Sessão de Sábado exibe O Mentiroso, comédia que transformou Jim Carrey em um dos maiores astros de Hollywood e arrecadou mais de US$ 300 milhões

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A Globo apresenta na Sessão de Sábado deste 6 de junho o filme O Mentiroso, comédia lançada em 1997 que ajudou a consolidar Jim Carrey (O Máskara, Debi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros) como um dos atores mais populares do cinema norte-americano nos anos 1990. Dirigido por Tom Shadyac (Ace Ventura: Um Detetive Diferente, Todo Poderoso), o longa combina humor com uma história centrada nos impactos que a falta de honestidade pode causar dentro de uma família.

No filme, Carrey interpreta Fletcher Reede, um advogado de Los Angeles que construiu sua carreira utilizando mentiras, omissões e estratégias jurídicas para vencer processos. Reconhecido por sua habilidade profissional, ele acumula conquistas no escritório onde trabalha, mas vê sua vida pessoal se deteriorar. Divorciado, Fletcher mantém uma relação distante com o filho Max e frequentemente decepciona o garoto ao descumprir promessas e compromissos importantes.

A situação se agrava quando ele não comparece à festa de aniversário do filho. Cansado das constantes desculpas do pai, Max faz um desejo simples: que Fletcher não consiga mentir durante um único dia. De forma inexplicável, o pedido se realiza e o advogado passa a ser incapaz de esconder opiniões, inventar justificativas ou alterar fatos para beneficiar a si mesmo.

A mudança acontece justamente em um momento decisivo de sua carreira. Fletcher está envolvido em um importante processo de divórcio e precisa defender Samantha Cole, personagem interpretada por Jennifer Tilly (A Noiva de Chucky, Ligadas pelo Desejo). Acostumado a manipular situações dentro e fora do tribunal, ele se vê obrigado a dizer apenas a verdade, criando uma sequência de problemas que ameaçam tanto sua posição profissional quanto sua reputação.

Grande parte do humor do filme surge desse conflito. Pela primeira vez, Fletcher precisa enfrentar situações sem recorrer aos mecanismos que o ajudaram a construir sua carreira. O resultado são cenas que exploram o impacto da sinceridade absoluta em ambientes onde a diplomacia, os interesses pessoais e a conveniência costumam falar mais alto.

Embora seja lembrado principalmente pelas sequências cômicas protagonizadas por Jim Carrey, o filme também dedica atenção à relação entre Fletcher e Max. O roteiro mostra como as promessas quebradas e a ausência constante afetaram a confiança do garoto, transformando a tentativa de reconciliação entre pai e filho em um dos principais motores da narrativa.

Outro aspecto que contribuiu para a popularidade do longa foi o momento em que chegou aos cinemas. Durante a década de 1990, Jim Carrey vivia o auge de sua carreira, após o sucesso de produções como Ace Ventura, O Máskara e Debi & Lóide. O Mentiroso reforçou sua imagem como um dos principais nomes da comédia da época e demonstrou sua capacidade de liderar grandes produções de estúdio.

O desempenho comercial confirmou essa força. Produzido com orçamento estimado em 45 milhões de dólares, o filme arrecadou mais de 300 milhões de dólares nas bilheterias mundiais, tornando-se um dos maiores sucessos daquele ano. A atuação de Carrey também foi reconhecida pela indústria, rendendo ao ator uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical.

O elenco ainda reúne nomes conhecidos do público. Maura Tierney (Plantão Médico, The Affair) interpreta Audrey, ex-esposa de Fletcher; Cary Elwes (Jogos Mortais, Robin Hood: O Herói em Tights) vive Jerry, novo companheiro de Audrey; e Justin Cooper dá vida a Max, personagem responsável pelo acontecimento que muda completamente a vida do protagonista.

Herança de Sangue | O filme do Cine Aventura que coloca um ex-presidiário contra um cartel para salvar a própria filha

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O Cine Aventura deste sábado, 6 de junho, exibe Herança de Sangue, produção dirigida por Jean-François Richet e estrelada por Mel Gibson. Lançado em 2016, o longa adapta o romance Blood Father, escrito por Peter Craig, que também participou do roteiro da versão para o cinema.

