Brasil lidera audiência global de Twin Peaks na MUBI e celebra 35 anos da série com ativações imersivas em São Paulo

Trinta e cinco anos após sua estreia, Twin Peaks segue desafiando o tempo e reafirmando seu status de obra-prima cult. Mas, em 2024, uma nova revelação coloca o Brasil no centro desse fenômeno: segundo dados da MUBI, plataforma global de streaming, produção e distribuição cinematográfica, o país lidera a audiência mundial da série — ultrapassando todos os outros territórios em que o conteúdo está disponível.

O marco chega em um momento estratégico para a MUBI, que não apenas incluiu as séries Twin Peaks (1990) e Twin Peaks: A Limited Event Series (2017) em seu catálogo, como também disponibilizou os filmes Os Últimos Dias de Laura Palmer e The Missing Pieces. A movimentação vem acompanhada de uma campanha robusta de comunicação e ações imersivas, que transformaram São Paulo em uma espécie de versão expandida da cidade fictícia criada por David Lynch e Mark Frost.

Entre as iniciativas mais comentadas, o mural vermelho instalado na Rua Augusta, nº 615, logo se tornou ponto turístico entre fãs da série e curiosos. Criado pelo artista brasileiro Pina em parceria com o coletivo Instagrafite, o trabalho dialoga com a estética icônica de Twin Peaks, remetendo às montanhas que cercam a cidade fictícia e ao universo visual surreal da série. A obra é inspirada na arte original do chileno Francisco Uzabeaga, e também foi levada para outras capitais latino-americanas, como Buenos Aires, Cidade do México, Bogotá e Santiago — um movimento que reforça o esforço da MUBI em dialogar com a cena cultural da região.

Outro destaque foi a The DineRR Experience, uma ativação que recriou o lendário RR Diner, ponto de encontro emblemático na trama da série. Instalado no Deli’ Market™, no bairro de Pinheiros, o espaço ofereceu uma vivência sensorial com direito ao famoso combo de café com torta de cereja — símbolo da obsessão do agente Dale Cooper. Ao todo, foram vendidos mais de 2.600 combos, e a ação rendeu mais de 26 mil interações nas redes sociais, alimentadas por fotos, vídeos e relatos espontâneos dos visitantes.

“Essas ativações ultrapassaram os limites da tela. Elas conectaram o universo de Twin Peaks a novos públicos e a diferentes áreas criativas, como moda, astrologia, música e estética urbana”, afirma Nathalia Montecristo, gerente sênior de marketing da MUBI. “Estabelecemos parcerias com influenciadores que compartilham dessa linguagem, tornando a experiência ainda mais autêntica e ampla.”

Além do mural e da experiência gastronômica, a MUBI promoveu uma sessão especial no Cine Marquise, em São Paulo, no dia 4 de junho. O cinema foi ambientado como a enigmática Red Room, e os espectadores puderam assistir aos dois primeiros episódios da série original de 1990, saboreando coquetéis temáticos como o Espresso Martini, homenagem ao apreço do personagem principal por café forte e boas conversas.

Segundo Nathalia, as ações reforçam a proposta da MUBI de “ressignificar o ato de assistir”, transformando o consumo de séries e filmes em experiências mais sensoriais, coletivas e afetivas. “Twin Peaks tem essa potência: ela instiga o espectador, mas também o envolve em uma estética única. Conectar isso ao mundo real é uma forma de prolongar o impacto da obra e criar novas possibilidades de engajamento”, completa.

Em meio a um universo de streaming cada vez mais competitivo, a estratégia da MUBI se diferencia justamente por transformar curadoria em vivência. E Twin Peaks, com toda sua atmosfera onírica, personagens intrigantes e narrativa não linear, é o veículo ideal para esse tipo de imersão.

No Brasil, o sucesso da série reafirma que, mesmo 35 anos depois, o mistério ainda nos atrai. A cidade fictícia pode estar nos Estados Unidos, mas o coração dos fãs — ao que tudo indica — bate aqui, entre cafés fortes, cerejas vermelhas e cortinas de veludo.

Sessão da Tarde desta quinta (27) exibe “Mr. Church”, drama com Eddie Murphy sobre perdas e recomeços

Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quinta, 27 de novembro de 2025, a Globo escolhe uma história marcada pela delicadeza e pela força das relações humanas para a Sessão da Tarde. O público vai acompanhar Mr. Church, filme lançado originalmente em 2016 e dirigido por Bruce Beresford, que reúne performances emocionantes e uma narrativa inspirada em fatos reais. A produção se destaca por apresentar Eddie Murphy em um de seus trabalhos mais contidos e sensíveis, marcando seu retorno ao drama após um longo intervalo na carreira cinematográfica.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, o longa nasceu a partir do conto The Cook Who Came to Live with Us, escrito por Susan McMartin, que se baseou em experiências pessoais para construir a relação de afeto entre um cozinheiro reservado e uma família fragmentada pelas circunstâncias. Essa precisão emocional está presente em cada gesto do personagem e em cada transformação vivida pelos protagonistas ao longo de décadas. O elenco conta ainda com Britt Robertson, Natascha McElhone, Xavier Samuel, Lucy Fry e Christian Madsen, que reforçam a densidade íntima da trama.

