância em interesse imediato no cinema tem sido um desafio para várias adaptações recentes.

A nova produção acompanha Nicholas Galitzine no papel do Príncipe Adam, personagem que começa a história longe da imagem clássica do herói de Eternia. Após anos vivendo na Terra sem compreender totalmente sua origem, ele precisa retornar ao seu planeta natal quando o reino é ameaçado pelas forças de Esqueleto, interpretado por Jared Leto.

A proposta do filme é apresentar uma versão mais ampla da mitologia de He-Man. Adam não surge como um guerreiro pronto para salvar o mundo, mas como alguém que precisa aceitar seu passado e entender o significado do poder que carrega. A transformação em He-Man acontece a partir da relação do personagem com a Espada do Poder e com o legado deixado por sua família.

A trama também recupera figuras importantes da franquia, incluindo Teela, a Feiticeira, Pacato, Mandíbula de Armadilha e outros personagens ligados ao reino de Eternia. A história combina fantasia, ficção científica e aventura, tentando equilibrar elementos conhecidos do desenho animado com uma abordagem mais próxima dos grandes filmes de ação atuais.

No elenco, além de Galitzine e Leto, estão nomes como Camila Mendes, que interpreta Teela, Alison Brie, Morena Baccarin, Kristen Wiig, Idris Elba, James Purefoy e Jóhannes Haukur Jóhannesson. A escolha de atores conhecidos ajudou a ampliar o alcance da produção, mas não foi suficiente para transformar o longa em um grande fenômeno de público.

A trajetória até a estreia explica parte da demora para o projeto chegar às telas. O desenvolvimento começou em 2009 pela Sony Pictures, mas o filme passou por diversas mudanças de roteiro, direção e planejamento. A produção chegou a ser trabalhada pela Netflix antes de os direitos passarem para a Amazon MGM Studios em 2024.

Travis Knight assumiu a direção depois de trabalhos como Kubo e as Cordas Mágicas e Bumblebee, trazendo experiência com produções que misturam fantasia e aventura. As gravações aconteceram entre janeiro e junho de 2025 em Londres, na Inglaterra, com uma estrutura de grande escala para recriar o visual de Eternia.

O Convite | Um jantar entre vizinhos sai do controle e revela segredos que podem destruir um casamento

0

Um jantar entre vizinhos costuma ser uma situação comum, mas em O Convite a reunião se transforma em um confronto inesperado entre aparências e verdades que os personagens tentam esconder. A nova comédia dirigida por Olivia Wilde acompanha um casal em crise que vê sua rotina mudar completamente depois de conhecer melhor os moradores do apartamento de cima.

O filme acompanha Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde), um casal que chegou a uma fase de desgaste na relação. A convivência diária deixou o relacionamento previsível, e os dois já não parecem encontrar a mesma conexão de antes. Em uma tentativa de mudar o clima da casa, eles convidam os vizinhos Hawk (Edward Norton) e Piña (Penélope Cruz) para um jantar.

O encontro começa de maneira tradicional, com conversas educadas e tentativas de aproximação. A situação muda quando Joe e Angela descobrem rumores sobre o estilo de vida dos convidados. A possibilidade de que Hawk e Piña organizem encontros íntimos no apartamento onde vivem faz com que o casal comece a repensar suas próprias escolhas e aquilo que deixou de discutir dentro da relação.

A história usa essa descoberta como ponto de partida para explorar temas como confiança, desejo, insegurança e os limites estabelecidos dentro de um relacionamento. O filme não transforma os vizinhos em simples provocadores, mas utiliza o contraste entre os dois casais para mostrar como diferentes pessoas lidam com amor, compromisso e liberdade.

O longa é uma adaptação em inglês de As Pessoas do Andar de Cima, longa espanhol lançado em 2020 e dirigido por Cesc Gay. A nova versão tem roteiro de Will McCormack e Rashida Jones, que atualizaram a história para uma produção americana mantendo o foco nos conflitos pessoais dos personagens.

O elenco reúne nomes conhecidos do cinema e da televisão. Seth Rogen interpreta Joe, um homem dividido entre a estabilidade da vida que construiu e a sensação de que algo ficou perdido pelo caminho. Olivia Wilde, além de dirigir, assume o papel de Angela, personagem que começa a enxergar sua própria relação por uma perspectiva diferente depois do encontro.

Já Edward Norton e Penélope Cruz interpretam Hawk e Piña, o casal responsável por movimentar a trama. A presença dos dois personagens provoca desconforto nos protagonistas porque eles representam uma forma de viver completamente diferente daquela que Joe e Angela conhecem.

A direção de Olivia Wilde marca mais uma etapa da carreira da cineasta, que ganhou reconhecimento com Fora de Série e comandou o suspense Não Se Preocupe, Querida. Em O Convite, ela deixa de lado grandes elementos visuais para apostar em uma história concentrada nos diálogos e no trabalho dos atores.