Na história, John Link é um ex-presidiário que vive em liberdade condicional no deserto do Arizona. Após cumprir pena por tráfico de armas, ele tenta manter uma rotina longe do crime, participando de reuniões para dependentes químicos e trabalhando como tatuador. O maior problema de sua vida, porém, não está ligado ao passado criminal, mas ao afastamento da filha Lydia, com quem perdeu contato durante anos. (Via: AdoroCinema)

A situação muda quando Lydia, agora com 17 anos, entra em contato pedindo ajuda. Ela está fugindo depois de se envolver em um caso relacionado a Jonah, seu namorado e integrante de uma família ligada ao narcotráfico. Sem conhecer todos os detalhes do ocorrido, John decide encontrá-la imediatamente.

Ao reencontrar a filha, ele descobre que ela se tornou alvo de criminosos armados. A perseguição começa quando homens ligados a Jonah chegam até o local onde John mora. A partir desse momento, pai e filha passam a viajar pelo Arizona tentando escapar de pessoas interessadas em encontrá-los antes da polícia.

Durante a fuga, John descobre que o problema é maior do que imaginava. Jonah faz parte de uma rede ligada a um cartel mexicano e desapareceu com uma grande quantia em dinheiro. Para evitar represálias, ele atribui a responsabilidade a Lydia. A jovem passa então a ser procurada tanto pelos criminosos quanto por integrantes da organização que desejam recuperar o dinheiro desaparecido.

Sem recursos e sem aliados influentes, John utiliza contatos de seu passado para reunir informações. Entre eles está Arturo Rios, um conhecido que cumpre pena em uma prisão local e ajuda a esclarecer a ligação de Jonah com o cartel. As descobertas mostram que Lydia está no centro de uma disputa envolvendo dinheiro, traições e interesses dentro da organização criminosa.

O roteiro concentra grande parte da narrativa na relação entre pai e filha. O reencontro ocorre em meio à perseguição, obrigando os dois a conviverem após anos de distância. Enquanto tentam escapar dos criminosos, surgem conversas sobre abandono, arrependimentos e decisões tomadas ao longo da vida.

A produção também utiliza diferentes cenários do Arizona para acompanhar a fuga dos protagonistas. Estradas isoladas, pequenos motéis, oficinas e áreas desérticas servem como pano de fundo para os confrontos que acontecem durante a jornada. Essa escolha ajuda a manter a sensação de que os personagens possuem poucas opções de esconderijo e praticamente nenhum local seguro para permanecer.

Mel Gibson interpreta um personagem distante dos papéis de ação que marcaram parte de sua carreira. John Link é apresentado como alguém que carrega consequências de escolhas passadas e que não possui estrutura para enfrentar uma organização criminosa. Sua principal motivação é impedir que a filha tenha o mesmo destino de pessoas que ele viu serem destruídas pelo crime.

Com orçamento estimado em cerca de 15 milhões de dólares, Herança de Sangue arrecadou aproximadamente 6,9 milhões durante sua passagem pelos cinemas.

Operação: Lioness retorna ao Paramount+ com terceira temporada e mostra por que se tornou uma das séries de espionagem mais intensas da atualidade

O Paramount+ confirmou a estreia da terceira temporada de Operação: Lioness para o dia 2 de agosto. A série de espionagem criada por Taylor Sheridan (Yellowstone, Tulsa King e 1923) retorna com novos episódios focados em uma ameaça que coloca em risco tanto as operações da CIA quanto a vida pessoal de seus agentes. As informações são do Deadline.

a nova temporada acompanha Joe, personagem de Zoe Saldaña (Avatar, Guardiões da Galáxia e Star Trek), enquanto investiga uma rede de agentes estrangeiros e operações clandestinas que começam a surgir em diferentes frentes. Durante a missão, desaparecimentos misteriosos e movimentações suspeitas indicam a existência de uma conspiração maior, obrigando a agente a identificar quem está por trás dos ataques antes que os danos se tornem irreversíveis.

Joe continuará trabalhando sob a supervisão de Kaitlyn Meade, personagem de Nicole Kidman (Big Little Lies, Os Outros e Moulin Rouge!), e de Byron Westfield, interpretado por Michael Kelly (House of Cards, Jack Ryan e Amanhecer Violento). Juntos, eles precisarão enfrentar adversários que atuam nas sombras e utilizam estratégias de infiltração para comprometer operações de inteligência.

A série estreou em 2023 e é inspirada no conceito real das equipes Lioness, grupos formados por mulheres militares norte-americanas que atuaram em missões no Iraque. Essas equipes foram criadas para interagir com mulheres locais em regiões onde barreiras culturais dificultavam a atuação de soldados homens. A produção utiliza essa premissa como base para desenvolver uma trama ficcional envolvendo espionagem internacional e contraterrorismo.