Mr. Church não é um filme que busca grandes reviravoltas ou acontecimentos espetaculares. Seu impacto surge a partir da simplicidade, do cotidiano e das relações nutridas em silêncio. A obra explora o valor do cuidado, a força dos vínculos não biológicos e a capacidade que algumas pessoas têm de entrar na vida de outras justamente quando o mundo parece prestes a ruir. É essa combinação de elementos que faz da exibição de hoje um convite à sensibilidade.

Um estranho na cozinha e o início de uma transformação profunda

A história começa em Los Angeles, nos anos 1970, quando a pequena Charlie acorda certa manhã sentindo o cheiro de café da manhã sendo preparado. Ao descer as escadas, depara-se com um homem desconhecido cozinhando em sua casa. Trata-se de Henry Church, interpretado por Eddie Murphy, contratado para ser o cozinheiro da família durante um período específico.

A mãe de Charlie, Marie, recebe o cozinheiro com naturalidade, mas a presença dele representa para a menina um lembrete de que algo grave está acontecendo. Marie foi diagnosticada com câncer de mama em estágio avançado e tem poucos meses de vida. O cozinheiro foi contratado, sem que Charlie soubesse, pelo antigo namorado da mãe, um homem casado que deixou dinheiro em testamento para que ela tivesse algum conforto em seus últimos dias. Mr. Church tem como função preparar refeições, mas acaba assumindo uma missão muito maior.

A partir desse ponto, o filme constrói sua força ao mostrar como pessoas desconhecidas podem se tornar fundamentais nas nossas vivências. Charlie não aceita facilmente a presença do cozinheiro. Ela o evita, o observa à distância e resiste à ideia de dividir o mesmo espaço com alguém por quem não sente confiança. No entanto, dia após dia, Mr. Church mantém a mesma postura discreta e acolhedora, sempre atento ao bem-estar da mãe e da filha.

O fato mais surpreendente é que os meses previstos para a doença de Marie se estendem. Ela vive anos além da estimativa médica, e enquanto a vida segue, a figura de Mr. Church se torna uma presença sólida e constante. A família ampliada que se forma ali era algo que nenhuma das três esperava, mas que transforma completamente o futuro de Charlie.

Anos passando, vínculos crescendo e uma história que se aprofunda

Quando Charlie atinge a adolescência, a relação com Mr. Church já está marcada por uma série de pequenos rituais silenciosos que só quem convive de perto consegue compreender. O cozinheiro, antes um intruso desconfortável, passa a ocupar um lugar de acolhimento. Ele cozinha, ajuda com tarefas escolares, sugere leituras, ensina sobre responsabilidade e oferece apoio emocional nos momentos em que mãe e filha enfrentam crises.

Marie, mesmo adoecida, tenta preparar a filha para o futuro e trabalha para que Charlie continue estudando, criando expectativas para além da dor que atravessa a casa. Mr. Church, mesmo sem verbalizar, passa a ser parte fundamental desse futuro. Quando Marie falece, a ausência é profunda, mas a casa não se esvazia por completo, porque o cozinheiro permanece ali, zelando para que Charlie continue em frente.

O filme então avança no tempo com suavidade. Charlie se forma no ensino médio, ingressa na Universidade de Boston e vê sua vida tomar novos rumos. O apoio financeiro e emocional de Mr. Church é decisivo para que ela consiga enfrentar a realidade fora de casa. Os dois constroem um vínculo que dispensa definições formais. Não são pai e filha, tampouco amigos comuns. São duas pessoas que se escolheram pela vivência, pelo respeito e pela maneira como aprenderam a cuidar uma da outra.

Quando Charlie retorna anos depois, grávida e fragilizada, é Mr. Church quem oferece abrigo mais uma vez. A convivência entre eles é marcada por segredos, limites e, ocasionalmente, conflitos. O cozinheiro mantém seu mundo interior protegido, e a necessidade de privacidade é quase uma regra sagrada. Ainda assim, ele permite que a filha de Charlie, Izzy, cresça sob seu apoio e receba parte da educação silenciosa que ele oferece.