O longa teve sua primeira exibição no Festival de Sundance de 2026, realizada em 24 de janeiro no Eccles Theater, onde recebeu críticas positivas. O lançamento comercial aconteceu de maneira limitada nos cinemas dos Estados Unidos em 26 de junho de 2026 pela A24, distribuidora conhecida por trabalhar com filmes independentes e projetos voltados para um público adulto.

A torre de Rapunzel já está de pé! Bastidores do live-action de Enrolados revelam primeiro grande cenário do filme

0

Depois de um longo período sem novidades concretas, o live-action de Enrolados deu um passo importante. Uma imagem divulgada dos bastidores revelou a construção da torre onde Rapunzel passa boa parte da história, indicando que a produção entrou em uma nova etapa de filmagens.

O cenário está sendo erguido nos estúdios Ciudad de la Luz, em Alicante, na Espanha, onde a Disney concentra parte das gravações. A informação foi confirmada pelo presidente da Generalitat Valenciana, Juanfran Pérez Llorca, que destacou a presença da superprodução no complexo cinematográfico espanhol.

Poucos elementos da animação são tão reconhecíveis quanto essa torre. É nela que Rapunzel cresce completamente isolada do mundo depois de ser sequestrada ainda bebê pela bruxa Gothel, que descobre que os cabelos dourados da princesa carregam os poderes de uma flor mágica capaz de restaurar a juventude. Para continuar usando essa habilidade, Gothel mantém a menina escondida durante dezoito anos, alimentando a mentira de que tudo o que existe além da floresta representa uma ameaça.

A rotina da jovem muda quando o ladrão Flynn Rider, chamado de José Bezerra na versão brasileira, invade a torre tentando escapar da guarda real. Rapunzel aproveita a oportunidade para deixar o lugar pela primeira vez e convence o criminoso a levá-la até o reino, onde pretende descobrir a origem das lanternas que iluminam o céu todos os anos no dia do seu aniversário.

Ao longo da viagem, a princesa começa a entender sua verdadeira história, enquanto Flynn abandona a postura egoísta que construiu durante anos de fugas e golpes. O relacionamento entre os dois cresce de forma natural, sem deixar de lado o humor que transformou Enrolados em um dos títulos mais queridos da Disney na última década.

A nova versão será protagonizada pela atriz australiana Teagan Croft, conhecida pela série Titãs. Aos 21 anos, ela assume um dos papéis mais populares do catálogo do estúdio. Ao seu lado estará Milo Manheim, destaque da franquia Zombies, que interpretará Flynn Rider.

Nos bastidores, a direção está nas mãos de Michael Gracey, responsável por O Rei do Show. O roteiro foi escrito por Jennifer Kaytin Robinson, que participou de Thor: Amor e Trovão e dirigiu Justiceiras. A produção é assinada por Kristin Burr, que também trabalhou em Cruella.

A adaptação faz parte da sequência de releituras em live-action desenvolvidas pela Disney nos últimos anos, mas chega cercada por uma responsabilidade diferente. Enrolados continua sendo uma das animações mais populares do estúdio entre quem cresceu nos anos 2010, muito por causa do equilíbrio entre humor, aventura e romance.

Lançado originalmente em 2010, o filme arrecadou mais de US$ 590 milhões nas bilheterias mundiais e recebeu indicação ao Oscar pela canção I See the Light. Desde então, Rapunzel e Flynn passaram a ocupar um espaço permanente entre os personagens mais lembrados da Disney.

Supergirl arrecada US$ 30 milhões no mercado internacional em estreia e busca força nas bilheterias globais

0
Foto: Reprodução/ Internet

A estreia internacional de Supergirl estreou com US$ 30 milhões no mercado internacional e US$ 38 milhões nos Estados Unidos, segundo a Variety. O resultado marca os primeiros dias de exibição do longa nos principais mercados internacionais e dá início à corrida comercial do segundo filme do novo Universo DC (DCU), projeto comandado por James Gunn e Peter Safran.

Produzido pela DC Studios e distribuído pela Warner Bros. Pictures, o filme adapta Supergirl: Woman of Tomorrow, minissérie escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely, publicada entre 2021 e 2022. A obra foi recebida com elogios pela crítica especializada ao apresentar uma abordagem diferente da personagem, distante da tradicional imagem da heroína otimista conhecida pelo público.

Em vez de revisitar sua origem, a história acompanha Kara Zor-El durante uma viagem espacial ao lado de Krypto para celebrar seu aniversário de 23 anos. O percurso muda quando ela conhece Ruthye Marye Knoll, uma jovem determinada a encontrar o homem responsável pelo assassinato do pai. A partir desse encontro, Kara embarca em uma missão de vingança que atravessa diferentes planetas e coloca sua visão de justiça à prova.

James Gunn explicou que esta versão da personagem foi construída a partir de um passado muito mais traumático do que o vivido por Superman. Antes de chegar à Terra, Kara cresceu em um fragmento de Krypton e testemunhou a morte de familiares e amigos durante anos. Segundo o cineasta, essa experiência transforma a heroína em uma personagem mais endurecida e emocionalmente complexa do que Clark Kent.