Além de Zoe Saldaña, Nicole Kidman e Michael Kelly, o elenco da terceira temporada inclui Laysla De Oliveira (Locke & Key e Código Preto) como Cruz Manuelos, uma ex-fuzileira naval recrutada para operações de infiltração. Também retornam Dave Annable (Brothers & Sisters e Yellowstone), Jill Wagner (Teen Wolf e Blade: The Series), LaMonica Garrett (1883 e Arrow), James Jordan (Wind River e Yellowstone), Austin Hébert (NCIS: New Orleans e The Last Ship), Jonah Wharton (The Rookie) e Thad Luckinbill (The Young and the Restless e Devotion).

Nas temporadas anteriores, Operação: Lioness acompanhou missões conduzidas pela CIA para infiltrar agentes em organizações ligadas ao terrorismo internacional. A série se destacou por abordar o trabalho de inteligência a partir da perspectiva de agentes que precisam criar identidades falsas, estabelecer relações de confiança com alvos estratégicos e atuar em ambientes de alto risco.

A terceira temporada vai dar continuidade aos acontecimentos recentes da trama, ampliando o foco para ameaças mais complexas e operações que envolvem múltiplos países. De acordo com a sinopse oficial, a investigação conduzida por Joe revelará conexões inesperadas entre diferentes eventos, tornando cada vez mais difícil distinguir aliados de inimigos.

Sessão da Tarde exibe Need for Speed: O Filme nesta sexta-feira (5) com perseguição policial e corrida clandestina de alto risco

A Sessão da Tarde desta sexta-feira, 5 de junho de 2026, na TV Globo, exibe Need for Speed: O Filme, produção de ação inspirada na famosa franquia de videogames da Electronic Arts. O longa aposta em uma narrativa centrada em velocidade, vingança e disputa entre pilotos em um circuito ilegal que atravessa os Estados Unidos.

De acordo com o AdoroCinema, a história acompanha Tobey Marshall, interpretado por Aaron Paul, um mecânico que herdou do pai uma oficina especializada em modificação de carros. Ao lado de sua equipe, ele transforma veículos comuns em máquinas de alta performance, ao mesmo tempo em que participa de corridas clandestinas para manter a oficina funcionando.

A vida de Tobey muda quando ele é procurado por Dino Brewster, vivido por Dominic Cooper, um ex-piloto da Fórmula Indy que agora atua no mercado de carros de luxo e modificações. Dino contrata Tobey para finalizar um Mustang raro, projetado por um engenheiro automotivo já falecido. Mesmo desconfiado, Tobey aceita o trabalho por causa da recompensa financeira, o que acaba aproximando os dois novamente.

Após a conclusão do carro, o veículo é vendido, mas a rivalidade entre Tobey e Dino volta a crescer rapidamente. O conflito chega ao ponto de um último racha entre os dois, que também conta com a participação de Pete, amigo próximo de Tobey interpretado por Harrison Gilbertson. A corrida termina em um acidente fatal que resulta na morte de Pete, evento que muda completamente o rumo da história.

Acusado de forma indireta pelo acidente, Tobey é condenado e passa dois anos na prisão. Quando é libertado, ele encontra sua vida destruída e decide montar um plano para participar de uma corrida clandestina de alto nível conhecida no submundo das competições ilegais. O objetivo é confrontar Dino em um ambiente onde regras não existem e onde a disputa envolve grandes riscos, incluindo perseguição policial e rotas atravessando diferentes estados americanos.

Enquanto isso, o filme expande o universo das corridas ilegais ao apresentar uma competição organizada por uma figura misteriosa conhecida como Monarch, interpretado por Michael Keaton. Ele coordena uma corrida clandestina que reúne pilotos de diferentes regiões, criando um evento sem limites de velocidade ou segurança, onde apenas os mais habilidosos conseguem sobreviver até o final.

A narrativa ainda acompanha a formação da equipe de Tobey durante sua jornada, incluindo personagens como Julia Maddon, vivida por Imogen Poots, que ajuda a conectar o protagonista ao mundo dos supercarros e das negociações ilegais, além de integrantes como Maverick, Finn e Joe Peck, interpretados por Scott Mescudi, Rami Malek e Ramón Rodríguez.

Homem-Aranha: Um Novo Dia pode ter 2h30 de duração e levanta curiosidade sobre a fase mais sombria e emocional de Peter Parker no MCU

Homem-Aranha: Um Novo Dia segue como um dos lançamentos mais aguardados da próxima fase da Marvel nos cinemas. O longa é dirigido por Destin Daniel Cretton, com roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers, e traz Tom Holland novamente no papel de Peter Parker, ao lado de Zendaya, Sadie Sink, Jacob Batalon, Jon Bernthal, Tramell Tillman, Michael Mando e Mark Ruffalo.