A vida que Mr. Church escondia e o legado que ele deixa

Uma das grandes potências do filme está na revelação tardia da vida privada do cozinheiro. Ao longo de toda a narrativa, o personagem mantém distância de perguntas pessoais e evita qualquer abertura emocional que o exponha. Essa postura provoca curiosidade tanto na protagonista quanto no público.

Somente após a morte do cozinheiro, Charlie descobre que ele não era apenas um homem dedicado à cozinha. Mr. Church tocava piano em um clube de jazz havia décadas. Levava uma vida dupla, aparentemente simples, mas cheia de camadas e segredos. Pessoas que conviveram com ele em outro contexto desconheciam completamente suas habilidades culinárias ou sua relação com Charlie e Izzy. A descoberta reforça a ideia de que todos carregam universos internos que muitas vezes não são compartilhados com ninguém.

Essa revelação aprofunda o impacto da despedida final. Charlie compreende que, apesar da proximidade, nunca conheceu Mr. Church por completo. Ainda assim, ele foi uma das pessoas mais importantes em sua vida. A presença dele moldou seu caráter, seu senso de responsabilidade e seu modo de amar. É nesse ponto que o filme constrói uma mensagem de valorização do cotidiano. A verdadeira herança deixada pelo cozinheiro não está em bens materiais, mas nos gestos, rituais, livros compartilhados e refeições preparadas com cuidado.

A cena final, com Izzy preparando o café da manhã, simboliza a continuidade desse legado. A criança reproduz os gestos que aprendeu observando Mr. Church na cozinha, um ato simples que carrega a essência de tudo o que ele representou para aquela família.

A força da atuação de Eddie Murphy e o mérito do filme

Embora Mr. Church tenha recebido críticas divididas na época de seu lançamento, existe um consenso sobre o desempenho de Eddie Murphy. O ator entrega uma interpretação intimista, marcada por sutilezas, olhares silenciosos e expressões que revelam emoções reprimidas. Essa combinação cria um personagem que se impõe pela delicadeza, e não pelo excesso.

A direção de Bruce Beresford reforça esse estilo ao investir em uma narrativa que valoriza ambientes domésticos, luz natural, ritmo suave e personagens que crescem em silêncio. A fotografia acompanha as transformações da vida de Charlie e espelha o amadurecimento emocional da trama.

O filme funciona como um lembrete de que nem todas as histórias precisam ser grandiosas para serem significativas. Muitas vezes, as relações mais profundas são aquelas construídas em ambientes simples, por meio de gestos repetidos e afetos que não pedem reconhecimento.

Artificial muda de casa! Amazon deixa filme sobre a crise da OpenAI, e Neon assume lançamento do novo projeto de Luca Guadagnino

Foto: Reprodução/ Internet

O caminho de Artificial até os cinemas mudou de rumo. A Amazon MGM Studios desistiu de lançar o novo filme de Luca Guadagnino, e a Neon fechou um acordo para assumir a distribuição. A informação foi publicada pelo Deadline.

A mudança chama atenção porque o longa é inspirado em um dos episódios mais turbulentos da história da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. A saída da Amazon acontece pouco tempo depois de a companhia anunciar um acordo bilionário com a OpenAI para ampliar o uso de inteligência artificial em seus produtos e serviços. Nenhuma das empresas comentou oficialmente os motivos da decisão.

Dirigido por Luca Guadagnino (Me Chame pelo Seu Nome, Rivais e Queer), o longa-metragem transforma em filme a crise que tomou conta da OpenAI em novembro de 2023. Na época, Sam Altman foi demitido pelo conselho da empresa, decisão que provocou uma reação imediata de funcionários, investidores e parceiros. Poucos dias depois, após uma intensa pressão interna e externa, Altman voltou ao cargo de CEO, encerrando um dos capítulos mais comentados da indústria da tecnologia nos últimos anos.

Andrew Garfield (O Espetacular Homem-Aranha e Tick, Tick… Boom!) interpreta Sam Altman. Monica Barbaro (Top Gun: Maverick) vive Mira Murati, então diretora de tecnologia da OpenAI, enquanto Yura Borisov (Anora) interpreta Ilya Sutskever, cofundador e cientista-chefe da empresa que participou da decisão de afastar Altman.

O elenco ainda reúne Ike Barinholtz (The Studio) como Elon Musk, um dos fundadores da OpenAI, Cooper Hoffman (Licorice Pizza) como Greg Brockman, presidente da empresa durante a crise, além de Jason Schwartzman (Asteroid City), Billie Lourd (Star Wars: O Despertar da Força), Cooper Koch (Monsters: The Lyle and Erik Menendez Story), Mark Rylance (Ponte dos Espiões), Chris O’Dowd (Missão Madrinha de Casamento), Zosia Mamet (Girls), Nicholas Hamilton (It: A Coisa), Thaddea Graham e Angus Imrie.