A protagonista é interpretada por Milly Alcock, atriz australiana que ganhou reconhecimento internacional ao viver a jovem Rhaenyra Targaryen na primeira temporada de A Casa do Dragão. O elenco ainda reúne Matthias Schoenaerts como o mercenário Krem das Colinas Amarelas, Eve Ridley como Ruthye Marye Knoll, David Krumholtz e Emily Beecham nos papéis de Zor-El e Alura, além da primeira participação de Jason Momoa como Lobo, personagem que passa a integrar oficialmente o novo Universo DC.

O roteiro foi escrito por Ana Nogueira, contratada pela DC Studios em 2023 para adaptar os quadrinhos de Tom King. A direção é de Craig Gillespie, responsável por filmes como Eu, Tonya e Cruella. As filmagens aconteceram entre janeiro e maio de 2025 nos estúdios Warner Bros. Leavesden, na Inglaterra, além de locações em Londres e na Escócia.

O projeto passou por uma reformulação antes de chegar às telas. Um filme solo da personagem chegou a ser desenvolvido durante o antigo Universo Estendido da DC, período em que Sasha Calle interpretou a heroína em The Flash (2023). Com a criação da DC Studios e a chegada de James Gunn e Peter Safran ao comando da divisão, o projeto foi reiniciado e passou a integrar a nova cronologia da franquia.

Vale a pena assistir Segredo Obscuro? Elisabeth Moss segura thriller que acerta na crítica e exagera sem pedir desculpas

0

Hollywood sempre encontrou maneiras criativas de vender a juventude como um produto. Em Segredo Obscuro, essa lógica deixa de ser metáfora e vira literalmente um negócio bilionário. A premissa pode até lembrar outros filmes recentes que usam o horror para discutir padrões de beleza, mas a produção encontra um caminho próprio ao transformar a vaidade da indústria do entretenimento em um suspense que, aos poucos, perde qualquer interesse em parecer contido.

O primeiro acerto está na escolha de Elisabeth Moss para o papel principal. Há poucos nomes hoje que conseguem transmitir desgaste emocional com tanta naturalidade quanto ela. Samantha Lake é uma atriz que já viveu dias melhores. Os convites diminuíram, os testes passaram a terminar em silêncio e, de repente, ela percebe que deixou de disputar papéis por talento para disputar espaço com atrizes vinte anos mais novas. O filme nunca transforma essa situação em um discurso. Basta observar como ela entra em uma sala de audição para entender o peso daquele ambiente.

Quando surge a oportunidade de experimentar um revolucionário tratamento estético oferecido pela Shell, Samantha faz exatamente o que muita gente faria naquela situação: aceita acreditar que existe um atalho. Afinal, Hollywood sempre vendeu essa ilusão.

É aí que entra Kate Hudson, provavelmente em um dos papéis mais interessantes de sua carreira recente. Sua Zoe Shannon não precisa levantar a voz nem recorrer aos trejeitos tradicionais das grandes vilãs. Ela convence pelo carisma. Sorri o tempo inteiro, parece genuinamente acolhedora e fala como quem está oferecendo ajuda. Talvez seja justamente isso que a torne tão desconfortável.

O roteiro começa como um suspense relativamente clássico. Pequenos sintomas aparecem, pessoas desaparecem, funcionários escondem informações e a protagonista percebe que entrou em um lugar do qual talvez não consiga sair. Funciona bem porque o filme entende que o medo costuma ser mais eficiente quando ainda não foi totalmente explicado.

Só que existe um momento em que Segredo Obscuro simplesmente abandona qualquer freio. A produção troca o suspense pelo horror corporal e passa a brincar com mutações, deformações e cenas que certamente farão muita gente desviar os olhos da tela.

Confesso que esse tipo de mudança costuma dividir o público. Há quem prefira histórias mais contidas e veja o terceiro ato como um exagero desnecessário. Particularmente, achei interessante que o filme não tentasse voltar atrás. Depois de comprar uma ideia tão absurda, seria estranho se resolvesse terminar de forma comportada. A produção escolhe o caos e permanece nele até o último minuto.

Isso não significa que todas as decisões funcionem. Algumas explicações aparecem tarde demais, certos personagens desaparecem sem grande desenvolvimento e a reta final parece interessada muito mais no impacto visual do que em responder perguntas importantes. Ainda assim, nunca tive a sensação de estar assistindo a um filme sem personalidade. Pelo contrário. Mesmo quando escorrega, ele faz isso tentando algo diferente.

Visualmente, há outro ponto positivo. Em vez de esconder tudo atrás de efeitos digitais, o longa aposta em maquiagem prática, próteses e transformações físicas bastante desagradáveis. É aquele tipo de horror que causa desconforto porque parece quase palpável.

Também gostei da maneira como o roteiro olha para Hollywood. Não existe um grande discurso sobre etarismo ou padrões de beleza. Essas questões aparecem nas pequenas situações. Um comentário atravessado durante um teste. Um produtor sugerindo discretamente um procedimento estético. Um outdoor vendendo juventude como se fosse um plano de saúde. São detalhes simples, mas reconhecíveis para quem acompanha a indústria.

notícias em destaque