De acordo com informações do site britânico CineWorld, o filme deve ter aproximadamente 2 horas e 30 minutos de duração. O tempo reforça a expectativa de uma produção mais extensa dentro do universo do Homem-Aranha no MCU, o que pode indicar uma narrativa mais aprofundada e com maior foco no desenvolvimento emocional do personagem.

A história se passa após os eventos de Sem Volta para Casa, quando o feitiço do Doutor Estranho fez com que o mundo inteiro esquecesse quem é Peter Parker. A partir disso, o personagem passa a viver isolado, mantendo sua atuação como Homem-Aranha em uma Nova York que não reconhece sua identidade. Esse cenário coloca o herói em uma situação mais vulnerável, dividido entre proteger a cidade e lidar com a ausência completa de laços pessoais.

Tom Holland interpreta uma versão mais madura e emocional do herói, que enfrenta não apenas ameaças físicas, mas também o impacto psicológico de uma vida sem reconhecimento ou vínculos afetivos. A proposta dessa fase é explorar com mais profundidade a identidade de Peter, suas escolhas e as consequências do sacrifício constante.

Zendaya retorna como MJ, agora seguindo sua vida acadêmica no MIT e envolvida em um novo relacionamento, o que adiciona um conflito emocional direto à trajetória de Peter. Jacob Batalon também volta como Ned Leeds, distante do protagonista e tentando entender os acontecimentos recentes por meio de ferramentas que investigam a identidade do Homem-Aranha.

Entre as novidades, Jon Bernthal aparece como Frank Castle, o Justiceiro, em uma versão mais contida e integrada ao tom urbano do filme. A relação entre ele e Peter deve começar de forma conflituosa e evoluir para uma dinâmica de rivalidade. Michael Mando também retorna como Mac Gargan, o Escorpião, reforçando o lado mais criminoso da trama em Nova York.

Mark Ruffalo surge como Bruce Banner, o Hulk, atuando como professor e ajudando Peter a entender melhor as mudanças em seus poderes, que passam por uma evolução inesperada. A história também inclui ameaças do submundo e personagens como Lápide, ampliando o tom mais urbano e perigoso desta fase do herói. Com estreia marcada para 30 de julho de 2026 nos cinemas brasileiros, o filme integra a Fase Seis do MCU.

Mestres do Universo estreia com US$ 4,4 milhões em pré-estreias e pressão sobre orçamento de US$ 200 milhões em novo filme de He-Man

O novo Mestres do Universo da Amazon MGM Studios chega aos cinemas neste fim de semana cercado de expectativa e já com números iniciais que chamam atenção do mercado. O longa arrecadou cerca de US$ 4,4 milhões em pré-estreias e trabalha com projeções de abertura entre US$ 30 milhões e US$ 35 milhões apenas nos Estados Unidos, segundo a Variety. O desempenho é visto como importante, principalmente porque o orçamento gira em torno de US$ 200 milhões, o que exige uma performance global forte para garantir o equilíbrio financeiro do projeto.

A produção marca o retorno da franquia da Mattel em live-action e traz Nicholas Galitzine (Vermelho, Branco e Sangue Azul, Bottoms) como o Príncipe Adam, que também assume a identidade de He-Man. A trama parte de uma abordagem de origem, mostrando o personagem em um momento de ruptura após anos afastado de seu planeta natal.

Na história, Adam é levado de volta a Eternia, agora em ruínas e sob o domínio de Esqueleto, interpretado por Jared Leto (Clube de Compras Dallas, Esquadrão Suicida). Diante desse cenário, ele precisa aceitar seu destino como He-Man e assumir o papel de defensor de seu mundo, enquanto enfrenta uma ameaça que também coloca sua família em risco.

Ao longo da narrativa, o protagonista encontra aliados fundamentais. Entre eles estão Teela, vivida por Camila Mendes (Riverdale), e Mentor, interpretado por Idris Elba (Luther, Thor, O Fio da Navalha). A relação entre esses personagens ajuda a sustentar a jornada do herói, que mistura amadurecimento pessoal com grandes batalhas em um universo que combina magia e tecnologia.