O roteiro é assinado por Simon Rich, que também produz o longa ao lado de David Heyman, Jeffrey Clifford e Jennifer Fox. As gravações começaram em julho de 2025 em São Francisco, cidade onde fica a sede da OpenAI, e passaram ainda por Turim, na Itália, antes de serem concluídas em outubro do mesmo ano.

A chegada do projeto à Neon mantém o filme no calendário de lançamentos e coloca Artificial nas mãos de uma distribuidora conhecida por investir em produções de perfil mais autoral. Nos últimos anos, a empresa lançou títulos como Parasita, Anatomia de uma Queda e Anora, todos com forte presença em festivais e premiações.

Netflix oficializa série animada de Mafalda, do diretor e vencedor do Oscar, Juan José Campanella

A aguardada adaptação da icônica história em quadrinhos “Mafalda“, criada pelo lendário cartunista Quino, está prestes a ganhar vida pelas mãos do renomado diretor argentino Juan José Campanella. Conhecido mundialmente por seu trabalho sensível e profundo, que lhe rendeu um Oscar com “O Segredo dos Seus Olhos“, Campanella agora assume a missão de trazer a pequena e questionadora Mafalda para o formato de série animada. Além de dirigir, ele será o roteirista e showrunner da produção, garantindo que a essência e o charme da personagem sejam preservados e transmitidos de forma autêntica.

A série será uma produção original da Netflix em parceria com a Mundoloco CGI, e contará com uma equipe de primeira linha. Gastón Gorali, colaborador de longa data de Campanella, será o co-roteirista e produtor geral, assegurando que o humor afiado e as reflexões filosóficas que são marcas registradas de Mafalda sejam fielmente retratados. A direção de produção ficará a cargo de Sergio Fernández, um veterano na área de animação, que trará sua expertise para garantir a excelência técnica e artística da série.

A adaptação de “Mafalda” para o formato de série animada é um projeto ambicioso que promete cativar uma nova geração de fãs. A série abordará temas como política, sociedade e as complexidades das relações humanas, sempre com o olhar crítico e inteligente da protagonista. O público pode esperar uma obra que homenageie as tirinhas originais, combinando humor e profundidade de maneira singular. Com a riqueza das possibilidades visuais e narrativas proporcionadas pela animação moderna, esta produção tem potencial para se tornar um marco na televisão, reacendendo o carinho e a admiração por uma das personagens mais queridas da cultura argentina.

Resenha – Esqueça o Meu Nome é um quadrinho que transforma lembrança em ferida

Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Zerocalcare nunca foi um autor de histórias leves — e ainda bem. Em Esqueça o Meu Nome, sua nova graphic novel, o quadrinista italiano mais vendido da atualidade entrega algo ao mesmo tempo confessional e desconcertante: um mergulho em suas próprias memórias, onde realidade e fantasia se confundem a ponto de o leitor não saber mais onde termina o trauma e começa a invenção.

O ponto de partida é simples — a morte da avó —, mas nada em Zerocalcare é simples de verdade. A perda desencadeia uma avalanche de lembranças, culpas e perguntas que ele nunca quis fazer. O resultado é um retrato honesto e melancólico de um homem tentando entender o que sobrou de si depois que a infância foi embora.

Quando o luto vira labirinto

O autor transforma o luto em um labirinto visual e emocional. Cada quadro parece desenhado com a mão trêmula de quem ainda está tentando processar o que viveu. As linhas são imperfeitas — propositalmente —, e nelas há algo de cru, quase desconfortável. É o tipo de arte que não quer agradar, quer atingir.

A HQ alterna momentos de lembrança real com delírios fantásticos, monstros simbólicos e cenas que beiram o pesadelo. E isso funciona porque o leitor entende: a dor não é linear. O que Zerocalcare faz é materializar o caos interno, transformar a memória em algo palpável — mesmo que isso doa.

A infância como campo de batalha

Há uma ideia forte que atravessa todo o livro: a de que crescer é uma espécie de traição. Ao revisitar o passado, o autor percebe que a inocência não desaparece de repente — ela é arrancada aos poucos, junto com a fé em quem éramos. A avó, nesse contexto, é mais do que uma figura familiar: é o último elo com o que foi puro, antes que o peso da sociedade e da culpa tomasse conta.

E é nessa camada que Zerocalcare mostra maturidade narrativa. Ele não idealiza o passado — expõe suas rachaduras. A casa da avó, os objetos esquecidos, as fotos antigas, tudo serve como espelho de um protagonista que tenta entender de onde veio e, principalmente, por que ainda não sabe para onde vai.

Arte que sangra

Visualmente, o quadrinho é de um vigor impressionante. Zerocalcare domina o contraste entre cores fortes e sombras densas, criando uma atmosfera entre o sonho e o pesadelo. As criaturas que habitam suas páginas não são monstros externos — são os medos, as lembranças e as culpas que ele carrega.

Ainda assim, há beleza na dor. As cores gritam, os traços tremem, mas há uma sensibilidade quase poética em cada quadro. É arte feita de cicatrizes — e, curiosamente, é aí que ela se torna universal.

Um livro que exige entrega

“Entre o que fica e o que vai”, Zerocalcare entrega uma história corajosa, mas que também pode afastar quem espera algo mais “linear”. O ritmo é fragmentado, as transições são abruptas e a mistura entre realidade e delírio exige do leitor mais atenção do que costumeiramente se pede em uma HQ.

Mas talvez seja esse o ponto: a vida também não tem roteiro. E o autor não tenta organizar o caos — apenas desenhá-lo. O resultado é uma obra que incomoda, emociona e, acima de tudo, fica com você depois que termina.

Netflix inicia filmagens de O Diário de Um Mago com Johnny Massaro e Rodrigo Santoro na jornada inspirada em Paulo Coelho

A Netflix deu início às gravações de O Diário de Um Mago, adaptação do livro de Paulo Coelho. O projeto coloca Johnny Massaro (Verdades Secretas II, O Sequestro do Voo 375) e Rodrigo Santoro (300, Westworld) como protagonistas de uma história que transforma a peregrinação pelo Caminho de Santiago de Compostela em eixo central da narrativa.

As filmagens acontecem na Espanha, onde o roteiro acompanha Paulo em uma travessia por estradas, vilarejos e paisagens que vão mudando junto com o estado emocional do personagem. No caminho, ele encontra Petrus, interpretado por Santoro, figura que conduz parte decisiva dessa trajetória e interfere diretamente nas escolhas e percepções do protagonista.

Qual é a história que o filme acompanha?

O filme parte da caminhada de Paulo rumo a Santiago de Compostela, mas a jornada não se limita ao deslocamento físico. A cada etapa, o personagem enfrenta situações que exigem decisões, enfrentamento de medos e revisão de crenças pessoais. A relação entre Paulo e Petrus se constrói nesse percurso, marcada por diálogos, silêncios e situações que alteram o entendimento da própria viagem. A narrativa mantém o foco no processo interno dos personagens enquanto eles avançam pelo caminho, usando o ambiente como parte ativa da história.

Quem assina a direção e o roteiro?

A direção é de Vicente Amorim (Senna, Corações Sujos), que também participa da escrita do roteiro ao lado de Luiso Berdejo (Rec, The Messengers) e Gustavo Bragança (O Menino da Porteira, A Vida Invisível). A produção é da Gullane, com Caio Gullane e Fabiano Gullane envolvidos diretamente no projeto, ao lado de uma equipe técnica que reúne profissionais do Brasil e da Europa. A proposta visual do filme acompanha a geografia do Caminho de Santiago, com filmagens em locações reais e atenção ao deslocamento dos personagens dentro desses espaços.

Quem mais está no elenco?

Além de Massaro e Santoro, o elenco reúne Lara Tremouroux (Todo Dia a Mesma Noite), Julia Konrad (Samantha!), Silvio Guindane (O Cangaceiro do Futuro), Fabiana Gugli (Carcereiros), Emílio de Mello (O Filho Eterno) e Thelmo Fernandes (Tropa de Elite). A produção também conta com nomes europeus como Manuel Manquiña (Airbag), Albert Pla (A Estrela do Norte), Gonçalo Diniz (Floribella) e Elisabeth Bonjour (Les Revenants), criando um elenco dividido entre diferentes origens e trajetórias.

Quando o filme chega ao público?

O Diário de Um Mago ainda não tem data de estreia definida. As gravações seguem em andamento na Espanha, e o longa deve avançar para a fase de pós-produção após a conclusão das filmagens.

Cine Aventura (06/04/2024) Um Homem Entre Gigantes

Foto: Reprodução/ Internet

A Record está preparando uma emocionante exibição cinematográfica para este sábado, 06, com o filme “Um Homem Entre Gigantes” no Cine Aventura. Sob a direção do renomado cineasta Peter Landersman, o filme apresenta um elenco de destaque, liderado por figuras como Will Smith, Alec Baldwin, Gugu Mbatha-Raw, Arliss Howard, Paul Reiser, Luke Wilson, Adewale Akinnuoye-Agbaje, David Morse e Albert Brooks. Lançado nos cinemas brasileiros em março de 2016, esta produção promete proporcionar uma tarde cheia de emoções.