O elenco também reúne Alison Brie (Comunidade, Mad Men), James Purefoy (Roma), Morena Baccarin (Deadpool) e Kristen Wiig (Missão Madrinha de Casamento), reforçando a estratégia do estúdio de unir nostalgia com nomes conhecidos do público atual.

Nos bastidores, o longa é dirigido por Travis Knight e passou por um longo caminho até chegar às telas. O projeto foi anunciado ainda em 2009 e enfrentou anos de mudanças criativas, troca de estúdios e revisões de roteiro até ser retomado pela Amazon MGM Studios em 2024. As filmagens ocorreram em Londres entre janeiro e junho de 2025, com forte investimento em efeitos visuais e na construção do mundo de Eternia.

A franquia He-Man e os Mestres do Universo surgiu no início dos anos 1980 e se consolidou como um dos maiores cases de sucesso do entretenimento ligado a brinquedos e animação. Criada a partir de uma linha de action figures da Mattel, a marca rapidamente ganhou força ao ser expandida para a televisão, o que ajudou a transformar o personagem principal em um ícone global da cultura pop.

O desenho animado foi decisivo para esse crescimento. Exibido em diversos países, ele apresentou o universo de Eternia para milhões de crianças e ajudou a fixar a identidade da franquia com histórias simples, personagens carismáticos e uma forte mistura de fantasia e aventura. Esse formato contribuiu para que o público criasse uma ligação duradoura com figuras como He-Man, Esqueleto, Teela e Mentor.

Mesmo após o auge nos anos 1980, a franquia não desapareceu. Ao longo do tempo, passou por diferentes relançamentos, novas séries animadas e tentativas de adaptação para o cinema e outras mídias. Em muitos casos, o fator nostalgia foi o principal motor dessas retomadas, mantendo o interesse de fãs antigos e apresentando o universo para novas gerações.

Todo Mundo em Pânico 6 chega aos cinemas com US$ 7,7 milhões em pré-estreias e projeção de até US$ 50 milhões na bilheteria de abertura

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Depois de anos longe dos cinemas, a franquia Todo Mundo em Pânico retorna em 2026 com a promessa de revisitar o humor escrachado que marcou uma geração e, ao mesmo tempo, tentar se adaptar ao público atual. O sexto filme chega cercado de curiosidade justamente por reunir novamente nomes que foram essenciais para o sucesso dos dois primeiros longas, especialmente a família Wayans, que volta a ter participação criativa direta após mais de 17 anos afastada do núcleo principal da série.

O novo capítulo, que estreou em 4 de junho de 2026 no Brasil e chega aos Estados Unidos no dia seguinte, também já chama atenção pelo desempenho inicial: US$ 7,7 milhões arrecadados em pré-estreias indicam um interesse sólido do público antes mesmo do lançamento completo. A Paramount Pictures trabalha com projeções que giram em torno de US$ 40 milhões no fim de semana de estreia, enquanto estimativas mais otimistas apontam até US$ 50 milhões, números que colocam o filme como um dos principais lançamentos de comédia do ano. As informações são da Variety.

A história segue a tradição da franquia ao trazer terror e humor de forma bem exagerada. A trama retoma personagens clássicos que sobreviveram a um assassino mascarado no passado, mas que agora voltam a ser perseguidos por uma nova ameaça. A diferença é que, desta vez, o filme amplia seu olhar para o cinema de terror moderno, transformando produções recentes e fenômenos do gênero em alvo de piadas e situações absurdas. A ideia é atualizar o tipo de sátira que fez sucesso no início dos anos 2000, mas adaptada ao contexto atual, em que o terror ganhou novas formas e subgêneros.

O grande atrativo para o público nostálgico é o retorno do elenco original. Marlon Wayans volta como Shorty Meeks e Shawn Wayans reprisa o papel de Ray Wilkins, trazendo de volta a dupla que ajudou a definir o tom da franquia. Anna Faris também retorna como Cindy Campbell, assim como Regina Hall no papel de Brenda Meeks, reforçando a sensação de reencontro com personagens que se tornaram marcantes para quem acompanhou os primeiros filmes. Outros nomes conhecidos também reaparecem, como Cheri Oteri, Chris Elliott, Dave Sheridan, Lochlyn Munro e Jon Abrahams, o que aumenta ainda mais o clima de nostalgia.

Ao mesmo tempo, o filme tenta se aproximar de uma nova geração ao incluir atores mais recentes no elenco, como Damon Wayans Jr., Kim Wayans, Sydney Park e Olivia Rose Keegan. Essa mistura entre gerações é um dos pontos mais importantes da produção, já que busca equilibrar o apelo dos fãs antigos com a curiosidade de quem não viveu o auge da franquia nos anos 2000. Na prática, o filme tenta funcionar como uma ponte entre duas fases diferentes da comédia no cinema.