A história se passa no ano de 2002, quando o ex-jogador central dos Pittsburgh Steelers, Mike Webster, é descoberto sem vida na caçamba de sua caminhonete. A autópsia realizada pelo médico legista Bennet Omalu, do Instituto Médico Legal do Condado de Allegheny, na Pensilvânia, revela graves danos cerebrais na vítima. Omalu conclui que a morte de Webster foi causada pelos impactos repetidos na cabeça, um distúrbio que ele chama de Encefalopatia Traumática Crônica.

Com o apoio do ex-médico dos Steelers, Julian Bailes, do neurologista Steven T. DeKosky e do legista Cyril Wecht, Omalu publica um artigo com suas descobertas, inicialmente ignorado pela NFL. Nos anos seguintes, Omalu descobre que outros três ex-jogadores da NFL falecidos, Terry Long, Justin Strzelczyk e Andre Waters, apresentavam sintomas muito semelhantes aos de Webster.

Apesar de seus esforços, Omalu encontra resistência por parte da NFL, que se recusa a levar a sério suas conclusões, chegando ao ponto de impedi-lo de apresentá-las perante uma comissão sobre a segurança do jogador. Diante dessa pressão, Omalu e seus colaboradores enfrentam desafios, incluindo uma perseguição politicamente motivada contra Wecht por acusações de corrupção, e a trágica perda do bebê de sua esposa, Prema, em meio à perseguição que sofrem.

Curiosidades do filme

“Um Homem Entre Gigantes”, dirigido por Peter Landesman e estrelado por Will Smith, é um filme baseado em eventos reais que narra a extraordinária história do Dr. Bennet Omalu, um neuropatologista forense que desafiou uma das instituições mais poderosas dos Estados Unidos: a National Football League (NFL). Lançado em 2015, o filme mergulha na jornada emocionante e desafiadora de Omalu enquanto ele descobre a relação entre o futebol americano e uma condição neurológica devastadora chamada encefalopatia traumática crônica (CTE).

A história começa quando Omalu, interpretado de maneira brilhante por Will Smith, examina o cérebro de um ex-jogador de futebol americano, Mike Webster, e fica perplexo com as lesões cerebrais severas que encontra. Determinado a entender as causas dessas lesões e a impactante deterioração cognitiva que acompanha o CTE, Omalu mergulha em uma investigação que o leva a confrontar a indústria bilionária do esporte.

Uma das curiosidades fascinantes do filme é a decisão de Will Smith de não imitar o sotaque nigeriano de Omalu. Em vez disso, Smith optou por retratar Omalu com seu próprio sotaque, o que adiciona autenticidade e profundidade ao personagem. Essa escolha revela o compromisso do ator em capturar a essência de Omalu de uma maneira mais genuína e emocionalmente impactante.

Além disso, o filme foi originalmente intitulado “Concussion”, mas teve seu título alterado para “Um Homem Entre Gigantes” em algumas regiões, destacando o tema central do confronto de Omalu com a poderosa indústria do esporte. A recepção do filme foi mista, com elogios direcionados principalmente à performance de Smith e à importância do tema abordado, mas também com críticas em relação à sua abordagem narrativa.

“Um Homem Entre Gigantes” não é apenas um filme sobre futebol americano; é uma história sobre coragem, integridade e a busca pela verdade, mesmo quando isso significa desafiar as estruturas de poder estabelecidas. Ao destacar os perigos das lesões cerebrais no esporte e os esforços de um homem para revelar esses perigos ao mundo, o filme desempenhou um papel significativo em aumentar a conscientização sobre a saúde dos atletas e em provocar debates importantes sobre a segurança no esporte de alto impacto.

Horário de exibição

Prepare-se para assistir à exibição do filme “Um Homem Entre Gigantes” às 15h00 na Record TV, como parte da programação da Super Tela. Venha vivenciar uma noite repleta de emoção, suspense e uma história envolvente! Junte-se à sua família e amigos para desfrutar desta experiência cinematográfica única proporcionada pelo Cine Aventura. Não deixe passar esta oportunidade de se emocionar com um dos filmes mais elogiados da atualidade. Fique ligado na Record TV e aproveite esta exibição especial!

Resumo semanal novela A Rainha da Pérsia 22/07 a 26/07

Abaixo, confira o resumo semanal da novela A Rainha da Pérsia, entre os dias 22/07/2024 a 26/07/2024. Esta emocionante trama bíblica é exibida de segunda a sexta-feira, a partir das 21h30, na Record.

No capítulo de segunda, 22 de julho – 

Leandro revela que o vídeo onde Vitor se declara responsável pelo desvio de dinheiro da Monter Holding foi, na verdade, criado por Inteligência Artificial. Ele acredita firmemente que o hacker contratado por Gláucia e Vitor esteja por trás dessa manipulação. Durante a conversa, Leandro não economiza elogios a Gláucia, destacando seu progresso e evolução. Suas palavras tocam profundamente Gláucia, que fica visivelmente emocionada e agradece pelo reconhecimento, sentindo-se orgulhosa de suas conquistas e do caminho que trilhou até ali. Enquanto isso, Bassânio presencia uma acalorada discussão entre Branca e Clara. As duas estão brigando intensamente por causa das cartas de um admirador secreto. Clara está cada vez mais preocupada com a possibilidade de Branca estar se envolvendo com Fausto, um homem misterioso e potencialmente perigoso. Pórcia, ao perceber a seriedade da situação, decide intervir e autoriza Bassânio a revelar a verdade para Clara e Branca: Fausto é, na realidade, o admirador secreto que tem enviado as cartas. Essa revelação promete transformar o rumo dos acontecimentos, trazendo à tona novas emoções e conflitos entre os personagens, enquanto eles lidam com as repercussões dessa descoberta e enfrentam os desafios que se apresentam diante deles.

No capítulo de terça, 23 de julho – 

Aguardando divulgação oficial da Record.

No capítulo de quarta, 24 de julho – 

Aguardando divulgação oficial da Record.

No capítulo de quinta, 25 de julho – 

Aguardando divulgação oficial da Record.

No capítulo de sexta, 26 de julho – 

Aguardando divulgação oficial da Record.

F1: O Filme acelera nas bilheterias e já faz história como maior estreia da Apple nos cinemas

Foto: Reprodução/ Internet

A bandeira verde foi dada, e quem largou na frente foi F1: O Filme. A produção estrelada por Brad Pitt não apenas entrou com força total no circuito internacional, como já está quebrando recordes. Segundo a revista Variety, o longa deve encerrar o fim de semana com um impressionante US$ 60 milhões arrecadados, garantindo o posto de melhor estreia cinematográfica da Apple Studios até agora, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior.

Só na sexta-feira (27), o filme já tinha feito US$ 25 milhões em solo americano, superando — com certa folga — os US$ 23,2 milhões conquistados por Assassinos da Lua das Flores, filme de Martin Scorsese que até então era o maior lançamento da Apple nas telonas.

O desempenho é ainda mais simbólico por se tratar de um projeto que mescla ficção com o universo real da Fórmula 1, algo nunca antes feito com essa escala. E o mais interessante: parte das cenas foi gravada durante os próprios finais de semana de corrida, em meio ao frenesi de verdade dos paddocks.

Brad Pitt volta à pista com elegância e adrenalina

No filme, Brad Pitt vive um ex-piloto veterano que retorna à Fórmula 1 para ajudar a levantar uma escuderia fictícia chamada APXGP. Seu parceiro nas pistas é o jovem talento vivido por Damson Idris, enquanto nos bastidores o elenco é reforçado por nomes de peso como Kerry Condon (Os Banshees de Inisherin), Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez) e Tobias Menzies (The Crown).

É uma história sobre segundas chances, rivalidades nas curvas e a busca pela velocidade perfeita — mas também uma carta de amor à Fórmula 1, capturando com autenticidade a tensão, o glamour e os bastidores do esporte mais veloz do mundo. E com Pitt ao volante, o carisma se encarrega do resto.

Enquanto isso… M3GAN 2.0 engasga na largada

Do outro lado da pista, M3GAN 2.0 não conseguiu repetir o sucesso do primeiro filme. A aguardada sequência da boneca assassina high-tech, produzida por James Wan, estreou com apenas US$ 10,4 milhões na sexta-feira, e agora projeta um primeiro fim de semana abaixo dos US$ 20 milhões, número considerado decepcionante diante da expectativa criada.

Apesar de ainda contar com fãs da franquia e apelo nas redes sociais, a continuação parece ter sido ofuscada pelo brilho e barulho de F1 — tanto pela presença de Brad Pitt quanto pela força da Fórmula 1 como fenômeno global, especialmente após o sucesso da série Drive to Survive, da Netflix.

Apple Studios acelera no cinema — e o mercado sente o impacto

O desempenho de F1 marca um novo momento para a Apple, que até então vinha apostando majoritariamente em lançamentos híbridos — cinema e streaming — com foco em prestígio. Agora, com uma superprodução voltada para o grande público, o estúdio mostra que também sabe correr no circuito blockbuster e ganhar terreno com velocidade.