Nos bastidores, o projeto ganhou forma oficialmente após o anúncio feito em 2024, durante a CinemaCon. A produção ficou sob responsabilidade da Miramax e da Ugly Baby Productions, com Marlon Wayans e Rick Alvarez assumindo o controle criativo. O envolvimento da família Wayans é um dos principais diferenciais desta nova fase, já que marca a primeira colaboração entre os irmãos em muitos anos dentro da franquia que eles próprios ajudaram a criar.

Um ponto que tem chamado atenção do público é a forma como o novo filme atualiza suas referências. Em vez de focar apenas nos clássicos do terror adolescente, como acontecia nos primeiros longas, a nova produção amplia seu repertório e inclui sátiras a filmes recentes como “Corra!”, “Nope”, “Longlegs”, “Heretic”, “Sinners” e até produções mais extremas como “Terrifier 3”.

Para quem acompanha a franquia, outro detalhe curioso é o retorno de personagens antigos em novas situações, o que reforça a ideia de continuidade, mas com uma abordagem mais livre e atualizada. Algumas cenas passaram por ajustes durante a produção, incluindo sequências que foram cortadas e depois recolocadas em versões menores, algo que combina com o estilo provocativo e irreverente da série.

Crítica – 100 Noites de Desejo é uma fantasia feminista visualmente rica que se perde no próprio excesso de ideias

100 Noites de Desejo chega com uma proposta ambiciosa e, em muitos momentos, realmente chama atenção pelo cuidado visual e pela trama que constrói. Há um trabalho de direção de arte bastante elaborado, uma fotografia que ajuda a criar um universo de conto de fadas sombrio e uma tentativa clara de transformar ideias complexas em fantasia simbólica. No início, isso funciona bem e desperta curiosidade sobre o que está por vir.

O filme também parte de temas importantes e muito atuais. Ele fala sobre patriarcado, controle dos corpos femininos, violência estrutural e silenciamento histórico das mulheres. São assuntos fortes e que têm bastante potencial dentro de uma narrativa fantástica, especialmente quando trabalhados de forma simbólica e visual.

O problema é que, com o passar do tempo, o filme parece confiar menos na força das imagens e mais na necessidade de explicar tudo o que está dizendo. Em vez de deixar que o espectador interprete e sinta, a narrativa acaba reforçando suas ideias de forma constante. Isso tira parte da sutileza e faz com que a crítica social soe repetitiva em alguns momentos. Personagens também ficam presos em funções muito claras dentro da história, sem muita ambiguidade ou profundidade.

Na segunda metade, essa sensação se intensifica de forma evidente.

O que antes parecia uma fantasia sombria promissora começa a se transformar em uma sequência de escolhas narrativas que nem sempre se sustentam. A cena em que a lua desce para conduzir o casal ao paraíso e depois os transforma em estrelas é um exemplo disso. A ideia é poética, mas a execução não acompanha a grandiosidade que a cena parece querer alcançar. Em vez de emoção ou transcendência, o resultado acaba gerando estranhamento. O mesmo acontece no desfecho romântico nesse paraíso, que soa mais como uma colagem estética do que como um encerramento realmente construído.

Outro ponto que pesa é a dificuldade do filme em equilibrar suas próprias intenções. Ele tenta ser fantasia, romance, alegoria feminista e drama ao mesmo tempo, mas nem sempre consegue unir essas camadas de forma orgânica. O tom varia bastante, o humor aparece em momentos que nem sempre conversam com o resto da obra e a mitologia desse universo surge de forma apressada, sem o desenvolvimento necessário para criar envolvimento real.

Existe um mundo interessante ali, mas ele chega mais como algo explicado do que como algo descoberto aos poucos. Isso afeta a experiência, porque tira a sensação de imersão. A estética continua sendo um dos pontos fortes, mas em alguns momentos também passa uma impressão de artificialidade, como se estivéssemos vendo uma versão reduzida de uma história que poderia ser mais rica.

Um dos aspectos mais frustrantes é como a contagem regressiva dos cem dias vai perdendo força ao longo da narrativa. Um elemento que poderia sustentar a tensão dramática acaba ficando em segundo plano justamente quando mais deveria importar, e o filme acaba enfraquecendo suas próprias regras internas.