E com um calendário cada vez mais competitivo e recheado de grandes estreias, F1: O Filme mostra que o cinema ainda pode ser uma pista em que história, emoção e espetáculo correm lado a lado — e vencem.

Wicked: Parte 2 chega aos cinemas brasileiros com sessões antecipadas e energia de superprodução

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O mundo de Oz volta a ganhar vida nas telonas: Wicked: Parte II estreia oficialmente nesta quinta, 20 de novembro, nos cinemas brasileiros. Mas para os fãs mais ansiosos, a Universal confirmou sessões antecipadas em todo o país já nesta quarta, 19 de novembro, permitindo que o público viva o próximo capítulo da jornada de Elphaba e Glinda antes do lançamento global.

A divulgação do filme também passou pelo Brasil. No início de novembro, São Paulo recebeu a primeira parada da turnê mundial de Wicked: Parte II, com a presença do diretor Jon M. Chu, da atriz Cynthia Erivo (Elphaba) e do ator Jonathan Bailey (Fiyero). O evento, pensado especialmente para fãs e imprensa, foi realizado pela Universal Pictures em parceria com a TV Globo, reforçando a força da franquia no país — que se tornou um dos mercados mais engajados após o sucesso do primeiro longa.

Dirigido novamente pelo premiado Jon M. Chu, o filme é a aguardada continuação do fenômeno cinematográfico de 2024. Na época, o primeiro Wicked conquistou 10 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, venceu em Melhor Figurino e Melhor Design de Produção, e ultrapassou a marca de 750 milhões de dólares nas bilheterias do mundo inteiro. Com esse histórico, a sequência chega envolta em grande expectativa, especialmente pelo aprofundamento da transformação de Elphaba na temida Bruxa Má do Oeste.

As protagonistas Ariana Grande (Glinda) e Cynthia Erivo (Elphaba) retornam aos papéis que já se tornaram marcos em suas carreiras. A química entre as atrizes, que foi um dos destaques no primeiro filme, promete ganhar novas camadas — agora com as personagens totalmente divididas por ideais, responsabilidades políticas e o peso de suas escolhas.

O longa-metragem adapta a segunda metade do musical da Broadway de 2003, escrito por Stephen Schwartz e Winnie Holzman, que por sua vez foi inspirado no romance de Gregory Maguire, uma releitura ousada de O Maravilhoso Mágico de Oz, de L. Frank Baum. O filme também dialoga diretamente com o clássico cinematográfico de 1939, mas com a lente moderna apresentada no primeiro capítulo da franquia.

O elenco completo reúne nomes que retornam da primeira parte: Jonathan Bailey (“Bridgerton”), Ethan Slater (“Spamalot”, “SpongeBob SquarePants: The Broadway Musical”), Bowen Yang (“Saturday Night Live”, “Fire Island”), Marissa Bode (“Float”), Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, “A Escola do Bem e do Mal”) e Jeff Goldblum (“Jurassic Park”, “Independence Day”). A grande novidade é Colman Domingo (“Rustin”, “Fear the Walking Dead”), que se junta à produção interpretando um personagem central nos conflitos políticos da Terra de Oz.

Ambientada antes e durante eventos ligados à chegada da jovem Dorothy Gale, a trama acompanha Elphaba enquanto ela tenta sobreviver como fugitiva — ainda lutando pela defesa dos Animais, agora do lado oposto da lei e da opinião pública. Glinda, por outro lado, vive as pressões de ser a “Boa”, figura pública constantemente observada pelo Mágico e por Madame Morrible. As tensões entre as duas, somadas à ameaça iminente de mudanças profundas em Oz, pavimentam um enredo emocional, épico e sensorial.

O projeto de adaptação cinematográfica de Wicked existe desde 2012, mas foi adiado inúmeras vezes, sobretudo pela pandemia. As protagonistas foram anunciadas em 2021, e as filmagens de ambas as partes ocorreram juntas na Inglaterra a partir de dezembro de 2022. A greve do SAG-AFTRA em 2023 interrompeu a produção, que só foi concluída em janeiro de 2024.

O filme teve sua première mundial no Suhai Music Hall, em São Paulo, no último dia 4 de novembro, reafirmando a importância do Brasil no circuito global da franquia. O lançamento nos Estados Unidos está marcado para 21 de novembro.

A expectativa do público é enorme — e os números confirmam isso. Os ingressos começaram a ser vendidos em 8 de outubro, e em menos de 24 horas o longa se tornou a maior pré-venda do ano segundo a Fandango, superando títulos como Demon Slayer: Infinity Castle, Superman e até o projeto musical de Taylor Swift. O filme também quebrou recordes como a maior pré-venda de um filme livre para todas as idades e entrou para o ranking das dez maiores pré-vendas da história da plataforma.

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