Ainda assim, há méritos claros. O elenco entrega boas atuações dentro da proposta e a construção visual do universo é consistente em vários momentos. Quem conhece a graphic novel original pode inclusive encontrar mais camadas de significado, já que parte importante dessa riqueza vem do material de origem.

No fim, 100 Noites de Desejo é uma obra que impressiona pelo que sugere, mas se perde no caminho entre a ideia e a execução. É bonito de ver, interessante de acompanhar em alguns momentos, mas deixa a sensação de que poderia ter sido muito mais impactante se confiasse um pouco mais no próprio universo e um pouco menos na necessidade de explicar tudo o tempo todo.

Resenha – O Mistério do Cinco Estrelas revela o lado oculto de um hotel de luxo marcado por poder e decisões que ignoram a verdade

Marcos Rey constrói em O Mistério do Cinco Estrelas uma daquelas histórias que começam simples, quase cotidianas, mas que rapidamente escapam do controle do protagonista e também do leitor. O ponto de partida é direto: Léo, um adolescente que trabalha como mensageiro em um hotel de luxo, encontra um cadáver escondido em um quarto. Só que, em vez de reconhecimento por ter descoberto um crime, ele recebe desconfiança, silêncio e, principalmente, a decisão das autoridades de ignorarem sua versão.

Esse detalhe muda tudo. O livro não é apenas sobre descobrir quem matou alguém. É sobre o quanto a verdade pode ser descartada quando ela vem da pessoa “errada”.

Léo é um protagonista interessante justamente por não ser um “detetive pronto”. Ele não tem ferramentas sofisticadas, não tem autoridade e nem mesmo crédito social dentro daquele ambiente cheio de pessoas influentes. O que ele tem é insistência. E isso sustenta a narrativa com força, porque o leitor acompanha alguém que precisa provar o óbvio enquanto todo mundo prefere acreditar na versão mais confortável, a do suspeito elegante, caridoso e socialmente bem visto.

O contraste entre aparência e realidade é o motor da história. O hotel cinco estrelas não é só cenário. Ele funciona quase como um personagem. Um lugar impecável na superfície, mas cheio de corredores onde informação circula mais rápido do que a verdade. É nesse ambiente que o Barão, figura respeitada e aparentemente intocável, se encaixa como o tipo de suspeito que ninguém quer enxergar como culpado.

E aqui Marcos Rey acerta em cheio. Ele não constrói o mistério apenas em cima de pistas, mas em cima de percepção social. Quem pode ser acusado? Quem tem credibilidade? Quem é automaticamente descartado como suspeito? O livro joga com essas perguntas o tempo todo.

Quando Léo perde o emprego e decide investigar por conta própria, a história muda de ritmo. Ela deixa de ser apenas uma denúncia ignorada e vira uma corrida contra o tempo, mas sem aquela pressa artificial. O suspense nasce mais da insegurança do protagonista do que de grandes cenas de ação. Isso dá um tom mais humano à narrativa, porque o medo não está só no perigo físico, mas na sensação constante de estar sozinho contra uma estrutura inteira.

A entrada de Gino e Guima na investigação ajuda a quebrar essa solidão. Não são personagens perfeitos ou estrategistas brilhantes o tempo todo. Eles funcionam mais como apoio realista do que como solução mágica. O trio avança errando, desconfiando, voltando atrás, tentando encaixar peças que nem sempre fazem sentido imediato. Isso deixa a investigação mais próxima de algo possível, menos idealizada.

O ponto mais interessante do livro, no entanto, não é apenas o crime em si, mas a forma como a verdade vai sendo empurrada para fora de cena. A acusação contra Léo, por exemplo, mostra como rapidamente alguém sem poder pode ser colocado como culpado sem muita resistência do sistema. O Barão, por outro lado, representa exatamente o oposto. Alguém protegido por sua imagem pública, quase blindado pela reputação.

Essa tensão social dá ao livro uma camada que vai além do mistério juvenil. Não é só “quem matou”, mas “quem tem permissão para ser inocente”.

A escrita de Marcos Rey ajuda muito nesse efeito. Ele não alonga cenas nem tenta criar uma complexidade artificial. O texto é direto, mas não simplista. Isso faz a leitura fluir rápido, o que combina com a energia de investigação constante que move a história.

Ainda assim, não é uma obra que depende só de ritmo. O suspense funciona porque o leitor entende que cada personagem tem algo a esconder ou algo que prefere não dizer. E isso mantém a sensação de que a qualquer momento a história pode mudar de direção.

No fim, O Mistério do Cinco Estrelas funciona menos como um quebra-cabeça perfeito e mais como uma história sobre percepção, injustiça e insistência. Léo não resolve o caso porque é o mais inteligente, mas porque se recusa a aceitar que sua versão não importa.

É uma leitura que envelheceu bem justamente porque fala de algo que continua atual: a dificuldade de ser levado a sério quando você não tem status, influência ou “cara de credível”.

Resenha – Um Cadáver Ouve Rádio transforma um mistério simples em uma aventura envolvente para jovens leitores

Poucos autores brasileiros conseguiram conversar tão bem com o público jovem quanto Marcos Rey. Em Um Cadáver Ouve Rádio, o escritor mostra mais uma vez sua habilidade de criar histórias que prendem a atenção desde as primeiras páginas, misturando mistério, humor e aventura em uma narrativa acessível e extremamente fluida.

A trama começa de forma curiosa e intrigante. Durante uma forte chuva, o garoto Muriçoca procura abrigo em um prédio aparentemente abandonado. O que parecia ser apenas uma tentativa de escapar do temporal logo se transforma em algo muito mais sério. Ao ouvir um frevo tocando em um dos andares, ele decide subir para descobrir de onde vem a música. É então que encontra uma cena chocante: o corpo de Alexandre, um sanfoneiro querido por todos, caído no chão e cercado por sangue.

A partir desse momento, o livro assume o ritmo de uma investigação policial clássica, mas adaptada para um público jovem. O assassinato levanta inúmeras perguntas. Quem matou Alexandre? Qual foi a motivação do crime? E por que havia um rádio ligado ao lado do corpo?

Esses mistérios colocam em ação Leo, Gino e Ângela, o trio de detetives que conduz boa parte da narrativa. Diferentemente de muitos personagens juvenis que dependem da sorte para resolver problemas, os três utilizam observação, raciocínio e trabalho em equipe para seguir as pistas deixadas pelo criminoso. Isso torna a investigação mais interessante e permite que o leitor participe mentalmente da busca pelas respostas.

Um dos grandes acertos de Marcos Rey está justamente na construção do suspense. A cada nova descoberta, surgem novos suspeitos e novas dúvidas. Quando os jovens encontram a arma do crime — um elegante sabre chinês ornamentado com desenhos orientais — a investigação ganha novas possibilidades. O objeto chama atenção não apenas por sua aparência incomum, mas porque parece conectar diferentes personagens ao assassinato, ampliando o número de possíveis culpados.

Mesmo sendo uma obra voltada para leitores mais jovens, o autor evita simplificar excessivamente o mistério. O leitor é constantemente incentivado a formular teorias, desconfiar de determinados personagens e reconsiderar suas conclusões à medida que a história avança. Essa participação ativa é um dos fatores que tornam a leitura tão divertida.

Outro ponto que merece destaque é a linguagem. Marcos Rey escreve de maneira leve, direta e próxima do cotidiano dos adolescentes. Não há descrições excessivamente longas nem diálogos artificiais. Tudo acontece com naturalidade, fazendo com que a leitura flua rapidamente. É o tipo de livro que consegue capturar a atenção logo no início e manter o interesse até a revelação final.

Além do suspense, a obra também apresenta momentos de humor que ajudam a equilibrar a tensão da investigação. Os personagens possuem personalidades distintas e carismáticas, o que contribui para criar uma dinâmica agradável entre eles. Essa combinação entre mistério e leveza faz com que o livro seja acessível até mesmo para leitores que não têm o hábito de ler com frequência.

Outro mérito da obra é sua capacidade de despertar a curiosidade. O autor entende que um bom mistério não depende apenas da descoberta do culpado, mas também do caminho percorrido até essa revelação. Cada pista encontrada pelos protagonistas acrescenta uma nova camada à investigação, mantendo o leitor constantemente interessado nos próximos acontecimentos.

Embora a história tenha sido publicada há décadas, muitos de seus elementos continuam funcionando muito bem. A busca por respostas, a amizade entre os protagonistas e a sensação de aventura permanecem universais, permitindo que novas gerações continuem se identificando com a narrativa.

No fim das contas, Um Cadáver Ouve Rádio é muito mais do que um simples livro policial juvenil. Trata-se de uma leitura envolvente, inteligente e divertida, capaz de apresentar o gênero investigativo a jovens leitores sem abrir mão de uma boa história. Marcos Rey demonstra mais uma vez por que é considerado um dos grandes nomes da literatura juvenil brasileira, entregando uma obra que combina suspense, carisma e entretenimento na medida certa.

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